Felicidade - É certo que, como indivíduos, temos diferentes ideias sobre o que é a felicidade ou como atingir níveis mais altos de felicidade.

É certo que, como indivíduos, temos diferentes ideias sobre o que é a felicidade ou como atingir níveis mais altos de felicidade.


(por Cláudia Hölter)

No dia 20 de Março comemorou-se o segundo ano do Dia Internacional da Felicidade, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de promover a paz, a justiça, os direitos humanos, o progresso social e a melhoria dos padrões de vida.

Agora chegou o momento de converter essa profunda aspiração da ONU em ações concretas no seu dia-a-dia.  É certo que, como indivíduos, temos diferentes ideias sobre o que é a felicidade ou como atingir níveis mais altos de felicidade.











Felicidade


Há quem acredite que o dinheiro traz felicidade, assim como há os que acreditam que a fonte de sua felicidade é o consumo material.  Mas, o que é essa tal felicidade?

De acordo com Sonja Lyubomirsky, doutora em Psicologia pela Universidade de Harvard e autora do livro A Ciência da Felicidade (2008), a felicidade depende muito pouco, por exemplo,  do consumo material  e, raramente, da nossa conta bancária.  Segundo a estudiosa, esses fatores não vão mudar muito a nossa habilidade de sermos felizes ou ficarmos mais felizes, porque os seres humanos são propensos a se adequarem às mudanças sensoriais ou fisiológicas facilmente. Essa adaptação é considerada pelos psicólogos com uma força poderosa chamada “adaptação hedonista”.

Além disso, Sonja afirma que a felicidade humana, assim como a altitude, a temperatura ou o QI, está em um continuum – uma escala numérica (Escala da Felicidade Subjetiva), que oscila em níveis muito baixos até os mais altos.

Todos nós nos encontramos em algum nível desta escala e, por isso, é muito importante descobrirmos exatamente em que ponto estamos, antes de começarmos o processo de nos tornarmos mais felizes. Ou seja, precisamos definir o ponto atual, que nos proporcionará a nossa primeira avaliação do nosso “ponto decisivo” da felicidade.  Por exemplo, em uma escala de 1 a 7 – o quanto você é feliz e por quê? – em que medida essa caracterização lhe descreve?

Para saber exatamente qual é o nosso ponto decisivo é preciso uma avaliação contínua desse processo. É necessário registrar, por exemplo, a data em que preencheu a Escala da Felicidade Subjetiva pela primeira vez. O resultado desta escala é considerado apenas uma estimativa preliminar do ponto decisivo. O fato de ser preliminar deve-se às circunstâncias externas que influenciam, por exemplo, o seu nível de estresse no dia. Caso tenha sido impactado por alguma situação ao seu redor, precisará preenchê-la novamente, com um intervalo de pelo menos duas semanas da primeira vez.

Quanto mais frequente usar a Escala da Felicidade Subjetiva, e mais distante no tempo a fizer, mais digna de confiança é a estimativa do ponto.

Felicidade - Essa tal felicidade que almejamos pode ser encontrada na forma como nos comportamos diante da nossa realidade.

Essa tal felicidade que almejamos pode ser encontrada na forma como nos comportamos diante da nossa realidade.

Para finalizar, gostaria de enfatizar que essa tal felicidade que almejamos pode ser encontrada na forma como nos comportamos diante da nossa realidade, como pensamos, como interpretamos uma determinada situação, ou até mesmo, como estabelecemos nossos objetivos diários.

Sem ação, não há como sermos felizes.

Conforme palavras de Sonja Lyubomirsky, a felicidade é uma experiência de alegria, contentamento ou bem-estar positivo combinado a uma sensação de que a vida é boa, significativa e valiosa. Contudo, a maioria das pessoas não precisa de uma definição de felicidade, porque sabe de maneira instintiva se é ou não feliz.

E você, o que tem feito para ser mais feliz?