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(Por Dani Assunção)

É comum pensarmos em coisas que gostaríamos de concretizar e objetivos a realizar nos diferentes papéis que exercemos, pois nos estimula a crescer e conquistar novos patamares de realização. E isso é mais evidente em algumas fases da vida e do ano, como o Réveillon ou quando passamos por importantes mudanças pessoais ou profissionais. Mas passado o Ano Novo, parece que nossa rotina habitual volta a tomar conta, diminuímos nossa empolgação inicial e entramos novamente em nossa zona de conforto.





É comum também esses sonhos não passarem de meras intenções que acabam não ganhando a dedicação suficiente para serem estruturados e planejados, e assim não se transformam em realidade. Observamos outras pessoas e muitas delas parecem ter menos recursos do que nós, mas ainda assim são capazes de agir a despeito de qualquer fator que pudesse ser considerado um empecilho em nossa jornada. Então, como identificar o real problema e as possíveis soluções?

Existem vários pontos que podem ser considerados no estabelecimento de metas e como pensar a melhor estratégia para executá-las. O principal deles, sem sombra de dúvidas, é o porquê. O que nos motiva, por que queremos realizar determinado projeto ou sonho. Sem um forte senso de propósito para entrar em ação, nenhum planejamento, por mais eficiente que seja, irá fornecer o suporte necessário para a sua realização. Até porque, muitos objetivos podem ter um prazo longo o suficiente para fazê-lo desistir.

É importante então, conhecer quais são seus valores, aquilo que é realmente importante para você. Eles são a base que nos motiva a querer algo e também colaboram para identificar e criar os meios necessários para sua concretização.

Por outro lado, temos alguns comportamentos que interferem negativamente e prejudicam o desenvolvimento de uma ideia, projeto ou meta. Eles são verdadeiros “pecados” no estabelecimento de metas, ou seja, são nossos grandes sabotadores e nos impedem de ter a vida que realmente queremos. Mas você pode aprender a driblá-los, se os conhecer bem. São eles:

Pecado 1: Impaciência

Praticamente todos nós temos esse sonho pecaminoso: queremos conseguir tudo o que desejamos hoje! Agora! Neste momento! Ou melhor, ainda ontem!!! Nessa nossa “era de gratificação instantânea”, se não vemos resultados imediatos de nossas ações, isso pode significar apenas uma coisa: o que estamos fazendo não funciona. Assim, perdemos facilmente o interesse e passamos para a próxima coisa “bacana” que promete resultados ainda mais rápidos.

O problema surge quando combinamos um forte desejo de atingir o nosso objetivo com a impaciência. Pois ao invés de planejarmos cuidadosamente, acabamos fazendo uma porção de outras coisas absolutamente inúteis. Em vez de fazermos certo da primeira vez, acabamos estragando tudo, na esperança de poder “ajustar” mais tarde. Como resultado, o que supostamente deveria ser um caminho agradável e constante rumo ao sucesso, transforma-se em uma série de falhas e amargas decepções.

Um dos “antídotos” contra a impaciência é ter claros quais os benefícios que irá obter ao conquistar seu objetivo. Levante todos os ganhos de sua realização e também faça uma lista daquilo que deixará de obter caso não o realize. Assim, pode avaliar melhor seu nível de comprometimento com sua meta e reconhecer o tempo necessário para alcançá-la.

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Pecado 2: Ganância

A ganância geralmente é decorrente de outro pecado mortal, a impaciência. Por odiarmos esperar por qualquer coisa, preferimos ir atrás de vários objetivos ao mesmo tempo. Querer ser multitarefa, de fato, prejudica quem pensa em seguir um plano de estabelecimento de metas.

Não adianta tentar pensar em “dois objetivos pelo esforço de um”, achando que desta forma as coisas podem caminhar juntas e mais facilmente. O que aparentemente pode soar “mais prático” pode trazer mais stress e insatisfação do que tentar trabalhar uma meta de cada vez. Especialmente quando esse objetivo implica a mudança de hábitos – algo que envolve qualquer objetivo de médio e longo prazo.

Se você pensa em correr uma maratona, falar um idioma fluentemente, fazer um mestrado ou mesmo abrir e gerenciar um negócio próprio, alguns hábitos precisarão ser criados ou modificados. E isso demanda um certo tempo. O lado bom é que, ao criar hábitos mais saudáveis e direcionados ao seu objetivo, estes naturalmente irão impactar de forma positiva uma série de outros comportamentos seus. Portanto, seja gentil consigo mesmo, mas sem deixar de ser exigente no sentido de manter sua constância rumo à meta estabelecida.

Pecado 3: Procrastinação

Este é um pecado que a maioria de nós comete. É similar à preguiça, mas tem uma diferença significativa: os preguiçosos não querem fazer nada. As pessoas que procrastinam não querem fazer “determinadas tarefas”, mas demonstram milagrosa produtividade quando se trata de organizar sua mesa, fazer café e verificar e-mails. Contra a procrastinação, é extremamente importante ter estabelecido seu objetivo de forma SMART (específico, mensurável, atingível, relevante e temporal – com data determinada), encontrar a melhor técnica de gerenciamento de tempo e rever seus hábitos.

Algo que Charles Duhhig aborda em seu best-seller “O Poder do Hábito” e que podemos usar aqui é a questão da recompensa. Ao criarmos ou modificarmos hábitos, nos damos recompensas sempre que exercemos o novo hábito, até que o cérebro se acostume à nova rotina. Você pode utilizar essa estratégia contra a procrastinação, “presenteando-se” por cumprir suas tarefas e prazos.

Observe se você vem cometendo algum destes “pecados” e leia os demais artigos linkados ao longo deste. Eles irão ajudá-lo a identificar sua motivação e como trabalhar melhor suas metas para, de fato, serem atingidas.

Vencidas essas barreiras, sua estrada rumo aos seus objetivos estará muito mais tranquila de ser percorrida.

Boa jornada e muitas realizações!