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Conhecendo mais sobre Comunicação Compassiva

(Por Cláudia Hölter)

Expressar cordialidade através do discurso oral é uma das ferramentas mais eficazes para aproximar pessoas e alcançar objetivos positivos. O ser humano como instrumento sonoro precisa afinar a sua própria voz para colocá-la em harmonia com o seu meio ambiente e com o seu próximo. Você pratica a comunicação compassiva com os seus filhos, cônjuge, gestor, amigos?

Segundo Marshall Rosenberg, doutor em psicologia clínica da Universidade de Wisconsin e fundador do Centro para Comunicação Não Violenta na Califórnia, grande parte dos desentendimentos entre as pessoas pode ser amenizada ou mesmo evitada com o emprego da “linguagem da compaixão”, que é um processo de comunicação que promove o respeito, a atenção, a empatia e gera o mútuo desejo de nos entregarmos de coração, explica o psicólogo.

O Dr. Rosenberg afirma, ainda, que quando nos entregamos de coração, nossos atos brotam da alegria que surge e resplandece sempre que enriquecemos de boa vontade a vida de outra pessoa. Para tanto, estruturou o processo da comunicação não violenta (CNV)  em quatro componentes principais, que beneficia tanto o locutor quanto o receptor, conforme abaixo:

Observação – Sentimento – Necessidades – Pedido

Quando se expressa claramente esses quatro componentes, seja de forma verbal ou não,  o fluxo das informações  flui entre os interlocutores, até a compaixão aflorar naturalmente.  Entendemos, assim, que a forma mais simples de identificar os tipos de emoções que expressamos  consiste em observar a maneira como falamos. Falar com gentileza, por exemplo, cria uma força interior capaz de aumentar a nossa habilidade de sentir o estado emocional do amor. De acordo com pesquisas realizadas pela renomada psicóloga Bárbara Friedrickson, principal cientista do laboratório de psicofisiologia e emoções positivas da Universidade da Carolina do Norte (EUA)  e autora do livro “Love 2.0”, o amor é uma emoção e, como qualquer emoção, não dura para sempre,  mas pode ser vivenciado em “micromomentos de ressonância de positividade”. O que vem a ser isso?

fluxo de sentimento e positividade

A positividade e as emoções têm muita relação com a comunicação em geral

Dra. Friedrickson explica que podemos sentir fluxos de emoções positivas que podem ser compartilhadas com outras pessoas, que mantenham uma conectividade ao longo do tempo.  Foi constatado em laboratório, que é possível aprender essa habilidade de cultivar e aumentar o estado emocional do amor para se sentir conectado uns aos outros, mudar padrões comportamentais e influenciar determinadas funções do cérebro através da meditação da benignidade (Lovingkindness meditation). Esta prática eleva o tônus vagal (nervo que liga o cérebro ao restante do corpo, especialmente ao coração), produzindo assim mais momentos de amor.

Conclui-se então, que praticar a linguagem da compaixão, conforme sugeriu Marshall Rosenberg através de exercício dos quatro componentes, e por Barbara Friedrickson, por meio da meditação da benignidade, pode vir a lhe dar aquele fôlego para conquistar bem-estar e manter a chama do amor viva dentro do seu coração para enriquecer seus relacionamentos. Você já disse “eu te amo” sinceramente para alguém hoje? Experimente! Pratique sua linguagem da compaixão, faça alguém feliz e seja muito feliz. E até a próxima!