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Absenteísmo: o que é, causas e como solucionar esse problema

Você já pensou no impacto que o absenteísmo causa nos resultados da empresa?
Se você acompanha as faltas e atrasos dos colaboradores, com certeza, sente os prejuízos na produtividade e quer resolver esse problema.
De fato, o absenteísmo ou ausência habitual dos funcionários preocupa empresas de todos os segmentos, que veem as horas de trabalho perdidas se acumulando a cada mês.
Os motivos para as faltas são variados, mas a essência da questão é organizacional, o que exige uma mudança profunda na cultura e políticas da empresa.
Aspectos como satisfação no trabalho, clima organizacional, programas de benefícios e condições ergonômicas perpassam o tema do absenteísmo, que demanda uma nova abordagem em gestão de pessoas.
Para entender tudo sobre o assunto e encontrar a solução ideal, acompanhe nosso conteúdo:

  • O que é absenteísmo
  • Quais são as causas e impactos nas empresas
  • Como lidar com o absenteísmo
  • Como reduzir e prevenir esse problema
  • Tipos de absenteísmo
  • Relação entre absenteísmo e rotatividade
  • Diagnóstico e cálculo das faltas
  • Relação entre absenteísmo e ergonomia
  • O que é NR 17
  • Como o coaching pode ajudar a reduzir o absenteísmo.

Ficou interessado? Então, leia até o final e coloque em prática todas as dicas.

O que é absenteísmo?

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O absenteísmo ou absentismo é uma expressão utilizada para designar a falta de assiduidade no trabalho e outros deveres e obrigações, seja por ausência ou atraso.
Os motivos também podem ser voluntários, por doença, legais e outras causas diversas.
Segundo o clássico Gestão de Pessoas (Elsevier Brasil, 2008) de Idalberto Chiavenato, o absenteísmo constitui a soma dos períodos em que os colaboradores se encontram ausentes do trabalho.
De modo mais amplo, o absenteísmo é uma palavra derivada do latim absens, que significa “estar fora, afastado ou ausente”.
Logo, podemos resumir o conceito de absenteísmo como o ato de se abster de atividades ou funções, que também constitui um indicador de assiduidade para instituições.

Absenteísmo escolar

O absenteísmo escolar é a ausência não justificada do aluno na escola, incluindo as aulas e atividades extracurriculares.
Em geral, os principais motivos para faltas frequentes nos colégios são doenças respiratórias, problemas de visão e falta de motivação dos estudantes.
Além disso, há o absenteísmo docente, que impacta diretamente o absenteísmo escolar, pois a falta de assiduidade dos professores compromete todo o projeto pedagógico.

Absenteísmo nas empresas

Já o absenteísmo nas empresas diz respeito ao padrão de faltas dos colaboradores ao trabalho, o qual influencia os níveis de produtividade.
Isso porque a ausência de trabalhadores afeta diretamente os resultados da empresa, elevando custos e prejudicando a qualidade da produção.
Por essa razão, o absenteísmo gera grande preocupação nas organizações e força os gestores a compreenderem melhor o tema, em busca de soluções que minimizem o índice de ausências.

Tudo isso é muito importante, mas existe algo fundamental para colocar em prática:
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Quais são as causas do absenteísmo no trabalho?

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As causas do absenteísmo no trabalho são multifatoriais e devem ser estudadas sob a ótica da repercussão na produtividade organizacional.
De modo geral, os principais motivos de ausência dos colaboradores são as enfermidades, doenças ocupacionais, sobrecarga de funções e más condições de trabalho.
Além disso, fatores como mau tempo, problemas pessoais e precariedade do transporte público também afetam as taxas de absenteísmo nas empresas.
Uma pesquisa do IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, de 2015, publicada no G1, revelou que as principais causas de faltas no trabalho no Brasil são bastante triviais: gripes e resfriados.
Somente nas duas semanas anteriores à pesquisa, 14 milhões de brasileiros haviam deixado de trabalhar por motivos de saúde, o que representa cerca de 7% da população.

Por que as pessoas faltam ao trabalho?

É fácil analisar por que as pessoas faltam ao trabalho caso a caso, mas as altas taxas de absenteísmo podem indicar um problema de origem organizacional.
Afinal, o absenteísmo é inversamente proporcional à satisfação no trabalho, pois, muitas vezes, a ausência é a saída para evitar desconforto e situações indesejáveis.
Por essa razão, cabe às empresas levantarem os motivos para as faltas dos colaboradores e conduzirem uma análise mais aprofundada de sua cultura e gestão.

Quais os impactos e as consequências do absenteísmo para a empresa?

Como já destacado, os impactos do absenteísmo são sentidos na produtividade e lucros da empresa, chegando a gerar prejuízos financeiros consideráveis.
Uma pesquisa da Gallup-Healthways conduzida com mais de 94 mil profissionais em 2013 e publicada na Forbes, mostrou que o rombo anual do absenteísmo nos EUA é de US$ 84 bilhões.
Isso porque as faltas geram custos diretos como a reposição de mão de obra e gerenciamento do absenteísmo, além de custos indiretos na redução de qualidade e disponibilidade de serviços.
Além disso, as ausências constantes afetam o clima organizacional, pois sobrecarregam outros colaboradores que precisam substituir os faltantes.

Como lidar com o absenteísmo?

Como você pode ver, o absenteísmo é uma questão crítica para empresas de todos os segmentos.
Confira algumas dicas para lidar com o problema de forma eficiente:

Conhecer os motivos das ausências

Antes de tudo, você precisa descobrir quais são os motivos predominantes para as ausências.
É preciso determinar se as faltas são voluntárias ou involuntárias, causadas por fatores internos ou externos.
Para isso, você deve perguntar diretamente aos colaboradores, por meio de questionários ou a partir de uma conversa franca.

Fortalecer a cultura organizacional e valorizar os funcionários

Fortalecer a cultura organizacional é sempre um caminho para reduzir as taxas de absenteísmo, pois um ambiente de trabalho agradável motiva o colaborador a cumprir seus horários e funções.
A valorização dos colaboradores pode ser colocada em prática com programas de benefícios e recompensas, garantindo a assiduidade das equipes.

Trabalhar para manter os funcionários engajados

Para além das necessidades de compensação, os funcionários precisam de um propósito para se manter engajados e totalmente presentes.
Oferecer oportunidades de crescimento, reconhecer esforços e propor atividades significativas são formas de motivar seus colaboradores a perseguirem os objetivos da empresa.

Como reduzir o absenteísmo dentro da minha empresa?

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Milhares de gestores estão se perguntando o mesmo: afinal, como reduzir o absenteísmo na minha empresa?
A resposta está na gestão de pessoas, pois administrar os ativos mais valiosos da organização deve ser uma prioridade do RH.
Por isso, os profissionais da área devem se encarregar da investigação, monitoramento e ações para redução do índice de absenteísmo.
Não é à toa que boa parte das iniciativas pela redução das faltas abrangem políticas de recursos humanos, treinamentos e incentivos.

Prevenção é o melhor caminho

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Prevenir o absenteísmo é melhor do que remediar, pois quando a situação já está instalada, tende a contaminar os outros colaboradores e se tornar crônica.
Se você quer evitar o problema, deve garantir que a própria cultura organizacional e políticas da empresa promovam a saúde e bem-estar dos colaboradores, além de um ambiente de trabalho adequado e jornada equilibrada.
Vale lembrar que estamos na era do capital humano, na qual os colaboradores são parceiros do negócio e os talentos certos definem os rumos da organização.
Por essa razão, você deve estruturar uma gestão de absenteísmo que acompanhe os índices de faltas e tome medidas imediatas para minimizar as ocorrências.

Saúde física e mental do funcionário

O conceito de saúde total é muito útil para combater as ausências laborais, pois abrange o bem-estar físico e mental dos colaboradores.
Por isso, o RH deve partir dos critérios de saúde ocupacional e qualidade de vida para elaborar sua gestão do absenteísmo.
Há empresas que oferecem subsídios para medicamentos, consultas com nutricionistas e fisioterapeutas e sessões de terapia para seus colaboradores.
Outras companhias apostam na atuação de coaches ligados à área da saúde, bem como treinamentos e medidas educacionais para promoção de uma vida saudável.
Da clássica ginástica laboral às novidades como o coaching nutricional, sua empresa tem inúmeras opções para cuidar melhor da saúde física e mental dos colaboradores.

Tipos de absenteísmo

Existem vários tipos de absenteísmo, que se dividem entre as faltas voluntárias e involuntárias.
Vamos conhecer as principais tipologias:

Absenteísmo relacionado à empresa

O absenteísmo relacionado à empresa engloba basicamente dois tipos: compulsório e por patologia profissional.
A falta compulsória é motivada por imperativos de ordem legal da parte da empresa, como suspensão imposta por um superior.
Já a falta por patologia profissional é causada por doenças ocupacionais, como a lesão por esforço repetitivo (LER), distúrbios osteomusculares e doenças da visão.
Além disso, o absenteísmo em relação à empresa também é desencadeado por fatores sociais, culturais, organizacionais e psíquicos.

Absenteísmo pelo empregado

Já o absenteísmo pelo empregado compreende as faltas por doença, voluntárias e legais:

  • Faltas voluntárias: motivadas por razões particulares e não justificadas
  • Faltas por doença: justificadas por diagnóstico e tratamento médico
  • Faltas legais: amparadas pela lei, como a licença maternidade e serviço militar.

No caso da ausência voluntária, o colaborador é inteiramente responsabilizado e pode sofrer consequências como descontos nos vencimentos e prejuízos à reputação.

Absenteísmo e rotatividade

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O absenteísmo está diretamente ligado à rotatividade, que indica o fluxo de entradas e saídas de colaboradores da empresa.
Para calcular o índice de rotatividade, basta dividir o número de colaboradores desligados (por iniciativa própria ou da organização) pelo efetivo médio da empresa.
Em 2015, conforme dados de pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, a taxa de rotatividade no Brasil, considerando os trabalhadores com carteira assinada, foi de 54,8%.
Um índice alto como esse pode ser alimentado pelo absenteísmo, pois a ausência constante de colaboradores causa perturbações no ambiente de trabalho, reduz a capacidade de retenção e pode ser originada a partir de insatisfações dos funcionários.

Como descobrir a taxa de absenteísmo na sua empresa?

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Para descobrir a taxa de absenteísmo, o RH deve manter um controle automatizado de faltas e suas respectivas justificativas.
Para isso, existem diversos sistemas de ponto eletrônico que registram os horários dos colaboradores com precisão, tornando o trabalho de monitoramento mais simples.
Além disso, devem ser incluídas as saídas antecipadas e atrasos.

Existe um indicador para avaliar a taxa de absenteísmo?

Há um indicador básico para avaliar a taxa de absenteísmo, considerando o número de colaboradores e dias/horas de trabalho perdidos.
Basicamente, você precisa calcular o número de horas líquidas de trabalho e em seguida encontrar o número de horas de abstenção.
Para isso, o cálculo é feito em três etapas:

  1. Multiplicar o número de colaboradores pelo número de horas e dias na jornada
  2. Somar todos os atrasos e faltas para encontrar o número de horas perdidas
  3. Dividir o número de horas perdidas pelo número de horas de trabalho.

Por exemplo, se uma empresa possui 35 colaboradores que cumprem jornadas semanais de 8 horas durante 22 dias no mês, temos 35 x 8 x 22 = 6.160 horas/mês.
Supondo que a soma dos atrasos e faltas tenha resultado em 130 horas perdidas no controle de ponto, temos 130 (horas de abstenção) / 6.160 (horas de trabalho) x 100 = 2,11%.
Logo, a taxa de absenteísmo dessa empresa seria de 2,11% no mês, o que é relativamente baixo – e quanto menor, melhor.

Absenteísmo na relação entre organização e empregado

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O absenteísmo é um reflexo direto da relação entre organização e empregado, que vem se transformando continuamente.
Se, antes, as máquinas e tecnologias detinham o protagonismo da economia, hoje, são as pessoas que fazem a diferença na vantagem competitiva das empresas.
A ausência no trabalho é um problema antigo, mas a preocupação em solucionar a questão com seriedade é recente e vem junto com a valorização do capital humano.
Mesmo com os avanços, o ambiente de trabalho ainda não atende às demandas físicas e mentais dos colaboradores, que sofrem grande pressão e acabam faltando mais do que o esperado para o bom andamento dos processos e das demandas organizacionais.

Absenteísmo e ergonomia

Um dos pontos centrais do absenteísmo é a ergonomia, que é a adaptação dos meios de trabalho ao conforto e saúde dos colaboradores.
A ergonomia também diz respeito à otimização das condições de trabalho e uso da tecnologia para garantir o bem-estar e interação segura com as máquinas.
Logo, os aspectos ergonômicos devem ser priorizados na empresa, especialmente quando há atividades repetitivas e riscos ocupacionais.
Afinal, a valorização da saúde do trabalhador é a melhor garantia de presença e assiduidade.

NR 17 e absenteísmo

A NR 17 é uma norma regulamentadora do Ministério do Trabalho que trata justamente da adaptação do trabalho às necessidades dos colaboradores.
Logo, seguir as diretrizes dessa norma é um passo essencial para garantir a gestão de absenteísmo eficiente e melhorar a qualidade de vida dentro da empresa.

O que é a NR 17 e quais são seus objetivos?

Conforme o texto oficial do MTE, a NR 17 estabelece parâmetros para adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, proporcionando conforto, segurança e desempenho.
Para isso, a norma cria regras e padrões para levantamento e descarga de materiais, tipos de mobiliário, segurança de equipamentos e organização do trabalho.
Além disso, a NR 17 regulamenta as condições sanitárias, programas de saúde ocupacional e treinamentos para os colaboradores, sendo o ponto de partida ideal para reduzir o absenteísmo.

Como a NR 17 pode reduzir o absenteísmo dentro das empresas?

Na prática, a NR 17 é um guia completo de ergonomia para melhorar o ambiente de trabalho e aumentar a satisfação dos colaboradores.
Um dos últimos setores a ser regulamentado pela NR 17 foi o de telemarketing, e os resultados foram muito positivos para a produtividade.
O diretor de recursos humanos Paulo César Corrêa confirma os benefícios, reforçando que a ergonomia minimiza os problemas de saúde e afastamento dos colaboradores, o que traz inúmeros ganhos para a empresa.
Em entrevista à Clientes S/A, ele afirma que os call centers 100% adaptados à NR 17 trabalham com mais eficiência no que tange à saúde dos colaboradores e minimização de riscos, além de trazer maior confiabilidade aos clientes.

O Coaching como alternativa para diminuir o absenteísmo

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O coaching pode ser uma excelente alternativa para reduzir o absenteísmo e alavancar os níveis de satisfação e desempenho no trabalho.
Por essa razão, os programas de coaching estão sendo adotados para aumentar o engajamento dos colaboradores, pois o processo pode auxiliar na resolução de problemas e na perseguição de metas e objetivos pessoais e profissionais.
O advogado trabalhista Jathan Janove é um defensor do coaching como aliado do RH, pois acredita que a metodologia cria um ambiente de cooperação entre líderes e colaboradores.
Em artigo publicado no portal Society for Human Resource Management, ele explica que os coaches utilizam perguntas poderosas para estimular o crescimento e comprometimento dos colaboradores.
Isso porque o coaching é um processo de autoconhecimento, que leva a pessoa a encontrar suas próprias respostas e definir seus propósitos de vida.
Nas empresas, o coach é responsável por trazer novas perspectivas, incentivar o desenvolvimento humano e guiar cada profissional para o caminho do sucesso, em harmonia com os objetivos da organização.
Assim, pode transformar a cultura organizacional e deixar para trás os altos níveis de absenteísmo, contribuindo com a construção de um ambiente estimulante e motivador.

Conclusão

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A essa altura, você compreende o absenteísmo para além dos estereótipos do senso comum, que costumam culpar unicamente os colaboradores pela ausência.
Na verdade, estamos diante de novas relações de trabalho, e as empresas estão percebendo que precisam incluir o fator humano em sua agenda para conquistar altos níveis de assiduidade.
O poder de mudança está nas mãos do RH, que já incluiu a gestão de absenteísmo em suas estratégias principais e vem pensando em soluções mais criativas e eficientes para o problema.
Como vimos, o combate à ausência começa em atitudes básicas como a ergonomia de uma cadeira, e pode chegar à implementação de um programa de coaching para toda a empresa.
Seja qual for a sua escolha, tenha em mente que o colaborador precisa de um motivo para acordar todos os dias com vontade de ir trabalhar e fazer a diferença na organização.
Afinal, um ambiente de trabalho confortável, inspirador e repleto de oportunidades é a melhor razão para querer estar presente.
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