“Anote por escrito suas metas, faça planos para alcançá-las e trabalhe diariamente seus planos” - Brian Tracy

“Anote por escrito suas metas, faça planos para alcançá-las e trabalhe diariamente seus planos” – Brian Tracy

(Por Marinaldo Matos)

“Anote por escrito suas metas, faça planos para alcançá-las e trabalhe diariamente seus planos”. É desta maneira enfática que o grande guru Brian Tracy afirma trocar todo o tempo de experiência para dar um único conselho a você e a mim. Leia novamente.

Uma pesquisa realizada em 1979, com alunos formados em Harvard, revelou que 84% deles não possuíam metas específicas, 13 % tinham metas e planos e apenas 3% possuíam metas escritas e um planejamento. Em 1989 esses alunos voltaram para finalizar a pesquisa. Os 13% ganhavam, em média, o dobro dos outros 84%. Mas o que foi assustadoramente verificado é que os 3% dos chatos que anotaram tudo e estavam dispostos a perseguir suas metas, ganhavam, em média, dez vezes mais que os outros 97 por cento juntos.

Já falei desses resultados para mais de duas mil pessoas. Não fiz uma pesquisa para testar, mas acredito que nem 10% desse total de pessoas passou a escrever suas metas e um plano para atingi-las.
Mas porque as pessoas relutam em escrever suas metas?  Para essa pergunta há várias repostas e mesmo assim pode não ser nenhuma delas. E o pior pode ser a união de todas.  Vejamos:

  • Alguns não consideram importantes;
  • Outros não sabem como fazer;
  • Outros têm medo do fracasso;
  • Outros da rejeição.

O fato é que por falta de cultura do anotar e planejar, dedicamos muita energia apagando incêndios rotineiros,  tendo que voltar após errar o caminho, acreditando que apanhando é que se aprende. Se assim o fosse o pior lutador seria o melhor aprendiz. Totalmente incongruente.

No final acaba sendo prazeroso sair ticando cada item que foi contemplado a partir de uma energia empregada.

No final acaba sendo prazeroso sair ticando cada item que foi contemplado a partir de uma energia empregada.

Em nossa experiência diária com pessoas das mais diversas idades e credos, vemos que há uma cobrança elevada pela perfeição daquilo que se vai escrever. A pessoa até tem a consciência da importância, mas é preciso fazer perfeito para não errar. É aí que está o erro. O perfeito não tem vida. A transformação e a mudança fazem parte da nossa relação com a existência.  Vivo, logo mudo.

Há muitos anos faço check list de tudo que tenho para fazer no dia e nos próximos dias. Agora estou me habituando ao check list semanal e mensal. Parece chato, mas no final acaba sendo prazeroso sair ticando cada item que foi contemplado a partir de uma energia empregada.

Atualmente, estou presenteando alguns amigos chegados com um telefonema, geralmente pela manhã.  Após o bom dia, pergunto ao cidadão qual o desafio da semana e quais as ações que precisam ser feitas.  Depois que me explicam, peço para que anotem para não que esqueçam.  O resultado é fantástico.  Dentro de pouco tempo tenho o retorno do telefonema contando como as coisas estão andando, no geral, muito bem.

O que parecia um trabalho árduo e chato, na realidade é um investimento de alguns minutos do meu tempo para fazer com que o amigo não tenha que gastar algumas horas se lamentando daquilo que não fez.  É ou não é um bom investimento?  Consolido a amizade, faço um bem ao ser humano e, de quebra, ainda ganho convite para comemorar. Tá tudo certo.