Uma hora a gente cansa de nadar em círculos nas próprias marolas emocionais.

Uma hora a gente cansa de nadar em círculos nas próprias marolas emocionais.

(Por Mariana Viktor)

Uma hora a gente cansa de nadar em círculos nas próprias marolas emocionais, de voar sem GPS no espaço entre os pensamentos, buscando entender a nós mesmos e às charadas repetitivas na história da nossa vida.

– Por que isto está acontecendo comigo de novo?

– O que fiz pra merecer essa situação?

– Por que as coisas nunca dão certo pra mim?

E há um tempo em que as próprias perguntas se tornam repetitivas, porque inevitavelmente acabam trazendo as mesmas respostas:

– Minha felicidade nunca dura muito…

– Só me meto em roubada!

– O que será que ando fazendo de errado?
É, cansa andar em círculos. Cansa saber de antemão as respostas, que muitas vezes parecem tornar os problemas ainda maiores, mais nebulosos e mais insolúveis. Chega uma hora em que a gente nem pergunta mais e se conforma com uma vida que não é nem 20% parecida com a que gostaríamos, porque algo – ou tudo – parece nunca encaixar. E a vida parece um feitiço do tempo, num aqui/agora infinito e nada-zen, cujo início, meio e fim sabemos de cor.

Aí, um dia, aparece uma pergunta diferente. Ou duas, três. Perguntas que içam a mente do circuito corriqueiro e trazem de volta um frio na barriga gostosinho e assustador, aquele que sentimos quando nos percebemos vivos de novo.

– Por que você sempre reage da mesma forma se quer que as coisas aconteçam de outro jeito?

– O que depende só de você pra mudar esta situação?

– O que posso fazer de diferente desta vez, algo que nunca tentei antes?

Novas perguntas invariavelmente conduzem a novas respostas e a soluções que não nos ocorreram antes.

Novas perguntas invariavelmente conduzem a novas respostas e a soluções que não nos ocorreram antes.

Novas perguntas invariavelmente conduzem a novas respostas e a soluções que não nos ocorreram antes. E a resposta vem porque invariavelmente a parte da mente que não mente foi acionada por um ponto de interrogação e sai a galope por entre seus labirintos determinada a encontrá-la. No processo de Coaching, essas perguntas são conhecidas como “perguntas poderosas” – aquelas que conseguem nos mostrar outros pontos de vista e assim mobilizar novos comportamentos, novas ações. Elas nos ajudam a parar de andar em círculos teóricos, passivos, e achar saídas práticas. Tiram o foco do problema e abrem um leque de soluções.

Um dos objetivos do trabalho do chamado life coaching é justamente o de trazer à tona esses conteúdos que passam despercebidos em nossos mapas mentais e emocionais. Metaforicamente, a diferença é como andar numa casa desconhecida cheia de cômodos (você) com todas as luzes da sua vida apagadas – ou acesas.