Uma incrível viagem pela Física Quântica

Ilustração: representação do modelo Atômico

Quando a ciência se separou da religião, no fim da Idade Média, o conhecimento deu um grande salto. Ainda houve muita resistência (na verdade, ainda há), mas os cientistas foram descobrindo as leis que regem os fenômenos da Natureza. E a partir daí, perceberam que essas leis eram coerentes entre si, portanto, para o prisma científico, já não havia mais a necessidade da crença em um “Deus” para “explicar” a criação da matéria. E o conjunto dessas leis serviu de base para o desenvolvimento do “Método Científico” e do “Modelo-Padrão”.

O Método Científico é o procedimento de testar, testar e testar de novo qualquer teoria. Ele funciona assim para averiguar se não há “furos” no conceito analisado.

O Modelo-Padrão é a explicação que a ciência adota para que as coisas sejam como são – na Física, Química, Biologia, Astronomia etc., (em todos os campos do saber). O Modelo-Padrão também precisa ser coerente e não apresentar “furos”.

É importante ressaltar que o Modelo-Padrão é o responsável pelo alicerce de

três fundamentos básicos da Ciência:

1) Os fenômenos da Natureza tendem a ser simples – ou seja, as coisas complexas podem ser reduzidas à simplicidade: o corpo humano é composto de tecidos, que são compostos de células, que são compostas de moléculas, que são compostas de átomos. Resumindo: simples.

2) Os fenômenos da Natureza são simplificáveis e previsíveis. Por exemplo: uma gata sempre dará à luz gatinhos e jamais poderá fecundar uma ovelha ou uma alface; o cometa Halley entra na rota observável da Terra a cada 76 anos. Resumindo: previsível.

3) O cientista que observa os fenômenos da Natureza é um ser “isento” – traduzindo: a sua presença como observador jamais poderá afetar a ninhada de gatinhos ou a órbita do cometa, seguindo a ilustraão acima.

Pois bem, as coisas iam muito bem em nossa “compreensão da vida”, apoiadas nesse modelo de tripé da Ciência, até a primeira metade do Século XX.

Foi quando um grupo de gênios da Física, dentre eles Werner Heisenberg, Max Planck, Niels Bohr, Erwin Schrödinger e Max Born, resolveu ver o que acontecia dentro do átomo – aquela unidade simples e previsível que os cientistas observavam imparcialmente.

OBS: Vale se aprofundar, individualmente, no estudo da biografia destes nobres senhores, todos laureados com o Prêmio Nobel.

Voltando ao tema, depois das descobertas do grupo acima, os alicerces ruíram: os da ciência e os da própria interpretação humana da realidade verificável. E o motivo é incrivelmente complexo: dentro do átomo as coisas não são “tão” simples.

O que existe no interior dos átomos, os chamados elementos subatômicos, é absolutamente complicado e instável. Logo, os elementos subatômicos também são imprevisíveis.

Mas, o que deixou os cientistas realmente surpresos – para não dizer estarrecidos – é que esses elementos, quando observados em laboratório, apareciam ora na forma de partículas (aqueles pedacinhos de matéria), ora na forma de ondas de energia.

E o mais incrível (quando assunto é Física Quântica, tudo é incrível) é que o estado dos átomos dependia de quem os observava…

Para ajudar no entendimento do assunto. Pense o seguinte: se o cientista A olhasse, os elementos subatômicos eram partículas. Já se cientista B os olhasse, eles apareciam em formato de ondas.

É mole? Essa conclusão, simplesmente, subverte o tripé dos fenômenos naturais…

– Tá, mas o que isso tem a ver com o Coaching e com o blog da SBCoaching?

Semana que vem eu conto. Nesta mesma quarta-feira, neste mesmo espaço quântico!

Uma incrível viagem pela Física Quântica

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