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Behaviorismo: o que é, tipos e como ele pode te ajudar

Você sabe o que é o behaviorismo?
Esse é um tema que tem tudo a ver com o comportamento humano.
Com inúmeras vertentes e pensadores envolvidos em sua construção e desenvolvimento, trata-se de um conjunto de abordagens que trouxe contribuições importantes para o estudo do homem e seus modos de agir.
Apesar de não ser um conceito novo, ainda hoje, é possível utilizar muitos de seus conceitos para analisar situações do dia a dia.
E, acredite, o behaviorismo pode até mesmo ajudar você.
Quer entender mais sobre esse tema e suas principais influências e possibilidades?
Não deixe de nos acompanhar ao longo deste artigo.
Boa leitura!

O que é behaviorismo?

Behaviorismo é uma palavra que deriva do termo “behavior”, que em inglês quer dizer “comportamento”.
Somado ao sufixo “ismo”, que no latim, entre suas inúmeras definições, significa “fenômeno”, podemos deduzir que behaviorismo é uma ciência que estuda a conduta dos seres vivos.
E é isso mesmo.
O principal objetivo dessa corrente é analisar os comportamentos objetivos, aqueles que podem ser observados, fugindo de qualquer questão mais transcendental.
A não ser que estejamos falando do behaviorismo filosófico, mas esse é assunto para mais adiante.
Mas como será que esse movimento surgiu? É o que vamos descobrir a seguir

A origem do behaviorismo

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O behaviorismo nasceu no início do século 20, como uma alternativa ao funcionalismo e ao estruturalismo.
Ele busca estudar a previsão e o controle do comportamento.
Para muitos, o pai do behaviorismo é o norte-americano John B. Watson que, em 1913, lançou o manifesto “A psicologia como um behaviorista a vê” e, um ano depois, o livro “Behavior”.
Para Watson, entender o meio no qual o indivíduo está inserido ajuda a antecipar e a administrar o seu comportamento.
Depois, vieram outras vertentes do behaviorismo, que passaram a analisar a conduta em áreas como a filosofia e a educação, por exemplo.

Quais são os tipos de behaviorismo?

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Assim como Watson se inspirou em Descartes e Comte para desenvolver a sua teoria sobre o behaviorismo, outros autores usaram a obra do precursor do movimento como base para os seus pensamentos.
Alguns mais alinhados, outros com críticas e interpretações diferentes.
Conheça os tipos de behaviorismo mais famosos.

Behaviorismo clássico

Já falamos um pouco sobre ele.
O behaviorismo clássico, também chamado de watsoniano, é o que tem em John B. Watson a sua figura central.
O objetivo teórico dessa corrente era abandonar, ao menos em um primeiro momento, as preocupações com os processos mentais.
Sentimentos e emoções seriam relegados a um segundo plano e o foco principal deveria estar no comportamento em si.
Para Watson, os estudos sobre a mente humana eram pouco efetivos, uma vez que seus resultados eram difíceis de ser comprovados.
A conduta, por sua vez, é considerada como algo mais palpável, que pode ser observado mais claramente.
Por conduta, ele entendia qualquer alteração percebida perante um estímulo anterior.
Os estímulos muitas vezes eram reflexos musculares, como bater no joelho e a perna em repouso levantar, por exemplo.
Até por isso, o behaviorismo clássico também é chamado por alguns de ciência da contração muscular.

Behaviorismo metodológico

O behaviorismo metodológico não é muito diferente do clássico. Aliás, eles são idênticos.
Para alguns autores, inclusive, são sinônimos.
Um dos grandes marcos desta corrente é a chamada Lei de Pavlov, também conhecida como reflexo condicionado.
O experimento realizado pelo russo Ivan Pavlov consistia em comprovar que os seres vivos são capazes de reagir de forma previsível perante um estímulo.
Para tal, Pavlov pegou um pedaço de carne e a mostrou para um cachorro, que logo começou a salivar.
Depois, junto com o alimento, ele também emitiu um efeito sonoro e o animal continuava salivando.
Por fim, depois de tanto repetir esse procedimento, o russo parou de mostrar a carne e passou a somente soar o alarme.
O que aconteceu? O cão continuava a salivar mesmo sem ver o delicioso medalhão suculento.
Ou seja, o animal começou a associar o som da buzina com a comida, por conta da repetição e da criação de um hábito.
Ponto para Pavlov, que conseguiu comprovar a sua teoria.
Mas vale dizer que ela não se aplica exclusivamente aos animais. Nós, humanos, também temos o reflexo condicionado.
Quando pingamos colírio em nossos olhos, por exemplo, as pupilas dilatam. Ou quando há uma incidência de uma luz muito forte, elas se contraem.

Behaviorismo filosófico

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Também chamado de analítico ou lógico, o behaviorismo filosófico tem como principais pensadores o britânico Gilbert Ryle e o austríaco Ludwig Wittgenstein.
A corrente defende que o pensar e o agir estão intimamente relacionados. Para ajudar a entender essa ideia, vamos analisar um exemplo prático.
Vamos dizer que, ao afirmarmos que alguém está sentido calor, estamos tentando intuir o que passa na cabeça dessa pessoa.
Afinal, não temos como ter certeza, pois não controlamos sua mente.
No entanto, alguns comportamentos podem fazer com que tenhamos mais clareza antes de afirmar.
Quem está com calor normalmente apresenta suor e tenta se refrescar de alguma forma, seja abanando ou bebendo algo gelado.
Ou seja, quando atribuímos estados mentais a uma pessoa – no nosso exemplo, supondo que ela está com calor -, estamos também analisando o seu comportamento atual – suar, abanar, querer se refrescar.
De certa forma, é uma retomada à investigação do que se passa em nossa mente, algo deixado de lado por behavioristas clássicos e metodológicos.

Behaviorismo radical de Skinner

Não demorou para que chegasse o behaviorismo radical do filósofo Burrhus Frederic Skinner, que retomou a cultura anti-mentalista, ainda que nunca tenha negado a existência dos processos mentais.
Para ele, mesmo o que acontece em nosso inconsciente remete a comportamentos de natureza física.
Em outras palavras, as emoções não dão origem à nossa conduta, pois elas também são partes integrantes do nosso modo de agir.
A grande contribuição de Skinner para o movimento foi a criação do condicionamento operante, um método de aprendizado baseado na promoção de recompensas e punições por comportamento.
Ou seja, para atingir uma conduta desejável, a melhor forma seria incentivar, oferecendo um prêmio positivo caso o indivíduo esteja indo pelo caminho certo e, se algo estiver dando errado, seria preciso achar uma maneira de repreensão.
Ele comprovou a sua teoria através de um experimento no qual alimentava um rato quando o animal pressionava o botão certo e dava um choque quando a escolha fosse errada.
Aos poucos, o roedor passou a seguir somente o comportamento desejado.
Assim, o pesquisador descartava pensamentos, emoções e até a nossa liberdade de escolha.
Para ele, na verdade, nossa personalidade e nossa conduta têm ligação apenas com fatores externos.
Você pode até pensar que é do jeito que é porque quer, mas, segundo Skinner, você é assim porque foi recompensado para ser dessa forma.

Behaviorismo na educação

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O behaviorismo via na educação uma ótima maneira de analisar e modificar o comportamento humano.
Segundo Watson, ao alterar determinadas variáveis do ensino – maneira de transmitir o conteúdo ou diferentes formas de estudar, por exemplo -, seria possível haver incrementos na aprendizagem das crianças.
Ele defendia, aliás, que, com os estímulos certos, qualquer aluno poderia ter o seu comportamento moldado para, no futuro, exercer a profissão de seu interesse.
Mas foi com Skinner que o behaviorismo se aprofundou mais em questões ligadas à educação.
O conceito de condicionamento operante, visto há pouco, é algo que, na opinião do pesquisador, poderia ser aplicado tanto pelos pais no ensino pré-escolar, quanto, posteriormente, pelos professores nas salas de aula.
Desde que nascemos, somos incentivados a aprender.
Primeiro, recebemos reforços positivos para dar os primeiros passos sem cair, depois para expressar as primeiras palavras – e por aí vai.
No entanto, Skinner debruçava suas principais críticas ao ambiente acadêmico. De acordo com ele, a forma como o reforço era praticado nas escolas não era o ideal.
Ao invés de punir aquele aluno que eventualmente se portava de maneira inapropriada, o certo seria elogiar e incentivar seus colegas mais comportados.
Para ele, a expressão oral não é a única forma de reforço positivo ou negativo para ser usado em classe.
As próprias notas são ferramentas avaliativas muito interessantes nesse sentido.
Os reforços negativos são os que merecem mais atenção.
Professores não devem abusar da autoridade para estabelecer castigos desmedidos.
A consequência de punições mais severas pode extrapolar a fronteira das salas de aulas e interferir no comportamento do jovem, inclusive gerando traumas.

Como o behaviorismo pode nos ajudar?

Independentemente da corrente seguida, o behaviorismo se dedicou a estudar o nosso comportamento e isso nos ajuda a compreender um pouco mais sobre nós mesmos.
Ao conhecer como se dão as nossas atitudes, podemos, por exemplo, medir melhor as  nossas decisões, de forma a usá-las em benefício próprio.
Você não precisa ser o ratinho do experimento, que tem que levar choque para perceber que está fazendo algo.
O conhecimento amplo das suas emoções e sentimentos vai levá-lo a comportamentos mais assertivos.

O coaching e o behaviorismo

behaviorismo coaching
Se pararmos para analisar, o behaviorismo tem tudo a ver com a metodologia de coaching.
O profissional de coach, por exemplo, oferece o suporte necessário para que o coachee entenda como as suas condutas podem afetar a sua vida profissional ou pessoal.
A ferramenta do autoconhecimento, aliás, é muito útil nesse sentido.
Com ela, é possível identificar eventuais comportamentos negativos, entender o porquê deles, e procurar superá-los para retomar a sua caminhada rumo ao seus objetivos.

Os criadores e o desenvolvimento do behaviorismo

O behaviorismo, como vimos, surgiu com intuito de observar o comportamento mais de perto, para podermos prevê-lo e controlá-lo.
Para isso, era preciso focar em fenômenos físicos que pudessem ser percebidos de forma mais pragmática e não tão interpretativa como nos modelos mentais.
Durante boa parte do tempo, isso foi regra, e o lado mental foi colocado em segundo plano.
Mas houve momentos, sobretudo com a corrente filosófica, nos quais se buscou encontrar a correlação entre o que sentimos e como agimos.
É inegável que o behaviorismo trouxe contribuições importantes para a maneira como enxergamos o comportamento humano.
Tudo faz parte de uma longa caminhada na qual cada pesquisador teve a sua colaboração para chegarmos onde estamos.

Exemplos de behavioristas notáveis

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Falamos bastante de John B. Watson e Burrhus Frederic Skinner, mas eles não são os únicos autores que marcaram seus nomes na ciência do comportamento.
Separamos alguns exemplos de outros behavioristas notáveis que também fizeram trabalhos relevantes nesta área.
Confira!

Behavioristas famosos

Alguns, como Pavlov, Wittgenstein e Ryle chegaram a serem lembrados rapidamente.
Mas outros serão trazidos pela primeira vez:

  • Ivan Pavlov: ficou famoso pelo reflexo condicionado, experimento que analisava a reação dos cães perante determinados estímulos. Suas contribuições acerca do comportamento renderam a ele três importantes prêmios. O Nobel de Medicina (1904), a Medalha Cothenius (1903) e a Medalha Copley (1915).
  • Edward Tolman: foi um dos principais expoentes do chamado behaviorismo intencional. Sua principal contribuição para a ciência do comportamento foi o conceito de aprendizado latente. Para ele, nossas condutas tinham objetivos a priori e não podiam ser limitadas à tentativa de erro ou ocorrências aleatórias.
  • Clark Hull: membro do behaviorismo clássico, foi um dos primeiros pesquisadores a levar em conta a motivação como parte do processo da aprendizagem. Segundo ele, as pessoas precisam ser provocadas para desenvolver a sede por conhecimento.

Além disso, Hull acreditava que modelos matemáticos deveriam ser inseridos para explicar o comportamento. Ele, inclusive, criou uma equação para a aprendizagem: (hábito x impulso x motivação) – inibição.

  • Ludwig Wittgenstein: um dos principais nomes do behaviorismo filosófico, ao lado de Gilbert Ryle, ele se dedicou a estudar mais os aspectos mentais do comportamento humano, o lado mais transcendental. A dor, a intencionalidade, a compreensão e a vontade foram temas em que Wittgenstein mais se dedicou a entender.
  • Gilbert Ryle: lançou a obra “The concept of mind”, principal obra do behaviorismo filosófico. No livro, Ryle afirma que a mente não deve ser analisada com algo separado do corpo. Para ele, os dois elementos estão interligados, sendo impossível observar o comportamento somente pela ótica da resposta a estímulos físicos.
  • Lloyd Morgan: criador do Morgan’s Canon, o pesquisador se deteve mais a estudar o comportamento dos animais. Seu principal foco era separar as condutas herdadas daquelas apreendidas. Assim como Pavlov, Morgan também utilizou cães em seus experimentos para detalhar o seu condicionamento operante.
  • Albert Bandura: é uma espécie de behaviorista contemporâneo. Sua pesquisa é voltada a outras questões do comportamento, como a Teoria do Aprendizado Social, por exemplo, que analisa o porquê adultos e crianças imitam determinadas condutas, sobretudo as mais violentas. O bullying também é objeto de estudo de Bandura.

O behaviorismo e a relação com a linguagem

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Voltando a citar um behaviorista famoso, Skinner também se dedicou a tentar entender o comportamento humano através da linguagem e lançou, em 1957, o livro “Comportamento Verbal”.
Na obra, o pesquisador defende que a aquisição da linguagem nas crianças se dá por meio da imitação de adultos e de outras crianças, bem como a observação e manipulação de dados externos.
Assim, o comportamento verbal se daria por meio de analogias e generalizações e a língua seria como uma grande coleção de letras, palavras e frases.

Como o coaching auxilia na melhora da linguagem corporal?

Por falar em linguagem, focado no desenvolvimento humano, o coaching é uma opção também para aqueles que desejam compreender melhor seus próprios comportamentos e até mesmo a linguagem corporal.
Isso tudo porque a metodologia tem como uma de suas bases o processo de autoconhecimento, que permite olhar para si e entender suas próprias motivações, anseios e objetivos.
Ao desenvolver essa autopercepção, você não fica só mais próximo de conquistar os seus objetivos, mas também de compreender o outro e o que ele realmente quer dizer para além das palavras que saem da sua boca.
Afinal, o corpo todo é capaz de falar, mesmo que nem sempre possamos “ouvir”.
Da mesma forma, você passa a perceber que trejeitos transmitem mensagens positivas e quais deles deveriam ser abandonados quando a intenção é criar uma conexão com o outro.
Toda essa evolução é possível a partir do desenvolvimento de suas competências comportamentais. Não existe mágica.
Agora, um desafio: e se você iniciasse nesse universo de possibilidades agora mesmo?
A SBCoaching conta com um portfólio completo de cursos e formações para quem deseja maximizar sua performance e alcançar resultados que antes pareciam impossíveis.
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O resultado é a capacidade de promover mudanças sustentáveis, a capacidade de superar aquelas crenças limitantes e a chance de aprender a gerenciar melhor suas próprias emoções.
Se você ficou curioso, basta entrar em contato.

Conclusão

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O que achou do nosso artigo sobre o behaviorismo?
Independente de você se identificar ou não com essa linha de pensamento e com o viés utilizado, ela nos traz algo fundamental: a importância de compreender o comportamento humano e como ele se desenvolve.
Ninguém espera que você seja um especialista no assunto ou algo do tipo.
Mas entender como agimos e as variáveis para que nossas ações sejam modificadas é também um modo de conhecermos a nós mesmos – não é por acaso que o autoconhecimento é uma das bases trabalhadas na metodologia de coaching.
A dica aqui é tirar um tempo para pensar sobre seus próprios medos, desejos, objetivos e limitações.
Isso só tende a transformar você em uma pessoa mais forte e segura de si.
Não custa tentar, não é mesmo?
Agora, que tal aproveitar para compartilhar com a gente o que achou do artigo? Deixe o seu comentário abaixo.