Quem gosta de si mesmo e quem se coloca para baixo utiliza filtros diferentes para enxergar a vida.

Quem gosta de si mesmo e quem se coloca para baixo utiliza filtros diferentes para enxergar a vida.

(por Marco Beck)

Responda com toda a sinceridade e tenha certeza de que a resposta terá exatamente o tamanho da sua autoestima: “eu sou pouquinho, eu sou mais ou menos, eu sou o cara”. E seu corpo reagirá de acordo… para o bem ou para o mal. Quanto você se aprova?

Uma pesquisa do Centro Internacional para Saúde e Sociedade, com sede em Londres, confirmou o que já pressentíamos: autoestima e saúde estão intimamente relacionadas. Se você gosta de ser você, se não quer ser outra pessoa, respeita a sua verdade e não considera a dos outros mais verdadeira que a sua, você tem mais facilidade para relacionar-se, enfrentar desafios e superar momentos de estresse. Também tem mais disposição para atividades físicas e dietas saudáveis, além de ter menos chance de abusar do álcool, drogas e calmantes.
Por outro lado, se você não é seu amigo e costuma se enxergar sempre no papel de vítima, terá menos confiança em si mesmo e se achará menos capaz de resolver problemas. Segundo o estudo, que foi liderado pelo pesquisador Michael Marmot e publicado no British Medical Journal, o baixo astral afeta negativamente o sistema imunológico, aumentando o risco de doenças cardiorrespiratórias e digestivas.

Trocando em miúdos, quem gosta de si mesmo e quem se coloca para baixo utiliza filtros diferentes para enxergar a vida: um mesmo episódio – pais agressivos ou um histórico de dor de cotovelo na área afetiva, por exemplo – pode ser encarado como um reforço à condição de coitadinho ou como um desafio a superar, dependendo da lente com que você olha para a situação.

É claro que, algumas vezes a baixa estima deve-se a disfunções que podem e devem ser tratadas com ajuda profissional – nos casos de depressão ou ansiedade, por exemplo. Mas não é menos verdade que nós, muitas vezes, interpretamos como algum “defeito de fábrica” a tendência a se querer mal e a se tratar como coadjuvante da própria vida, e aí é, sim, o caso de trocar o filtro, a lente, a linha de pensamento, de descer do trem que te leva para onde você não quer ir e embarcar em outro, rumo a um destino feliz.

Qual dos dois estados te traz bem-estar?

Qual dos dois estados te traz bem-estar?

E aqui vai uma dica bem legal para você jogar fora seu filtro de baixa estima e passar a se enxergar com bons olhos:

1)      Primeiro, pense: você SEMPRE se desaprovou e NUNCA gostou de você… ou isso aconteceu a partir de um determinado momento? Como ninguém nasce se querendo mal, esse comportamento triste foi aprendido ao longo da sua infância e adolescência, começou num certo momento;

 

2)      Identifique o momento: quando foi, onde, o que aconteceu, quantos anos você tinha (não se preocupe se foi, como no meu caso, aos quatro anos de idade, quando enfiaram um óculos fundo-de-garrafa na minha carinha – a emoção da gente liga coisas em que a cabeça não vê ligação alguma);

 

3)      Imagine você 10 minutos antes desse episódio. Como você se vê? Como se sente ANTES da baixa estima te pegar? Anote 3 sensações positivas que você experimentava nesse instante anterior ao fato doloroso;

 

4)      Agora feche os olhos e SINTA (não pense!) as 3 qualidades envolvendo você AGORA! Deixe essas forças boas apoderarem seu corpo (sensações), seu coração (sentimentos) e sua cabeça (pensamentos);

 

5)      Perceba a diferença entre este novo estado e o seu estado anterior. Qual dos dois estados te traz bem-estar?

 

Esse é o VERDADEIRO você.