Mobilidade de talentos requer novos conhecimentos.

Mobilidade de talentos requer novos conhecimentos.

(Por Marinaldo M. Guedes)

Virou moda no Brasil falar de mobilidade urbana, é uma necessidade que ninguém mais pode esconder. É preciso uma melhora urgente ou as grandes cidades vão travar. Nas organizações também ocorre a mobilidade de talentos.  Um conceito ainda novo, mas com prática bem difundida. São três modalidades básicas.

A mobilidade de talentos entre departamentos. Uma necessidade institucional para garantir o aprendizado do executivo ou trainee em todas as áreas da empresa. Entender a organização por inteiro pode fazer a diferença na formação do profissional. Exercitando a resiliência, na descoberta de cada etapa, esse profissional chega bem ao final do rodízio. Muitas empresas estão estimulando a mobilidade interna de talentos.

Outra mobilidade de talentos é a interorganizacional. Quando sai da empresa e faz pouso em outra, notoriamente na concorrência. A mobilidade entre empresas apavora a diretoria, lamenta-se muito a perda do talento quando é um profissional acima da curva.  Distante disso, em casos de extrema rudez comportamental, é melhor o cidadão migrar para a concorrência e causar danos em outra freguesia.

E, finalmente, tem a mobilidade de talentos entre mercados. Esse último, pelo custo do desapego do profissional, é o menos cotado. É mais desafiador.

Mobilidade de talentos requer novos conhecimentos. Alguns, além de suas habilidades normais, interpessoais, de exatas ou de mercado. O executivo vai precisar fazer essa movimentação interna. O coaching entra exatamente nesse caldeirão de insegurança e pressão. E o profissional só vai dar resultado satisfatório quando seus valores estiverem alinhados com a nova função, empresa ou mercado.

A mobilidade de talentos necessita de estratégias, não ocorre de uma hora para outra.

A mobilidade de talentos necessita de estratégias, não ocorre de uma hora para outra.

O coaching facilita a mobilidade usando técnicas e ferramentas cientificamente validadas. Porém, acima de tudo, é preciso que a pessoa entenda onde está para poder movimentar-se na direção correta.  A mobilidade de talentos necessita de estratégias, não ocorre de uma hora para outra, é preciso marcar território. Além de obter resultados, é preciso comunicar que houve esse resultado. Lembre-se da máxima do marketing que afirma ser esse o grande diferencial entre a galinha e a pata. A galinha sabe comunicar resultados. A pata é obscura, mesmo produzindo bons resultados.

O certo é que em qualquer mobilidade de talento é preciso saber que metas se quer atingir, quais são as motivações de carreira.

Pelo visto você está na mesma barca que a maioria dos executivos atuais. Falta tempo para cuidar do marketing pessoal. E sem esse marketing a mobilidade pode gerar resultados acanhados ou até catastróficos. O bom é que tempo é uma questão de prioridade. Pessoas bem sucedidas equilibram o que há para fazer e o que precisa ser feito com urgência. Não custa lembrar que você é o único responsável pelos seus resultados e que é preciso estar bem, além de capacitado, para elevar-se na carreira. Cada vez mais as pessoas estão se apropriando de suas carreiras.

O profissional passa a refletir melhor sobre si e seus comportamentos. Quais são os pontos fortes e o que deve ser desenvolvido. Encontra e entende os seus valores, missão, estratégias, competências e performances. Tudo alinhado, é hora de marcar território com sua melhor performance.