O que nos enche de tédio é o ponto de vista gasto, o pensar “viciado”, a falta de atenção, o olhar habitual e a interpretação que fazemos de tudo e de todos os que nos cercam.

O que nos enche de tédio é o ponto de vista gasto, o pensar “viciado”, a falta de atenção, o olhar habitual e a interpretação que fazemos de tudo e de todos os que nos cercam.

(por Mariana Viktor)

Sem a ilusão de que algo nos próximos anos comece a mudar na educação brasileira, o vídeo abaixo vale pela utopia e convido você a imaginar como seria sua vida se tivesse crescido dessa maneira mais interativa – que muitos podem considerar “irresponsável”.

Assista o vídeo:

Se não deu para crescer, exteriormente, desse jeito, será que isso aconteceu por dentro?

Depois de assistir ao vídeo, uma amiga sugeriu que ‘as pessoas seriam muito mais felizes aprendendo com as experiências, tocando, sentindo, experimentando, realizando’.

Não houve estímulo para crescer interiormente? Sem problema. Mesmo para quem estudou numa escola tradicional ou para quem cresceu numa família que valoriza, acima de quase tudo, notas altas no boletim, até para quem nunca foi incentivado a descobrir que viver é essencialmente experimentar a vida e fazer conexões dentro-fora-dentro, enfim… mesmo para esses ainda há tempo de virar o jogo.

Porque se é verdade que as crianças são naturalmente curiosas na medida em que absolutamente tudo é novo para elas, não é menos verdade que perder o brilho no olhar não é o destino de todo adulto. Não é a falta de novidades ou os problemas de gente grande que enferrujam a vida (quem disse que as crianças não têm problemas?).

O que nos enche de tédio é o ponto de vista gasto, o pensar “viciado”, a falta de atenção, o olhar habitual e a interpretação que fazemos de tudo e de todos os que nos cercam, incluindo nós mesmos. É por isso que a vida se torna vazia.

Tedioso não é o dia – é o nosso olhar, que anda precisando de upgrade.

Tenha você 30 ou 90 anos, ainda dá tempo. Você tem algo mais importante a fazer com seus dias.

Tenha você 30 ou 90 anos, ainda dá tempo. Você tem algo mais importante a fazer com seus dias.

Andamos tão encolhidos, tão tabulados, confusos e estressados com nossa própria autocobrança que nem passa pela cabeça – e principalmente pelo coração – viver a vida sem esse peso, ser feliz.

Mas, tenha você 30 ou 90 anos, ainda dá tempo. Sempre dá!

Uma das propostas do life coaching é justamente trazer você de volta para você, retirando das suas costas essa mochila cheia de pedras que você anda chamando de “meu jeito” e “sou assim”.

Você tem algo mais importante a fazer com seus dias – ou, perguntando de um jeito direto, dá para fazer qualquer coisa realmente importante na vida carregando pedras que sequer são suas?