Para se obter um Índice favorável  de Felicidade no Trabalho, o planejamento estratégico é essencial.

Para se obter um Índice favorável de Felicidade no Trabalho, o planejamento estratégico é essencial.

(Por Claudia Hölter)

No Brasil, o tema “Qualidade de Vida no Trabalho” tem sido destaque em diversos estudos e pesquisas científicas, com o propósito de estimular ações e programas de qualidade de vida nas empresas.

Segundo os especialistas na temática, a gestão da Qualidade de Vida do Trabalho se tornou uma condição estratégica de competitividade das organizações, uma vez que os resultados apresentados pelos colaboradores  sofrem influência não só de fatores físicos, mas também tecnológicos e sócio-psicológicos, conforme declara Eda Conte Fernandes:

“A gestão dinâmica e contingencial de fatores físicos, tecnológicos e sócio psicológicos afetam a cultura e renovam o clima organizacional, refletindo-se no bem-estar do trabalhador e na produtividade das empresas”. (FERNANDES, 1996; p.45-46).

Nesse contexto, as melhores empresas  para se trabalhar vêm conduzindo seus negócios visando não só  o atendimento de necessidades psicológicas básicas, mas também a implementação de ações em que as pessoas se sintam competentes e autodeterminadas para estarem intrinsicamente motivadas para executarem suas atividades com sucesso.

Em pesquisa encomendada pelo Guia Você SA (2012), verificou-se que as 150 melhores empresas para se trabalhar apresentaram um crescimento no Índice de Felicidade no Trabalho (IFT). O IFT é composto da seguinte forma:

  •  IQAT – Índice de Qualidade do Ambiente de Trabalho (70% do IFT) baseado nos resultados referentes à opinião do empregado sobre a empresa com  formato similar a uma Pesquisa de Clima Organizacional.
  •  IQGP –  Índice de Qualidade da Gestão de Pessoas (30% do IFT), resultante da análise qualitativa e quantitativa dos benefícios oferecidos pela empresa.

Quais são as práticas em gestão de Qualidade de Vida no Trabalho usadas pelas  empresas mais conceituadas do país?

As empresas campeãs da pesquisa apresentaram as seguintes práticas e índices:

Empresas

Algumas Práticas de QVT

Índice (IFT)

Perkins

Todos os líderes passam por sessões de coaching (cada um recebe 31 horas).

Mapeia seus talentos e os preparam para assumir cargos de liderança.

92.3

 

Volvo

Cada colaborador recebe mais de 40 horas de treinamento por ano.

Investiu R$ 2.5  milhões em bolsas de estudos para mestrado e doutorado.

90.1

Man Latin America

Criação do Comitê de carreira para identificar funcionários com perfil de liderança.

Possui Plano de Desenvolvimento Acelerado pela Fundação Getúlio Vargas.

89.3

Caterpillar Brasil

Liderança baseada em valores, seleção por competências, troca de experiências com executivos, sessões de coaching e palestras.

Avaliação de desempenho acompanhada de feedback formal para toda a empresa, que serve como base para transferências, promoções e aumento salarial.

88.5

 

 

Embraer

Uso contínuo da pesquisa de clima como ferramenta de gestão de processos.

Programa Pós-carreira de preparação para a aposentadoria, objetivando a elaboração de um novo projeto de vida, planejamento financeiro e passagem de conhecimento às equipes.

82.8

Por fim, cabe ressaltar que não é suficiente apenas anunciar as mudanças necessárias para se obter um Índice favorável  de Felicidade no Trabalho, o planejamento estratégico é essencial. Alem disso, é preciso alinhar o coaching à estratégia do negócio e ter líderes capazes de estimular a alta performance dos funcionários, caso contrário o crescimento não será sustentado e a felicidade não será alcançada.