A ação é a última pilastra que sustenta o tripé da competência.

A ação é a última pilastra que sustenta o tripé da competência.

(Por Marinaldo Matos)

Luz, câmera, ação! Essa frase está sempre em nosso imaginário. A ação em tom mais forte é a canalização de toda a energia despendida na preparação. Preparação que levou horas, dias para ser feita. É um momento único. Mágico.

A ação é a última pilastra que sustenta o tripé da competência. O primeiro é o conhecimento, o segundo é a habilidade, o terceiro é a atitude, a ação.  Dizem que só os corajosos tomam atitude, entram em ação.  Você provavelmente conhece um punhado de pessoas que possui conhecimento e habilidade e vivem em estado letárgico, não conseguem sair do lugar, simplesmente pelo fato de estarem desprovidas da força vital que leva à ação.

Lembremo-nos da passagem bíblica em que Jesus pregava na praia e a multidão avançava sobre ele. O Mestre pulou num barco onde havia homens próximos, lavando as redes: “Podes me dar uma mãozinha aí Pedro?”  

Simão Pedro nunca tinha ouvido falar de Jesus, estava exausto de uma pescaria frustrada que durou a noite toda, provavelmente estava faminto e com outra atividade sendo feita. Poderia simplesmente ter recusado, nós entenderíamos, afinal, havia tantos barcos que poderiam fazer a mesma coisa por Jesus.  Não havia obrigação qualquer.  O que viu foi a necessidade de ajudar um homem com certa dificuldade.  Pronto, estava gerada a motivação para a ação.

“É claro que posso!”, foi a resposta de Pedro.  O final todo mundo sabe, Jesus recompensou Pedro e seus parceiros de pesca com muitos peixes. Mas para isso tiveram que usar as últimas energias soltando as redes no mar. Teve que ter a ação, senão nem teríamos um dos mais belos milagres de Jesus para contar.  Essas e outras ações de Pedro, algumas intempestivas, o levaram a ser um CEO de peso nessa mega multinacional da fé.

A ação não está à toa no modelo FARM da SBCoaching, sem a ação não há justificativa para o coaching. Por mais elementar que seja uma ação ela gera aprendizado, uma nova informação.

É na ação que você sente que está construindo algo.

É na ação que você sente que está construindo algo.

Quanto mais ação intencional e consciente coordenada por você houver, maiores serão seus aprendizados e motivações para continuar agindo e se desenvolvendo na direção dos seus objetivos. É prazeroso e prático.  É um excelente remédio contra a angústia, o estresse e a depressão.

É na ação que você sente que está construindo algo. E essa ação pode ser encarada de duas formas. Uma é a de trabalho, que nos remete a pensar no instrumento de tortura tripallium, que gerou a palavra trabalho como nós a conhecemos. A outra forma de pensar a ação sendo executada é a de poieses, como os gregos assim definiam aquilo que você produz no dia a dia. É o mesmo trabalho sendo executado, a ação sendo construída. Pensar a poieses é mais leve, é ver que você está construindo um castelo, algo maior e conectado com os seus valores e sua missão. Vai muito além do momento de quebrar pedras em meio ao sol escaldante.

Essa é a grande importância do To Do e do Follow Up, ferramentas de aprendizado acelerado que vão estar presentes em cada sessão.  A primeira gera pequenos passos desafiadores e conscientes, em curto espaço de tempo. A segunda é o acúmulo do aprendizado que ficou após a ação, a memória de suas atitudes tomadas e as emoções geradas. A energia aplicada gera uma nova energia que mantém acesa a lamparina de seus objetivos.