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Tais desgastes podem gerar desmotivações, intrigas, fofocas, divisão entre equipes, boicote, procrastinação das tarefas, entre outras situações altamente nocivas ao clima organizacional.

Os conflitos organizacionais podem ser bastante prejudiciais aos funcionários. Geralmente são classificados em dois tipos: hierárquicos, quando as relações com a autoridade presente é posta em cheque; e pessoais, que se referem as questões do indivíduo, sua maneira de pensar, agir, falar e tomar decisões. Tais desgastes podem gerar desmotivações, intrigas, fofocas, divisão entre equipes, boicote, procrastinação das tarefas, entre outras situações altamente nocivas ao clima organizacional. Acompanhe abaixo os níveis desses conflitos e suas características:

Nível 1 – Discussão: primeiro estágio de um conflito, a discussão tem como característica a racionalidade, sendo aberta e objetiva.

Nível 2 – Debate: nesse nível, os envolvidos fazem colocações generalizadas e procuram evidenciar alguns padrões de comportamento, diminuindo o grau de objetividade.

Nível 3 – Façanhas: há uma demonstração de falta de confiança na solução proposta pela outra parte envolvida.

Nível 4 – Imagens fixas: nesse momento são estabelecidas imagens pré-formadas em relação ao outro com base em preconceitos ou experiências passadas, induzindo as posições rígidas.

Nível 5 – Ficar com a cara no chão (em inglês: loss of face): um dos envolvidos admite a postura de que “lutará até o fim”, desejando continuar no conflito e dificultando a saída da outra parte envolvida.

Nível 6 – Estratégia: Nesse momento, surgem ameaças e punições mais evidentes. Diante disso, o processo de comunicação começa a ficar cada vez mais limitado.

Nível 7 – Falta de humanidade: Continuação do nível anterior, nesse nível evidenciam-se os comportamentos destrutivos iniciais e a ausência de sentimento.

Nível 8 – Ataque de nervos: Aqui, a necessidade da autopreservação e da proteção passam a imperar no conflito, sendo a principal motivação a preparação para atacar e ser atacado.

Nível 9 – Ataques generalizados: No último nível, o conflito chega ao seu ápice e a única solução é a retirada ou a derrota de uma das partes envolvidas.

Apesar dos malefícios que os conflitos organizacionais podem oferecer, é possível detectar alguns efeitos benéficos da situação. Os conflitos podem ser considerados bons subsídios de socialização, já que proporcionam aos novos integrantes de um grupo a percepção de envolvimento com alguma causa. Além disso, ajudam a manter um equilíbrio entre as relações de poder dentro das empresas, uma vez que em qualquer situação de conflito pode haver um ganhador diferente. Por fim, oferecem uma oportunidade para a formação de alianças com a visão de obter êxito em um conflito específico e também de conquistar mais poder.

manter equilíbrio

Os gestores precisam estar atentos ao comportamento dos colaboradores, a fim de detectar sinais de conflitos organizacionais e pensar em soluções visando recuperar o bom convívio de todos.

Para resolver conflitos organizacionais, é preciso cultivar uma atmosfera afetiva, esclarecendo as percepções e focando tanto nas necessidades individuais quanto nas coletivas. É indicado ainda constituir um poder positivo e partilhado, gerando opções de benefícios mútuos. Para isso, os gestores precisam estar atentos ao comportamento dos colaboradores, a fim de detectar sinais de conflitos organizacionais e pensar em soluções visando recuperar o bom convívio de todos.