Ouse ser em realmente você é(Por Dani Assunção)

Você já teve vontade de se destacar, fazendo uma pergunta que julgava importante em uma sala de aula ou conferência, ou mesmo uma colocação ousada em uma reunião de trabalho? Mas no momento de levantar a mão e pedir a atenção seu coração disparou impedindo-o de seguir adiante? Articular ideias e ter a segurança para expô-las nem sempre é uma das tarefas mais fáceis. Chamar a atenção para si e correr o risco de ser criticado, muitas vezes, nos bloqueia de dar um passo adiante, enfrentando medos e saindo da zona de conforto.

Mas por que é tão difícil falar sobre assuntos que nos interessam? Por que levamos mais em consideração a possível (mas não certa) opinião dos outros em detrimento da nossa própria? Desde crianças somos ensinados a seguir um padrão de comportamento e conduta considerado “normal” e aceitável pela sociedade ou comunidade da qual fazemos parte. Ser vistos como únicos dá trabalho aos educadores e somos desencorajados a nos destacar. Os que agem assim são chamados de rebeldes, e nem sempre a própria família dá suporte a esse tipo de conduta.

Por outro lado, também faz parte de nosso desenvolvimento enquanto seres humanos e cidadãos, querermos pertencer a um grupo, o que acaba padronizando não só comportamentos, mas também aspectos físicos como vestimentas e outros bens na tentativa de nos definir e classificar. Mas agir como “a maioria” nem sempre nos satisfaz. Queremos não apenas nos saber únicos, mas poder expressar isso ao mundo. Destacar-se implica em ser o centro das atenções, mesmo que seja apenas em relação a um pequeno grupo de influência.

Todos nós temos talentos e aspirações, e algumas podem não fazer parte de um padrão convencional. O desafio aqui reside em fortalecer-se o suficiente para desenvolver tais habilidades, ultrapassando a barreira inicialmente pré-estabelecida para que possa realizar tais aspirações.

Conhecer-se e saber que nunca seremos capazes de agradar a todos é um bom princípio para a mudança de atitude. Saber que pode haver algumas perdas no caminho é ter consciência dessa necessidade de crescimento para alcançar novos patamares de realização pessoal e profissional. E, acima de tudo, querer deixar sua marca no mundo.

Erros e falhas fazem parte de qualquer grande conquista. Deixar de arriscar é abrir mão de experimentar e criar-se de diferentes e novas formas.

Algumas perguntas-chave merecem uma reflexão mais profunda:

  • O que realmente me faz feliz? Quais são meus dons e talentos?
  • O que me impede de me mostrar como realmente sou? Quais são os riscos reais?
  • Como eu gostaria de ser lembrado? Que contribuição quero deixar para o mundo? O que preciso fazer para isso?

Pensar em nossos objetivos a médio e longo prazo, além de nosso propósito de vida, pode nos ajudar a dar importância ao que é realmente importante, deixando de lado o excesso de autocrítica e a inação.

mostre quem você é

Você pode começar com passos pequenos em direção a expressar o seu melhor ao mundo:

1. Ouse expor sua opinião

Mesmo que você concorde com o quadro geral de uma situação, que tal começar observando algum aspecto com o qual não está totalmente de acordo e expor isso? O objetivo aqui não é simplesmente ser “do contra”, mas sim iniciar um processo de auto-exposição e perceber como você se sente e qual a melhor maneira de se expressar.

2. Aceite que você não irá agradar a todos

Você pode tentar ser popular buscando agradar a todos e não gerando qualquer tipo de desconforto. Mas até que ponto vale a pena atender às solicitações e necessidades dos outros e negligenciar as suas? Se você está extremamente atarefado e aceita uma tarefa só para não ficar mal com um colega, por exemplo, como se sente em relação a sua própria imagem? O que realmente o impede de ser honesto e explicar sua impossibilidade de ajudá-lo?

3. Decida correr um risco

Um momento de constrangimento intencional pode ser muito libertador. Você vai perceber que você não vai morrer por causa disso, e muitas vezes, as pessoas nem irão perceber que está envergonhado. Geralmente esse medo é apenas fruto da sua cabeça e não algo que está realmente acontecendo no mundo externo. Já reparou como as pessoas que se expõem, mesmo que não estejam tendo uma ótima performance, são, no mínimo, mais alegres e leves? Que tal experimentar?

Destacar-se significa colocar-se numa posição de vulnerabilidade e você corre o risco sim de ser criticado e ridicularizado. Mas, na medida em que amplia sua capacidade de resiliência, as possibilidades de expor sua singularidade e mostrar aos outros quem você é aumentam enormemente! Além de gerar empatia e real admiração por sua autenticidade.

E não é isso que todos nós queremos? Poder expressar ao mundo quem realmente somos?

Bons insights!