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Empresas têm tido dificuldades em encontrar profissionais qualificados.

O Brasil tem uma das menores taxas de desemprego do mundo, mas, ainda assim, falta mão de obra especializada em diversos setores. Empresas têm tido dificuldades em encontrar profissionais qualificados e acabam caçando talentos em terras estrangeiras para suprir a carência local. Outra medida tem sido a contratação de pessoas com capacitação inadequada.

Muitas oportunidades, pouca qualificação

Nos ramos da construção civil e da tecnologia da informação há vagas em aberto, com bons salários, que não são preenchidas pela ausência de trabalhadores especializados. Devido a esse déficit, companhias admitem novos funcionários que não estão preparados para executar a função requerida. Esta prática pode prejudicar a competitividade das organizações.

Educação precária

Outros contratempos na hora de recrutar são a pouca experiência e a má formação acadêmica ou técnica dos candidatos – questão diretamente ligada ao baixo nível de ensino no Brasil. Neste ponto, é um equívoco pensar que somente o bacharel tem chances no mercado de trabalho – há várias vagas vagas que poderiam ser ocupadas somente com cursos profissionalizantes.

Reconheça e aproveite atributos de colaboradores

Economistas avaliam que a carência de pessoas especializadas afeta negativamente a economia brasileira, reduzindo o seu nível de produtividade. Mas o problema nem sempre está no trabalhador. Muitos empresários subutilizam funcionários contratando-os para postos inferiores ao seu nível.

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Treinar colaboradores para exercer diferentes tarefas dentro da empresa também é uma opção viável.

Por outro lado, há empregados inaptos a desempenhar as funções para as quais foram requisitados. Esta questão poderia ser solucionada com o direcionamento adequado da alocação de cargos, de forma a evitar o desperdício de talentos e habilidades profissionais. Treinar colaboradores para exercer diferentes tarefas dentro da empresa também é uma opção viável, uma vez que eles podem ser reaproveitados caso não se adaptem à determinada missão.

Invista nas “pratas da casa”

Setores que oferecem remunerações altas e acabam retirando empregados de posições nas quais têm verdadeira vocação também têm “culpa no cartório”. Uma solução encontrada por muitas companhias é a adoção de uma política de retenção de talentos, voltada para a admissão, manutenção e motivação de funcionários que agregam valor aos negócios.

Treine contratados

O investimento no capital humano e no desenvolvimento de pessoas é uma das formas mais eficazes de se encarar a escassez. Cientes do tortuoso percurso para encontrar mão de obra de qualidade, organizações devem promover a qualificação dos colaboradores já contratados. É uma maneira de evitar perda de tempo em recrutamentos que não atingem suas finalidades e aprimorar o desempenho de quem é “da casa”. Se o empregador não tem intenção de montar sua própria capacitação, uma possibilidade é desenvolver programas através da formalização de parcerias com instituições de ensino.