O conceito de energia organizacional

diz respeito à força que faz a empresa funcionar. Em resumo, é a energia que direciona a intensidade, o ritmo e a potência dos processos de trabalho, segundo a definição dos acadêmicos Heike Bruch e Sumantra Ghoshal.

Pesquisas comprovam que os líderes são cruciais no processo de elevação da energia organizacional, pois são capazes de mobilizar a potência liberada pelos colaboradores para a resolução dos principais desafios da empresa.

É muito importante compreender que a energia individual, especialmente a do líder, influencia a energia organizacional; a energia organizacional, por sua vez, influencia a energia individual.

O departamento de RH deve analisar regularmente as oscilações de energia da empresa, pois a partir desta perspectiva abre-se mais uma opção poderosa para a monitoria da performance organizacional. Mas, como colocar esta análise em prática? É provável que você esteja se perguntando: “Como é possível fazer isto”?

Pois bem, o processo não é simples, mas existem metodologias cientificamente comprovadas para esta tarefa. Vou compartilhar aqui um exemplo de trabalho dos mais renomados, desenvolvido pelos pesquisadores Tony Schwartz, Jean Gomes e Catherine McCarthy.

 Como está a energia organizacional da sua empresa?

Conheça as quatro zonas de energia que as pessoas percorrem durante a jornada trabalho.

Zona de sobrevivência: é aquela à qual nos recolhemos quando nos sentimos ameaçados ou impotentes. Sabemos que estamos nessa zona quando experimentamos emoções como raiva, frustração, impaciência, medo etc.

Zona de burnout: é o lugar para o qual nunca queremos ir, mas vamos quando nos sentimos exaustos, deprimidos, sem esperança etc.

Zona de performance: vamos para lá quando nos sentimos no máximo de nossa capacidade: otimistas, confiantes, estimulados, felizes, receptivos… É nessa zona que atingimos o pico de nossa performance.

Zona de recuperação: é onde “recarregamos as baterias” de modo saudável e prazeroso, relaxando, desfrutando da vida e realizando atividades que nos dão a sensação de bem-estar e paz de espírito, ou seja, é aqui que nos renovamos física, emocional, mental e espiritualmente. A zona de recuperação não está associada ao período em que as pessoas estão no trabalho. Pelo contrário: é o momento de relaxamento fora do ambiente corporativo.

O ciclo da energia positiva é realizado quando transitamos entre a zona de performance e a de recuperação. Porém, muitas vezes, as pressões do dia a dia nos fazem oscilar entre a zona de performance e a de sobrevivência. Quanto mais recorrermos à zona de sobrevivência, em vez de utilizarmos a zona de recuperação, mais difícil será retornar à zona de performance e mais fácil será cairmos na zona do burnout.

Todos nós experimentamos diferentes estados de energia (isto é, passamos por todas as zonas) em diferentes momentos da vida. Porém, só uma das zonas conduz à alta performance, e para sustentá-la, devemos equilibrar o gasto e a reposição da energia. Portanto, para se manter na zona de performance, é preciso “recarregar as baterias” na zona de recuperação.

O trio de pesquisadores Tony Schwartz, Jean Gomes e Catherine McCarthy é referência em artigos e livros sobre liderança e Gestão de Pessoas. Eles já desenvolveram análises de energia organizacional em empresas gigantes como Google, Ford, Sony e IBM, o que comprova a eficácia da teoria, que também é objeto de estudo da psicologia positiva, especialmente em estudos sobre o capital psicológico do mundo corporativo.

A partir destes indícios, é possível iniciar um projeto de alto impacto para a produtividade da empresa, mas sempre com o alerta de que é altamente recomendável recorrer a profissionais especialistas em análise de energia organizacional, sobretudo os que oferecem metodologia cientificamente comprovada.

 

Fonte: Portal do RH