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Mão no bolso.

Há algum tempo atendi um cliente que chamarei de João.

João é um médio empresário e não entende por que não se torna um empresário de grande porte já que tem conhecimento do negócio, é
esforçado pra caramba e cumpriu todos os requisitos pra chegar lá.

Todos menos um, como descobrimos no processo de Coaching.

O João cresceu escutando do pai e do avô que o dinheiro muda as pessoas, pra pior. O avô era anarquista, o pai foi comunista e a mensagem martelada na orelha do João milhares de vezes ao longo de sua infância e adolescência é a de que ter grana é sinônimo de explorar os outros, que gente rica é “gente ruim” e que lucrar é ser ganancioso.

Pimba!

Repetida pelos adultos que representavam a última palavra sobre o certo e o errado, essa “verdade” levou o pequeno João (e depois o João gente-grande) a sabotar, sem querer, toda iniciativa de ganhar dinheiro na vida. Afinal, como ser próspero financeiramente se a prosperidade financeira é sinônimo de sacanagem e segundas intenções?

O pensamento do João era empreendedor, ele queria ter sucesso e tinha competência para isso, mas, sem que ele percebesse, as suas emoções jogavam contra, levando-o a cometer deslizes inconscientes para inviabilizar os objetivos profissionais. Sabe o tal ato falho? Ele perdeu uma reunião importante porque se esqueceu de ligar o despertador, deixou pra amanhã um e-mail essencial que precisava responder hoje e extraviou o cartão de um cliente promissor, entre outras mancadas.

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Viramos o jogo no Coaching porque João deu-se conta de que a frase “o dinheiro muda as pessoas pra pior”, na voz do pai, estava por trás de todas as suas atitudes como empresário, e no momento em que a frase foi substituída por outra – “se eu sou uma pessoa generosa, sendo um médio empresário, serei ainda mais generoso se tiver muita grana!” – ele mudou totalmente sua realidade profissional.

E você? Que “verdade” sabotadora está por trás da sua inércia ou resistência em alcançar o que quer, fazendo você empurrar seus sonhos com a barriga?

Bote no papel a lista dessas “verdades”, leia uma por uma em voz alta e eu garanto que você terá uma surpresa ao constatar o quanto elas têm de ridículas e absurdas.

E depois me conte o que você concluiu…