6 atitudes que fazem mal e não percebemos

6 atitudes que fazem mal e não percebemos - Leve em conta que os comportamentos são exatamente o reflexo e a materialização de nossos pensamentos, sentimentos e emoções do momento, ou da fase de vida.
Leve em conta que os comportamentos são exatamente o reflexo e a materialização de nossos pensamentos, sentimentos e emoções do momento, ou da fase de vida.

(por Mariana Viktor)

Você já deve ter ouvido dizer que nossos comportamentos determinam o que acontecerá (ou acontece) conosco. Se isso parece superficial, leve em conta que os comportamentos são exatamente o reflexo e a materialização de nossos pensamentos, sentimentos e emoções do momento, ou da fase de vida.

A propósito, Ana Arantes elabora uma reflexão interessante a partir da análise do pensamento do psicólogo e filósofo americano B. F. Skinner: “Uma vez que o comportamento regride a um nível encoberto, ele torna-se diretamente inacessível para outras pessoas, o que na maior parte das vezes é a razão pela qual o nomeamos de ‘pensar’”. Clique aqui para acessar o estudo científico. (http://scienceblogs.com.br/ensaios/2010/07/e_possivel_o_estudo_cientifico_1/)

E como comportamentos geram reações, não só nos outros, mas em nós mesmos, vale ficar atento sobre essas dinâmicas. Um bom exercício de auto-observação para ter consciência desse sistema (pensar/sentir/agir/colher resultados x, y, z) é simplesmente prestar atenção em nossas ações e na maneira como nos relacionamos com as pessoas – que, por sinal, revela muito sobre a forma como nos relacionamos conosco mesmos e , vale repetir, nos resultados que colhemos. Os exemplos abaixo são os que mais atrapalham a vida das pessoas, mas, se nenhum deles aplica-se a você, serve como referência para você refletir sobre as suas questões.

6 atitudes que fazem mal e não percebemos - Quer uma existência que faça sentido? Pare de ter preconceitos e pare de julgar pelas aparências. Essa nova postura terá efeitos incríveis sobre a sua própria vida.
Quer uma existência que faça sentido? Pare de ter preconceitos e pare de julgar pelas aparências. Essa nova postura terá efeitos incríveis sobre a sua própria vida.

Talvez você não esteja percebendo que:

1 – Ao desconfiar das pessoas para se proteger você não está se protegendo realmente, mas criando um sentimento de hostilidade que afetará sua paz e clareza mental. Além disso, com a hostilidade como base, mesmo sem perceber suas atitudes serão rudes e vão afastar as pessoas ou provocar nelas justamente as reações que você queria evitar.

2 – Esperar demais dos outros, sem considerar o que eles têm para dar, sempre gera frustração. Quando espero algo de alguém estou supondo que a pessoa seja exatamente como eu – que tenha o meu timing, os meus valores, minhas prioridades, necessidades e a minha maneira de interpretar o mundo. E, claro, levamos um susto quando descobrimos que a pessoa agiu de maneira completamente diferente da nossa – agiu da maneira dela. Uma cliente minha cresceu imaginando que o pai não a ama, porque ele não demonstrou afeto do jeito que ela esperava. Ao invés de beijos, abraços e elogios, ele orientava, apoiava e cuidava. Isso é amor, mas ela não percebeu e passou a vida com a sensação de que não era amada porque suas expectativas não foram correspondidas.

3 – O ciúme exagerado e a inveja sinalizam que não estamos vivendo todo o nosso potencial. Neste canto do ringue, Ciúme – o medo de perder o amor de alguém; no outro canto, Inveja – o medo subliminar de não ter capacidade para conquistar o que outros conquistaram, seja interna ou externamente. Duas ilusões: não somos proprietários de ninguém, mas podemos, ao contrário, afastar as pessoas com a opressão do ciúme. E podemos ficar paralisados por invejar outras pessoas, sabotando nossa própria força de realização. Então, conquiste-se, não seja menos do que você é – e esses dois desconfortos passarão. Encare-os como estímulos ao crescimento!

4 – Sentir-se vítima dos fatos, do destino ou das pessoas é uma das atitudes mais nocivas contra si mesmo, como quando culpamos os outros ou esperamos que eles resolvam nossa vida – e assim sabotamos relacionamentos afetivos, sociais e profissionais, perpetuando a saga do “nada dá certo para mim”. Alguém que está vivendo nesse papel nunca terá confiança em si para mudar a situação, mas o fato é que sempre podemos fazer alguma coisa para fazer a roda girar na direção certa e criar novas possibilidades ao invés de velhos reveses. Encare a vida como uma aventura onde você é o protagonista – só isso já muda a disposição interna. Caiu, levante!

5 – Desistir de seus sonhos, objetivos e planos, seja por qual motivo for – medo, desânimo, preguiça, falta de foco, de esperança, ilusão do não-merecimento etc. – é a maior autotraição que podemos cometer, porque afeta toda a nossa vida e, claro, nossas relações. Não tem segredo nem erro: se você continuar determinado o sucesso será matemático, exato como somar dois mais dois e achar quatro. A sua equação parece mais complicada que a dos outros? Sinal apenas de que você está pensando/sentindo/agindo de maneira equivocada. Mude o “como”, mude o mapa, trace novas rotas, dê-se alternativas e você verá que cada novo “como” vai gerar resultados diferentes. Que caminhos e possibilidades você ainda não explorou?

6 – Cultivar dois dos piores hábitos culturais – o preconceito contra quem é diferente e o julgamento baseado em aparências – nos torna literalmente autolimitados. A intolerância ao diferente indica que estamos funcionando no modo não-criativo e, portanto, estreitando nossos horizontes internos e, em decorrência, nossa própria dinâmica de vida. Uma das mais brilhantes definições que ouvi até hoje, sobre a medida da inteligência, se reflete na nossa capacidade de incluir o diferente/desconhecido sem gerar conflitos internos. Quando excluo o novo/diferente estou predisposto a dizer “não” também a uma nova ideia, a novas possibilidades e soluções. Fecho minhas portas e mantenho-me prisioneiro dentro do estritamente conhecido, e assim minha vida e relacionamentos tenderão ao tédio, porque sou incapaz de entrar em contato com o novo dentro de mim. Aliás, na neurociência esse fenômeno é chamado de “habituação” (habituation), conforme ensinou o amigo e neurofisiologista Martin Pörtner, na ocasião de uma entrevista para uma matéria que fiz. Quer uma existência que faça sentido? Pare de ter preconceitos e pare de julgar pelas aparências. Essa nova postura terá efeitos incríveis sobre a sua própria vida.

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Brian Tracy é uma das maiores autoridades em coaching e negócios do mundo: em mais de 30 anos de atuação, passaram por suas palestras e seminários mais de 5 milhões de pessoas. Já atuou como coach e consultor em mais de mil empresas. Autor de dezenas de best-sellers, foi homenageado em 2011 com o Lifetime Achievement Award, concedido pela National Academy of Best Selling Authors. É fundador e CEO da Brian Tracy International, tem uma carreira de sucesso, principalmente nos setores de vendas e marketing, investimentos, desenvolvimento imobiliário, importação, distribuição e consultoria de gestão.

Flora Victória

Flora Victoria é fundadora da Sociedade Brasileira de Coaching, presidente da SBCOACHING Training e Mestre em Psicologia Positiva Aplicada pela University of Pennsylvania. Diretora educacional das empresas do SBCOACHING Group e founding fellow do Institute of Coaching (IOC) – órgão afiliado à Harvard Medical School dedicado ao avanço do coaching, Flora é considerada a maior especialista em psicologia positiva aplicada ao coaching do país. Seu trabalho precursor resultou na criação do primeiro treinamento de positive coaching do Brasil. Pioneira na condução de projetos de pesquisa e comprovação científica do coaching no país, tem contribuído significativamente para consolidar a credibilidade desse processo e estimular seu desenvolvimento no Brasil e no mundo.

Como trainer e master coach, Flora já participou da formação de mais de 45 mil coaches no Brasil. Responsável pelas parcerias internacionais firmadas pela SBCOACHING com instituições globais, Flora tem trazido para o Brasil o que há de melhor e de mais atual no coaching internacional. Flora representa a Sociedade Brasileira de Coaching como membro da Graduate School Alliance for Executive Coaching (GSAEC), instituição especializada no ensino acadêmico do coaching, e da Association for Coaching (AC), credenciadora internacional presente em mais de 50 países.

Escritora de obras que são referência no coaching mundial, Flora é coautora dos livros Personal & Professional Coaching®, Executive & Business Coaching®, Positive Psychology Coaching® e Career Coaching®, entre outros. Em parceria com Brian Tracy e Villela da Matta, escreveu Estratégias Avançadas de Vendas e Engajamento Total. Como parte de sua contribuição para o coaching global, Flora foi convidada a integrar uma equipe internacional cujo objetivo foi discutir e compreender a diversidade do coaching no mundo. Esse trabalho resultou no livro Diversity in Coaching: Working with Gender, Culture, Race and Age, lançado pela Association for Coaching (AC). Como especialista em coaching, negócios, liderança e psicologia positiva, escreve artigos para a Revista SBCOACHING, para a Revista Científica Brasileira de Coaching e para diversos portais.

Com graduações acadêmicas e especializações nas áreas de Governança Corporativa pela Harvard Business School, MBA pela FGV, Marketing pela ESPM e Tecnologia pela USCS, a expert em ciências comportamentais, Flora, aplica seu sólido conhecimento teórico e prático para contribuir com diferentes públicos na conquista de resultados e aumento de realizações.

Com uma experiência organizacional consolidada ao longo de 30 anos, antes de fundar a SBCOACHING Flora foi executiva da Claro e atuou em grandes empresas como Volkswagen, Ford e Bell South, nas áreas de planejamento estratégico, gestão de mudanças, governança corporativa, tecnologia e finanças. À frente da SBCOACHING Training™, dedica-se continuamente a expandir o portfólio de serviços e a elevar cada vez mais a qualidade e a eficácia do coaching.