O Coaching e a sabedoria pessoal!

No Coaching, a mente sempre deve estar aberta ao aprendizado

Amigos, na postagem anterior nós viajamos à Grécia antiga para entender como o Coaching pode levar alguém a alcançar o verdadeiro conhecimento, a partir da prática de autorreflexão. E soubemos que o Coaching não só motiva a reflexão como, indo além, estimula o autoconhecimento pela busca de respostas a perguntas sobre o que sabemos a respeito de nós mesmos e do nosso desempenho, bem como sobre o que não sabemos. É o aprender como não fazer certas coisas, como fazer outras de forma melhor e como criar algo novo.

No Coaching, existe a orientação a perseguir um tipo de sabedoria pessoal, com compromisso de mudança e melhoria consigo mesmo. O desejo de ampliar performance e produtividade estão entre as mais citadas referências nas pesquisas da American Management Association e, para o processo ser eficaz, o coachee tem que adotar mentalidade aberta à aprendizagem e à mudança de hábitos. Atualmente, há o reconhecimento de que o Coaching, principalmente em organizações e negócios, abrange várias áreas de conhecimento e metodologias.

Estudos e pesquisas identificaram que as disciplinas das ciências sociais que mais contribuem para com o Coaching incluem Psicologia, Sociologia, Linguística e Antropologia as quais, no conjunto, emergiram da Filosofia, no Século XX. Muitos estudiosos defendem que o Coaching deve ser considerado como atividade multidisciplinar, sendo o principal objetivo melhorar o bem-estar, aumentar o desempenho e facilitar a mudança do coachee.

Sabe-se que a cognição humana é estruturada em ações e interações, com processo de observar e vivenciar. A relevância dessa idéia-chave, principalmente no Coaching Ontológico, é de que o coachee está limitado pela forma como observa seu mundo, sendo o papel essencial do coach criar um contexto seguro que permita ao cliente tornar-se um observador com a capacidade de agir de forma eficaz. Os questionamentos e desafios feitos pelo coach tentam levar o coachee à compreensão mais profunda de suas “verdades e valores” pessoais.

E por falar em hábitos e mudanças, o coach efetivamente dedicado à atividade nunca deve parar de estudar, pesquisar, conhecer os avanços conceituais e práticos do Coaching e, o que também é relevante, buscar conhecimento ampliado sobre o contexto em que se propõe atender. Nos últimos anos, o Coaching tem sido beneficiado pela conjugação de idéias oriundas de outras áreas: a perspectiva humanista; a abordagem baseada em comportamento; a aprendizagem ou desenvolvimento de adultos; o Coaching cognitivo; o modelo de Psicologia Positiva; o modelo de exploração de novas fronteiras;  a abordagem sistêmica e daí em frente.

Não surpreende haver pesquisas em Coaching com a busca incessante da possível fórmula mágica que explica como atingir o “sucesso”.  Nem todos sabem o que significa “sucesso” ou “fracasso”, pois esse é um conceito ambíguo, vinculado ao universo específico de cada pessoa. O que mais se deseja efetivamente conhecer é de como o processo de Coaching pode melhor ser aplicado em cada caso, com as suas próprias peculiaridades, de forma a que todos os fatores envolvidos sejam bem conduzidos e o resultado final atingido.

Então, debater qual é a melhor formação de base para um coach torna-se irrelevante, dado o Coaching ser multimetodológico e multidisciplinar. Esse tipo de competência necessária ao coach, para o coachee perseguir a “sabedoria pessoal”, não é e nem será domínio ou monopólio de uma única área do conhecimento humano.