Por Villela da Matta

A palavra competência pode ser definida como a capacidade de coordenar, de modo eficaz, diferentes conjuntos de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem um desempenho superior. Logo, como existem diferentes conjuntos de conhecimentos, habilidades e atitudes, existem, também, diferentes

tipos de competências

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Se você é um líder, é porque domina uma série de competências que o ajudaram a chegar aonde chegou. A questão é: essas competências são suficientes para que você continue conduzindo sua empresa com sucesso durante esse período de turbulência econômica e financeira que o Brasil atravessa?
Que competências você precisa ter para Vencer a Crise? - Por Villela da Matta

Sejam quais forem as circunstâncias, a principal missão do líder é basicamente a mesma: garantir que a organização mantenha uma performance sustentável a fim de gerar os resultados desejados. Porém, se as circunstâncias incluírem um cenário de crise, a relevância dessa missão – bem como os desafios que você terá de superar para cumpri-la – são ainda maiores. Garantir que a empresa mantenha uma performance sustentável requer uma série de competências. E talvez a mais básica e primordial seja a capacidade de manter seus colaboradores engajados. Um ponto-chave para que isso ocorra é o desenvolvimento de uma habilidade fundamental para que o líder possa promover o engajamento. Trata-se de criar e compartilhar uma visão que seja uma imagem poderosa de futuro possível. Essa imagem deve ser capaz de colocar o foco na ação, dar direção e inspirar as pessoas a construírem o futuro que foi visualizado.

Partilhar uma visão capaz de motivar e engajar requer congruência – é preciso que os funcionários sintam que há algo para eles nesse futuro desejado para a organização, e percebam que podem de fato crescer com a empresa. Para isso é importante que eles percebam, também, que a visão está sendo ativamente buscada por meio de objetivos concretos. E no que tange a esses objetivos, uma série de competências são necessárias para atingi-los, o que inclui desde as “soft skills” (ligadas a comportamentos e atitudes) até as “hard skills” (habilidades técnicas específicas para a realização de tarefas determinadas). Em meio a tudo isso, porém, destaca-se algo que pode ser considerado uma competência, uma força ou mesmo um traço de caráter: a esperança.

O líder é, por excelência, um gerador de esperança. E quando uso essa palavra, não me refiro ao mero desejo de que tudo dê certo. No positive coaching, no qual conceitos de psicologia positiva são aplicados ao coaching, a esperança é vista como um processo que reflete a percepção do indivíduo quanto à sua capacidade de definir objetivos desafiadores, traçar estratégias para atingi-los e, também, ter senso de iniciativa para persegui-los. Em época de desafios, na qual medos e incertezas parecem assombrar a todos, a esperança é mais importante do que nunca. Manter-se esperançoso – entendendo que isso também inclui a habilidade de encontrar caminhos e de agir – e manter acesa a chama da esperança em seus colaboradores, é uma competência de extrema importância para liderar e vencer em tempos de crise. O que você tem feito para manter sua esperança e a de seus subordinados?