Na última semana de 2015, queremos que você reflita por meio de uma das técnicas mais importantes do processo de crescimento pessoal e profissional, podemos dizer que é uma das abordagens mais aclamadas do coaching: a análise de Ganhos e Perdas

E que o conduzirá nesta leitura é a nossa colaboradora especialista em qualidade de vida (que é exatamente o que você vai ganhar com esta medida). 

Aproveite e reflita!

Ao longo deste ano, você refletiu sobre os seus Ganhos e Perdas?

Lições de Coaching: Por que sempre cometemos os mesmos erros? Talvez pelos possíveis “ganhos” que eles podem trazer

Porque repetimos tanto os mesmos erros?

Aprenda a se livrar desse ciclo vicioso!

Por Sandra Rosenfeld

Quantas vezes prometemos a nós mesmos não repetir mais determinado comportamento ou fala que pelo resultado sempre demonstra ser um erro? Então passamos a nos vigiar e por um tempo conseguimos até que, sem menos esperar, voltamos a repetir o mesmo erro. Às vezes dissimulado mas, no fundo, o mesmo erro com as mesmas consequências.

Porque é tão difícil nos livramos de determinadas ações quando temos consciência que não são benéficas para nós e muitas vezes para o outro também?

Pode ser no ambiente profissional, nos relacionamentos familiares ou nos amorosos. Não raro nos três ao mesmo tempo.

Com certeza repetimos porque temos algum tipo de ganho com isso. Pode ser que no passado, quem sabe lá na nossa infância, esse tipo de atitude nos rendeu algo, como, por exemplo, atenção, mesmo que negativa. Afinal é melhor ter algum tipo de atenção do que nenhuma.

Isso acontece com certa frequência entre irmãos. Se um chama atenção pelo lado positivo o outro pode ter a mesma quantidade, não qualidade, mas quantidade de atenção dos pais, avós, outros irmãos, pelo lado negativo. Talvez tenha até mais quantidade de atenção.

Ok. Naquele momento da vida foi preciso usar essa “arma” para garantir espaço e atenção. Mas agora determinados comportamentos não servem mais, ao contrário, prejudica e muito. Não atrai mais o tipo de atenção que pode alimentar alguma carência de afeto porque no final, adulto, a pessoa está só nas consequências dos seus atos. E ainda assim repete-os indefinidamente.

Se formos analisar pelo lado da psicanálise podemos enveredar pelo caminho de que como adulto não há recompensa, mas esta existe pela criança mal resolvida dentro de cada um de nós. Sim, no momento que se aceita essa condição pode-se iniciar o processo de ajuda através de algum tipo de terapia que acolha essa criança até o ponto em que ela perceba que não precisa mais usar essa artimanha na vida dela hoje.

Porém, nem todos os tratamentos terapêuticos a curto prazo, ou mesmo médio e longo vão resolver determinadas questões em todos os indivíduos. Há mesmo aqueles que fazem terapia a vida toda sem, contudo chegar ao âmago da questão. Nada contra terapia, ao contrário, eu mesma faço e foi de imprescindível ajuda em algumas fases da minha vida.

O importante é que cada um encontre o seu caminho para resolver e se livrar do que o escraviza, empata o seu crescimento para uma vida saudável e próspera. Para que isso aconteça o primeiro passo é reconhecer que algo não está adequado nele mesmo. Parar de culpar o outro, o momento externo, enfim o mundo e, se conscientizar que seja o que for, se é recorrente, a mudança necessariamente deve iniciar por ele mesmo.

No Coaching, existe um procedimento dentro do processo chamado Ganhos e Perdas. Ou seja, o que você ganha se obtiver o desejado, o que perde se obtiver, o que ganha se não obtiver e o que perde se não obtiver. Essa parte do processo de coaching quando bem conduzida nessa parceria entre o coach e o coachee pode levar de forma rápida e eficiente a mudanças comportamentais.  Mudanças essas que com o desenvolver do processo vão se solidificando e tomando o lugar daqueles comportamentos que não servem mais.

Vale lembrar sempre que só mudamos o que reconhecemos. Mais uma vez o autoconhecimento é fundamental para descobrir, conquistar e alcançar nossos objetivos e metas.