Por que não nos empenhar em deixar nossa vida e das pessoas que amamos mais suave?

Por que não nos empenhar em deixar nossa vida e das pessoas que amamos mais suave?

(Por Sandra Rosenfeld)

O título deste artigo li numa entrevista do autor Guilherme Leme e não consegui deixar passar em branco. Frase tão simples, mas tão cheia de significado.

Realmente, já que estamos aqui, porque não nos esforçar para tornar nossa estada a melhor possível? Por que não nos empenhar em deixar nossa vida e das pessoas que amamos mais suave? Por que não colocar isso como nossa meta principal e, a partir daí, fazer o nosso planejamento de vida?

Sim. A ideia é ter uma missão central de vida. E todas as outras coisas girarem em torno dessa missão. A pergunta a ser feita sempre é se estamos indo ao encontro da nossa missão ou de encontro.

Ao encontro é quando estamos em acordo e de encontro é quando estamos em oposição. Se estamos mantendo a direção almejada ok, caso contrário, vamos rever o que está acontecendo para realinhar nossas atitudes e propósitos.

Uma forma de não perdermos nosso foco principal é que ele esteja constantemente visível aos nossos olhos e, porque não, ao nosso tato?  Mas como? Preparando algo como um quadro. Um trabalho manual que pode ser muitíssimo interessante e divertido.

Se você é só, não tem cônjuge e nem filhos, faça sozinho ou até com um amigo que conheça você bem. Se você já tem um parceiro e filhos então todos podem colaborar.

Isso vai ao encontro da missão central?

Isso vai ao encontro da missão central?

Vamos lá? Podemos usar uma cartolina ou duas unidas se precisar. No centro escrevemos a missão central que vai nortear a nossa vida. Pode ser uma ou mais palavras, por exemplo, ser feliz.

Partindo dessa missão de vida já escrita abrem-se gomos e dentro de cada um escreve-se o que se deseja para a vida. Sempre partindo e indo ao encontro da missão central. Pode-se e deve-se colocar data limite quando for algo a ser realizado. Aí deve entrar tudo que toda a família desejar, tanto material quanto afetivo e até espiritual.  A minha sugestão é que, depois do quadro feito, prenda-o em local visível a toda a família para que nunca se esqueçam da missão central.

Depois é fazer a pergunta certa a cada momento e também sempre antes de tomar uma decisão importante: isso vai ao encontro da missão central? É como um mantra. Pode parecer simples, mas exige disciplina e consciência.