Mesmo diante das adversidades, se consegue encontrar alternativas.

Mesmo diante das adversidades, se consegue encontrar alternativas.

(por Marinaldo Matos)

Comunicação, resiliência e Inteligência Emocional. Estas competências estão em alta em todos os setores produtivos da sociedade. O mercado paga o peso do profissional em ouro.  Quem possui alta taxa de resiliência é mais feliz, focado, produtivo e líder. Com criatividade, ele responde mais rapidamente às crises, enquanto outros ficam a lamentar o momento. O resiliente renova-se para atingir um propósito maior.

O prefixo “re” significa novamente e “silie” é saltar, em latim. Portanto, resilie para resiliência foi um pulo, ou melhor, um novo salto. As ciências comportamentais passaram a focar estudos nessa área. Logo foi observado que havia equívoco de comparações. No Brasil, a palavra chegou sendo comparada à característica física de alguns materiais: bambu, borracha, silicone, pontes. Corpos e estruturas que voltam ao estado natural, mesmo após terem passado por forças, pressão, energia e misturas. Sob pressão, estresse e adversidades, pessoas estavam virando reféns de ‘pseudos’ conhecedores da resiliência. Ao menor sinal de reclamação, logo se disparava “olha a resiliência…” . Aos poucos esse flagelo está sendo dizimado por estudiosos e pesquisadores.

A resiliência humana é bem mais simples. Apresenta-se quando, mesmo diante das adversidades, se consegue encontrar alternativas, enxergar oportunidades para alcançar o propósito. É preciso motivação para o uso da resiliência, assim como para aquisição de outras competências na vida. A motivação vem dos seus valores, conceitos, interesses pessoais e profissionais, uma vontade de sobreviver sem perder sua essência, é uma escolha de atitude diante de situações de distúrbios emocionais. Os mais comuns são cobranças e pressões em cima de prazos e ações. Com poucos recursos, o resiliente se arma de criatividade e força de vontade para ultrapassar a barreira da estagnação e do ostracismo. Uma boa notícia é que é possível desenvolver essa competência humana que consolida a performance profissional.

Uma dúzia de autores reforça o coro dos que afirmam que essa é uma competência adquirida, desenvolvida e amadurecida no seio familiar e nos arroubos das fases infantil e adolescência. Outro grupo prefere não vaticinar o caos. E é nesse grupo que me incluo. Acredito no homem, metamorfoseando-se para resistir ao ambiente, mudando continuamente pela sobrevivência no espaço onde está posicionado. Sou prova e testemunha de um novo salto.

A resiliência é de fácil prática quando esmiuçada de forma didática.

A resiliência é de fácil prática quando esmiuçada de forma didática.

Algumas empresas estão abrindo espaço para que executivos e outros funcionários de alto escalão tenham acesso às novas habilidades, principalmente artísticas, de modo a poderem ampliar aspectos de resiliência. A experiência traz resultados bem interessantes. Os profissionais passaram a ter comportamentos mais criativos na tomada de decisões, aproximou os colaboradores e aumentou a sensação de desenvolvimento da equipe. Por outro lado, ao inserir esporte e hobbys que levam à ação e aventura, observou-se o aumento da performance na tomada de decisões em situações difíceis.

A resiliência é de fácil prática quando esmiuçada de forma didática. Compreendendo melhor, é possível usá-la com mais frequência, mesmo que um tópico ou outro. E dado dia, a gente se vê usando a maioria, acumulando vantagem competitiva, conquistando muito mais satisfação e realizações pessoais e profissionais e, acima de tudo, sendo mais feliz.