(Por Mariana Viktor)

Primeiro um convite: assista a este vídeo. Apenas três minutinhos da sua vida, vai…

As legendas, em português, são ativadas na barra de ferramentas do próprio vídeo, na parte inferior junto aos outros comandos.

E agora pergunto: o rapaz do vídeo leva a vida a sério ou é ingênuo?

Como ninguém vai saber sua resposta, exceto você mesmo, pode ser sincero. Sem julgamentos.





Um amigo meu postou este vídeo em seu perfil no Facebook e comentou que se coisas assim fossem mostradas às crianças, nas escolas, quem sabe algo mudasse pra melhor. E completou dizendo que tinha essa opinião mesmo, correndo o risco de parecer ingênuo. Logo abaixo um amigo deste amigo sentenciou: “É ingenuidade!”

Se essa também é sua primeira opinião, reflita por um momento.

Todos querem um mundo melhor, mas como chegar lá se desde pequenos aprendemos a competir? Se enquanto crescemos nos ensinam a sentir medo, raiva, culpa, vitimização, preconceito e inveja? E tudo isso, de tantas maneiras – até maneiras bem-intencionadas, porque nossos pais e professores também nos ensinam isso depois de receber ideias tortas de seus pais, que as receberam dos pais deles e assim para trás desde que o mundo é mundo.

E quando o amor entra na pauta, ele já vem envolto em cobrança, carência e dependência ou então na ‘melosidade’ de certas canções – sendo associado à dor da saudade, da traição, do desprezo. Até o amor-próprio é ensinado de forma tão distorcida que acaba virando egoísmo, narcisismo, vaidade, orgulho…

Se nos ensinassem a sentir amor, como o que sente o rapaz do vídeo, assim despretensioso, começando pelo amor por nós mesmos, o mundo seria o lugar que todo mundo reclama que o mundo não é. E reclamar parece ser uma grande solução, porque aprendemos a reclamar com maestria. Se não reclamamos somos ingênuos, passivos, alienados. Não é assim?

O bem-estar, a prosperidade e a realização, seja em que área da vida for, está naquilo que faz nosso olho brilhar.

O bem-estar, a prosperidade e a realização, seja em que área da vida for, está naquilo que faz nosso olho brilhar.

É utopia mudar o mundo? Então tá, mas que tal mudar ao menos a nós mesmos? Senão pela vontade de fazer a diferença para os outros, ao menos usando a inteligência para perceber que o bem-estar, a prosperidade e a realização, seja em que área da vida for, está naquilo que faz nosso olho brilhar, e que isso acontece (e só acontece) quando estamos felizes por ser quem somos, quando conseguimos conectar a vida com o amor – mais do que com a raiva, o medo, a insegurança, a inveja, o estresse.

Essa é uma escolha que podemos fazer agora para mudar o nosso mundo já, agora. Então, o que você pode fazer, entre hoje e amanhã, para que o seu mundo torne-se um lugar melhor, começando dentro de você?