7 perguntas de autocoaching que vão transformar sua carreira

E se você tivesse um roteiro de perguntas diário com poder para mudar os rumos da sua carreira? Questionamentos que te motivassem a sair do lugar? Isso existe e faz parte do chamado autocoaching — a habilidade de fazer coaching consigo mesmo todos os dias da sua vida. Motivação é algo intrínseco — em última análise, ninguém tem o poder de motivar outra pessoa, a não ser ela mesma. E é por isso que se questionar é tão eficiente. As respostas estão aí, desde que você faça as perguntas certas.

É o que chamamos no coaching, sem a menor modéstia, de “perguntas poderosas” — aquelas que têm poder de “incomodar”, de impulsionar as pessoas a sair da zona de conforto e partir para a ação. Em termos de carreira, sugiro o roteiro a seguir.

Você pode fazer pensando numa mudança de emprego ou transição de carreira ou simplesmente para solucionar problemas do dia a dia no trabalho. Não há contraindicação.

1. Por que estou me sentindo assim com relação ao trabalho/à carreira?

Misturar as esferas da vida é o erro mais comum com relação à carreira: você acha que o problema está na área que escolheu, mas está no emprego atual, ou então jura que seu emprego é a pior coisa do mundo quando seu problema é a vida pessoal. Investigar os próprios sentimentos — e, claro, colocar no papel as respostas — vai trazer clareza para a situação.

Depois de enumerar as razões pelas quais não está satisfeito, pergunte qual delas é a principal. É essa que precisa se atacada, com outra pergunta clássica do coaching: “o que posso fazer para melhorar isso?”

2. O que está me limitando hoje profissionalmente?

Antes que você responda “meu chefe”, aprenda a procurar as causas em você mesmo. Muitas vezes o que te limita são suas próprias crenças. A crença de que “não adianta fazer nada porque nunca será promovido”, a crença de que “não vale a pena se esforçar para dar mais dinheiro para o patrão”, a crença de que “nunca é bom trocar o certo pelo duvidoso”… Quais são as crenças que você tem com relação a trabalho e dinheiro que de alguma forma atrapalham seu progresso? O maior fator limitante é acreditar que a responsabilidade pelo sucesso está no outro. Ele pode ter poder sobre sua folha de pagamento e tarefas, mas não comanda sua vida e seus sentimentos.

3. O que posso fazer diferente do que já fiz?

Outra forma de fazer a mesma pergunta é “o que posso tentar que ainda não tentei antes?”. E, não, você não tentou tudo. Se fizer um esforço mental vai perceber que há caminhos diferentes a serem percorridos, estratégias novas de comunicação com a chefia, projetos diferentes a serem iniciados.

Fomentar essa curiosidade vai obrigar você a encontrar soluções. Liste todas, até as mais absurdas, como numa reunião de brainstorm. E só depois escolha as mais palpáveis e eficientes. Para escolher a melhor, inicie mais uma sequência de questionamentos. Qual dessas ideias pode ser implantada com mais facilidade? Qual posso fazer hoje? Qual tem maior potencial de mudança?

4. O que me impede de tentar?

“Nada, só o medo” será a resposta na maioria dos casos, pode ter certeza. Medo de falhar, medo de mudar, medo de ser rejeitado, medo do ridículo, medo do julgamento, medo de se expor, medo de acertar. Medo, medo, medo. Ele tem uma

função evolutiva fundamental e faz parte da vida, mas também sabota suas chances de ter um emprego melhor, uma profissão mais satisfatória, uma vida #plena.

Devo admitir que só a constatação do medo pode não fazer grande diferença. Então minha sugestão é começar desafiando seus medos em pílulas — vale desde fazer uma ligação para um desconhecido até sair para jantar sozinho se isso for difícil para você. Comece com pequenas atitudes para ganhar autoconfiança.

5. Quais são as atividades que me trazem mais resultados?

Uma técnica certeira para detectar os ladrões de tempo é listar tudo o que faz no trabalho e se perguntar: “dessas atividades, quais são essenciais de fato? Quais fazem mais diferença no meu resultado final?”. Parece banal, e é. Acontece que a melhor pessoa para analisar seu job description é você mesmo. Em vez de delegar essa função a outrem, investigue as funções mais produtivas e foque nelas — se possível, no início do dia, quando a energia está em alta (explicações sobre isso aqui).

Com essa pergunta, você identifica se está abracando tarefas dos outros e se está sendo perfeccionista com o que não faz grande diferença no fim do dia. Faça muito bem o principal, aceitando o princípio básico de que ninguém faz grande diferença no fim do dia. Faça muito bem o principal, aceitando o princípio básico de que ninguém faz 100% das tarefas maravilhosamente bem o tempo todo. Você não é super-herói, e tudo bem.

6. O que mais me apaixona no que faço?

Existe a motivação maior e existem as pequenas fontes de prazer no dia a dia — não as despreze! Elas são a diferença entre uma rotina triste, automática e carrancuda e uma mais leve e cheia de propósito. Pode ser uma tarefa corriqueira — e, se for o caso, recorra a ela sempre que o desânimo bater no meio expediente. Ter consciência das fontes de prazer motiva e faz com que você produza mais e melhor. É o que se chama na Psicologia Positiva de “entrar em flow”, executar tarefas que parecem fazer o tempo desaparecer, coisas que pareçam naturais para você e façam o tempo parar (ou voar, se preferir). Quais são as suas?

7. Isso me leva em direção aos meus objetivos?

A pergunta mais poderosa, o guia para qualquer decisão. Saber qual seu objetivo e se perguntar se o seu dia a dia está de alguma forma te levando até ele é a chave para a clareza. Se você está um passo aquém desse questionamento, simplesmente tenha a coragem de perguntar a si mesmo onde quer estar em termos profissionais daqui a um ano, ou pelo menos em termos financeiros. Se quer ter recebido uma promoção, ótimo. Se sua ideia é ter mudado de emprego, bom também. Se só consegue saber que precisa ganhar mais, já é um começo. Agora determine um valor específico e um prazo.

Use sua resposta como guia para saber se está no caminho certo, e refaça as questões anteriores. É mais fácil do que parece.

Por: Bruna Fioreti, coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil – expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Bruna cursa o MBA em Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching e é autora do projeto Manual de Você.

Fonte: https://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2017/07/24/7-perguntas-de-autocoaching-que-vao-transformar-sua-carreira/

 

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Brian Tracy é uma das maiores autoridades em coaching e negócios do mundo: em mais de 30 anos de atuação, passaram por suas palestras e seminários mais de 5 milhões de pessoas. Já atuou como coach e consultor em mais de mil empresas. Autor de dezenas de best-sellers, foi homenageado em 2011 com o Lifetime Achievement Award, concedido pela National Academy of Best Selling Authors. É fundador e CEO da Brian Tracy International, tem uma carreira de sucesso, principalmente nos setores de vendas e marketing, investimentos, desenvolvimento imobiliário, importação, distribuição e consultoria de gestão.

Flora Victória

Flora Victoria é fundadora da Sociedade Brasileira de Coaching, presidente da SBCOACHING Training e Mestre em Psicologia Positiva Aplicada pela University of Pennsylvania. Diretora educacional das empresas do SBCOACHING Group e founding fellow do Institute of Coaching (IOC) – órgão afiliado à Harvard Medical School dedicado ao avanço do coaching, Flora é considerada a maior especialista em psicologia positiva aplicada ao coaching do país. Seu trabalho precursor resultou na criação do primeiro treinamento de positive coaching do Brasil. Pioneira na condução de projetos de pesquisa e comprovação científica do coaching no país, tem contribuído significativamente para consolidar a credibilidade desse processo e estimular seu desenvolvimento no Brasil e no mundo.

Como trainer e master coach, Flora já participou da formação de mais de 45 mil coaches no Brasil. Responsável pelas parcerias internacionais firmadas pela SBCOACHING com instituições globais, Flora tem trazido para o Brasil o que há de melhor e de mais atual no coaching internacional. Flora representa a Sociedade Brasileira de Coaching como membro da Graduate School Alliance for Executive Coaching (GSAEC), instituição especializada no ensino acadêmico do coaching, e da Association for Coaching (AC), credenciadora internacional presente em mais de 50 países.

Escritora de obras que são referência no coaching mundial, Flora é coautora dos livros Personal & Professional Coaching®, Executive & Business Coaching®, Positive Psychology Coaching® e Career Coaching®, entre outros. Em parceria com Brian Tracy e Villela da Matta, escreveu Estratégias Avançadas de Vendas e Engajamento Total. Como parte de sua contribuição para o coaching global, Flora foi convidada a integrar uma equipe internacional cujo objetivo foi discutir e compreender a diversidade do coaching no mundo. Esse trabalho resultou no livro Diversity in Coaching: Working with Gender, Culture, Race and Age, lançado pela Association for Coaching (AC). Como especialista em coaching, negócios, liderança e psicologia positiva, escreve artigos para a Revista SBCOACHING, para a Revista Científica Brasileira de Coaching e para diversos portais.

Com graduações acadêmicas e especializações nas áreas de Governança Corporativa pela Harvard Business School, MBA pela FGV, Marketing pela ESPM e Tecnologia pela USCS, a expert em ciências comportamentais, Flora, aplica seu sólido conhecimento teórico e prático para contribuir com diferentes públicos na conquista de resultados e aumento de realizações.

Com uma experiência organizacional consolidada ao longo de 30 anos, antes de fundar a SBCOACHING Flora foi executiva da Claro e atuou em grandes empresas como Volkswagen, Ford e Bell South, nas áreas de planejamento estratégico, gestão de mudanças, governança corporativa, tecnologia e finanças. À frente da SBCOACHING Training™, dedica-se continuamente a expandir o portfólio de serviços e a elevar cada vez mais a qualidade e a eficácia do coaching.