O site de empregos CareerCast mencionou as carreiras com os piores índices de estresse. No Brasil, a Exame.com listou as 10 profissões com os índices mais altos de estresse e consultou especialistas para entender se a história se repete no país e os motivos para isso:


1. Pilotos de aviões comerciais

Por mais seguro que, segundo as companhias do setor, seja o transporte aéreo, os pilotos de avião sentem na pele (e na mente) o peso da responsabilidade de conduzir as vidas de centenas de pessoas céus afora.

No Brasil, as companhias aéreas começam a sofrer com a falta de profissionais bem qualificados no setor. Para pleitear uma oportunidade em companhias como TAM e Gol, os pilotos precisam contabilizar mais de 1.500 horas de voo. A licença para piloto comercial sai por 35 mil reais, mas o valor das despesas com formação acadêmica e profissionalizante pode dobrar esse valor.

2. Relações públicas

Ser a ponte entre as empresas e o público em geral não é tarefa fácil. Resultado? A carreira de Relações Públicas conquistou a segunda posição do ranking com nível de stress em 47,6.

A carreira, segundo a especialista, vive uma fase favorável no Brasil. O problema, no entanto, é o reconhecimento pelas empresas. “Raramente, há anúncios voltados especificamente para relações públicas. O mercado está muito competitivo”, diz.

3. Executivo sênior

Chegar no topo do escalão é o objetivo de quase todo profissional que trabalha em grandes empresas. No entanto, a pesquisa mostra que maior status profissional e salarial é diretamente proporcional aos níveis de estresse.

No Brasil, de acordo com especialistas, a realidade pode ser alarmante. “No dia-a-dia, o executivo precisa driblar uma série de questões políticas ou de infraestrutura que impactam o ciclo produtivo, sem contar que o custo Brasil é muito alto”, afirma Davi Braga, gerente de negócios da Dasein.

Isso significa que, em solo brasileiro, o tamanho do abacaxi que cada executivo tem que descascar é grande – fato que exige profissionais mais experientes e com uma senioridade elevada.

4. Fotojornalista

Estar em lugares inóspitos e brigar por espaço para conseguir os melhores enquadramentos. A combinação de fatores que tornam a rotina de um fotojornalista estressante é até óbvia.

Some-se a isso salários nem tão atraentes, horários estranhos e muita pressão. Pronto, terá como resultado um nível de estresse de 47.09.

5. Repórter

De dentro de um estúdio, redação ou direto do local dos acontecimentos, o repórter deve ser o primeiro a levar o fato do momento para o público. O profissional que trabalha na busca pelas notícias em tempo real vive sob pressão.

Os prazos de entrega apertados, a constante procura pelo inédito, longas horas de trabalho e, muitas vezes, a exposição a situações de perigo faz com que o jornalista atinja o nível de estresse de 43,56.

6. Executivo de contas

O profissional que traduz os desejos do cliente à área de criação da agência de publicidade vive sob pressão. É o chamado executivo de contas ou “atendimento” que fica responsável por fazer a relação entre as duas pontas ser satisfatória.

Fazer esse meio de campo pode ser estressante e exigir dedicação de várias horas de trabalho por dia. Segundo o estudo, um executivo de contas trabalha, em média, 9, 5 horas por dia e atinge até 41,05 pontos em nível de estresse.
“A rotina é estressante porque geralmente o profissional deve cuidar de várias contas ao mesmo tempo e dar atenção personalizada para cada cliente”, diz Marcelo D’Emídio, chefe do departamento de marketing da graduação da ESPM-SP.

7. Arquiteto

As pressões, segundo o arquiteto Marcílio Barotti, não estão ligadas ao processo de elaboração do projeto. “O problema são os entornos, a burocracia para aprová-lo junto à prefeitura, as reclamações dos vizinhos e preocupações dos clientes”, diz.

Ele, que trabalha 12 horas todos os dias, estima que, em média, um arquiteto com experiência e negócio estabelecido receba em torno de 20 mil reais por mês.

8. Corretor de Valores

Um telefone em cada mão e sempre de olho na movimentação de ações nas bolsas de valores em todo o mundo. O corretor de valores no Brasil não corresponde à a imagem que se vê nos filmes, de gritaria com a variação de humor dos mercados, que é mais comum em bolsas no exterior.

Mesmo assim, a profissão exige jogo de cintura para sobreviver às pressões de clientes investidores e às alterações rápidas e, muitas vezes, abruptas, do mercado de ações.

O corretor de valores é responsável pela compra e venda de ações, ou outro tipos de título, para investidores de acordo com as tendências do mercado e procurando atingir o melhor resultado.

9. Técnico de emergência médica

Os profissional da área de saúde que faz o primeiro atendimento emergencial são os responsáveis por manter vivo o paciente até a chegada ao hospital. O socorro pré-hospitalar é geralmente feito por técnicos de emergência médica em diversos níveis.

Paramédicos e socorristas que cumprem essa função trabalham longas horas sob pressão, muitas vezes em turnos noturnos de atendimento e plantões de 24 horas.

10. Corretor de imóveis

A crise financeira americana (que teve seu estopim no mercado imobiliário) pode ter ajudado a colocar os corretores entre as piores profissões em termos de estresse. No ranking do CareerCast, esses profissionais apresentaram um nível de estresse de

No Brasil, de acordo com Carlos Kapudjian, diretor de Vendas da Lopes,  o cenário é diferente. Otimista, ele prefere descrever a rotina de trabalho dos corretores de imóveis no país como agitada.

E os motivos para isso são positivos. Impulsionado pelas facilidades de crédito, aumento da renda e bônus demográfico, o mercado imobiliário brasileiro está a todo vapor.

Fonte: Exame.com