Pode ser que tenhamos medo de mudar por saber que isso vai alterar a rotina da nossa vida e não sabemos em que direção.

Pode ser que tenhamos medo de mudar por saber que isso vai alterar a rotina da nossa vida e não sabemos em que direção.

(por Marco Beck)

– Que legal! E agora, o que vai fazer?

– Nada, ora. Me dei conta de que estou errado.

O diálogo parece absurdo, não é? Mas é o que 105,21% das pessoas fazem, incluindo você e eu. O exagero no percentual é para reforçar a ideia de que uma coisa é se dar conta de uma atitude equivocada, que vem trazendo resultados indesejados – e outra, muito diferente, é transformar o dar- se ‘conta’ em ação… e mudar.

Para muita gente, e já aconteceu comigo, perceber um problema parece suficiente para que ele se resolva por si só, por mágica, devagarinho, sem que seja preciso agir. Sabe aquela história de fazer omelete sem quebrar os ovos?

Por que fazemos isso?

Por várias razões. Pode ser que tenhamos medo de mudar por saber que isso vai alterar a rotina da nossa vida e não sabemos em que direção. Talvez nosso jeito de levar as coisas, mesmo com resultados infelizes, esteja associado com alguma lembrança boa do passado e, romper a atitude, pareça um rompimento com essa memória feliz. Ou quem sabe eu tenha aprendido o comportamento com alguém que é ou foi importante pra mim, e mudar o comportamento represente, para minha emoção, um desrespeito a essa pessoa. Ou pode ser que eu tenha medo de criar conflitos e a mudança gere uma batalha com quem convive comigo. Ou que eu espere alguém me autorizar a mudar porque sempre esperei que os mais velhos e investidos de autoridade me dissessem o que fazer.

Como mudar?

Se você subir um degrau por dia, ao final de um mês terá subido 30 degraus na direção do seu objetivo.

Se você subir um degrau por dia, ao final de um mês terá subido 30 degraus na direção do seu objetivo.

Com três passinhos:

1) Examine ra-ci-o-nal-men-te as razões acima ou outra que esteja impedindo o seu avanço, e pergunte a si mesmo o quanto há de verdade nessa razão – de 0 a 10. Você descobrirá que do ponto de vista racional não há verdade alguma nesse medo ou resistência.

2) Pergunte-se: como mudar conservando as coisas boas do estado atual e abrindo mão das coisas ruins? Você ficará surpreso com a criatividade da sua mente se você fizer a ela perguntas novas, que a levem a achar novas respostas.

3) T.B.C. – Trata-se de uma ferramenta básica do Coaching. Depois de dar os dois passos anteriores, erga-se e aja, nem que seja um pouquinho por vez. Se você subir um degrau por dia, ao final de um mês terá subido 30 degraus na direção do seu objetivo.

Não ficou mais fácil encarar transformações com essa perspectiva?

Vamos nessa!