São palavras muito duras ou jocosas, ameaças, injúrias, sempre com o objetivo de rebaixar, humilhar, oprimir, amedrontar, tiranizar e maltratar.

São palavras muito duras ou jocosas, ameaças, injúrias, sempre com o objetivo de rebaixar, humilhar, oprimir, amedrontar, tiranizar e maltratar.

(por Sandra Rosenfeld)

Ouvimos falar com frequência da violência física, mas pouco da psicológica, ou mais conhecida como violência verbal. No entanto, as duas são brutais e causam danos, muitas vezes, irreversíveis ou que demandam muitos anos de tratamento para o alívio das sequelas deixadas.

Geralmente a violência física vem acompanhada da psicológica. No entanto, a psicológica, na maioria das vezes, é realizada sem chegar ao extremo da violência física.

São palavras muito duras ou jocosas, ameaças, injúrias, sempre com o objetivo de rebaixar, humilhar, oprimir, amedrontar, tiranizar e maltratar. Às vezes essa prática vem escondida sob a capa de brincadeiras que deixam o outro sem graça, envergonhado e, muitas vezes, sem condição de defesa, afinal é apenas uma “brincadeira” e que, normalmente, parte de alguém de mais poder ou força.

A violência psicológica não acontece como muitos pensam, somente nas classes sociais menos favorecidas, pelo contrário, acomete todas as classes sociais e não se restringe apenas aos homens, mas também as mulheres e as crianças.

Sim, crianças e adolescentes.

Estão aí os casos de bullying para confirmar, onde crianças e, ou, adolescentes, geralmente em grupos, fazem chacotas, colocam apelidos, implicam sem piedade, fazendo com que o colega se sinta rejeitado, inadequado, incompetente e triste, muito triste.

Há, também, o bullying nas empresas. Hoje muitos executivos e organizações já respondem a processos no mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil, por assédio moral que nada mais é do que bullying.

O Bullying, o assédio moral, a violência verbal tudo isso se resume em Violência Psicológica que é sempre praticada por quem está numa posição de poder em relação à outra pessoa. Esse poder pode ser físico, financeiro, pelo cargo ocupado e também o poder formado por um grupo. Tanto faz a classificação do agressor, é sempre uma covardia.

A violência psicológica é muito utilizada na vida conjugal numa tentativa de anular, desqualificar, desmerecer e dominar o parceiro. Também é comum t que um dos cônjuges, ou às vezes até os dois, invista a sua revolta e a sua dor nos filhos.  Da mesma forma, há casos de idosos sofrendo com esse tipo de agressão, como temos assistido em algumas reportagens.

A conclusão que podemos chegar é que dar um basta nessa situação, o quanto antes, seja pela vítima ou por quem é observador dos fatos

A conclusão que podemos chegar é que dar um basta nessa situação, o quanto antes, seja pela vítima ou por quem é observador dos fatos.

As vítimas desse tipo de abuso (que é a violência psicológica), devido à pressão sofrida, têm a sua saúde física e mental abaladas, a autoimagem e a autoestima quebradas. A tendência é a apresentação de vários distúrbios como insônia, depressão, dores de cabeça, dores no corpo e por fim podem desenvolver neuroses.

A conclusão que podemos chegar é que dar um basta nessa situação, o quanto antes, seja pela vítima ou por quem é observador dos fatos, é de vital importância. O tempo em que briga de marido e mulher não se mete a colher ou que os pais tinham total poder sobre os filhos, podendo até espancá-los, é coisa do passado.

Atualmente ninguém mais tem o direito de se manter ausente e, todos nós temos o dever moral, ético e de amor, de tomar as medidas necessárias para proteger quem está sofrendo esse tipo de abuso, mesmo porque hoje existem instituições que protegem a mulher, o idoso, a criança e todos nós.