Emagrecimento: mude comportamentos improdutivos

O processo de emagrecimento é desafiador e muitos que estão passando neste exato momento por uma tentativa poderão, em algum momento, vivenciar frustações.

Mas uma coisa é certa: resultados insatisfatórios estão diretamente relacionados a comportamentos improdutivos.

É muito interessante como grande parte das pessoas querem colher algo diferente do atual sem ao menos mudar a forma de pensar (para plantar benefícios).

Mudar significa modificar, alterar para transformar. E como a mudança certamente altera a zona de conforto, há no processo, seja no iniciou no decorrer dele, uma resistência que pode dar o seu sinal com pensamentos e atitudes sabotadoras.

Muitos querem mudar, mas poucos têm a prontidão para a mudança. A pessoa com baixo nível de prontidão para mudar não percebe a real necessidade de fazer.

Por exemplo, vou citar o caso de JPF de 44 anos, executivo, casado e pai de dois filhos. Ele está obeso e foi recentemente diagnóstico com hipertensão.

Ele trabalha 10 horas por dia, gasta 2 horas no trânsito e no restante do tempo tem que se dividir entre família e outros afazeres que seu cérebro encontra para lhe exigir, de forma a estar sempre atarefado, e esta atitude faz com que ele não se culpe por comer mal ou estar sedentário.

Parte dele deseja emagrecer, mas outra parte não quer abrir mão do churrasco do fim de semana, já que trabalha muito de segunda à sexta. Da quinta-feira ao domingo à noite tem o costume de tomar seu whisky, uma a duas doses sem gelo. Seu guarda-roupa só tem terno, roupas sociais e sapatos. Não imagina e nunca se imaginou fazendo academia, aliás há na sua coleção de sabotadores que academia é coisa para pessoas que não ascendem profissionalmente. Inclusive seu bom cargo na empresa é devido a seu estilo de vida workaholic, onde o trabalho está em primeiro lugar.

Se ele não mudar todo este padrão de pensamento e tornar consciente todos os seus sabotadores, um plano alimentar ou de exercícios, em suas mãos, acabará na primeira escondido em sua primeira gaveta.

Na verdade, ele não sabe o que irá ganhar se fizer o devido esforço físico e alimentar. Ah, pode ganhar a leveza de 15kg a menos!

Bom, ele precisará ter claro e consciente todos os ganhos para melhorar o nível de prontidão. OBS: 15 é apenas um número.

Segundo o psicólogo James Prochaska, a mudança pode ser dividida em estágios, conhecido como modelo transteorético.

O primeiro estágio

É a pré-contemplação, uma fase onde o indivíduo acredita estar tudo bem e que não é necessário mudar. É o caso de JPF, de 44 anos, que está bastante satisfeito profissionalmente e que obesidade e hipertensão é o preço que se paga para ascender na profissão. Aliás, é melhor tomar um remédio para pressão e gastar mais tempo com um curso extra do que fazendo exercícios.

A segunda fase

É a contemplação, onde a pessoa já sabe que precisa mudar, mas ainda não conhece formas para que isso ocorra. Se JPF persistir neste estilo de vida, vai colecionar prejuízos como falta de ar, insônia, dores no corpo, desordens sexuais e talvez, só a partir de um desconforto maior ele entre na fase de contemplação. A necessidade faz a prontidão.

A terceira fase

É a preparação em que a pessoa pretende mudar e já tem uma ideia do que fazer. Colocar a ideia em prática e ir em frente é o foco do trabalho do coach com seu coachee nesta fase. Por exemplo, o nosso querido JPF, de 44 anos, costuma gastar no mínimo de duas a três horas no trânsito diariamente no horário de pico, saindo do trabalho e indo diretamente para casa. Esse número pode ser reduzido drasticamente para a metade do tempo, (1 hora e meia) se ele resolver passar na academia ao lado do trabalho. Ao sair mais tarde, ele pegará menos trânsito e chegará em menos tempo em casa.

Otimizar o tempo é contribuir para preparação + ação!

Ação é a quarta fase. Por a mão na massa e já começar a colher resultados é o que caracteriza a mesma. Aqui o coach encoraja a seguir em frente e percebe o retorno do esforço.

Com os resultados visíveis entra a necessidade da quinta fase, a manutenção. Reforçar a autoconfiança do coachee é importante para ele superar recaídas.

No modelo de James Prochaska, a última fase, denominada de término, é quando a mudança se consolidou e o indivíduo já não têm retrocessos, o que pode de fato ocorrer em mudanças que geram êxito profissional, dentre outras.

Mas, no processo de emagrecimento, vamos dizer que as pessoas apresentam (por motivos relacionados ao prazer associado à comida) um menor temor para as recaídas. E o papel do coach é fundamental para trabalhar o reconhecimento do Êxito das pessoas que se dispuseram a encarar o processo.