Baixa estima é isso: um problema – não uma maldição. Tem como resolver.

Baixa estima é isso: um problema – não uma maldição. Tem como resolver.

(por Marco Beck)

Por trás de todo bloqueio, raiva, tristeza, mágoa ou de toda emoção negativa que nos paralisa, existe um buraco na autoestima.

Quem se trava na hora de falar em público ou na cama, quem arma barraco no trânsito ou transforma conversa em discussão, quem segue ressentido com um episódio que aconteceu há 20 anos como se o episódio acontecesse hoje de manhã? Quem reage assim não está sendo dominado pela sensação de não ser bom o bastante.

Pois buraco na autoestima é isso: a sensação de não ser bom o bastante, de gaguejar, de os outros perceberem, de ser trocado por alguém melhor – no emprego, no colchão, no coração…

Mas tenho duas boas notícias para você!

Primeira: você não está sozinho(a). Todos temos medo de não ser bons o bastante, por mais que muitos escondam o medo atrás do dinheiro, do poder, da rebeldia, das respostas prontas e da fachada de autossuficiência. Ou você acha que por detrás da marra do chefe ou do nariz empinado daquele amigo não existe um buraco na autoestima?

Saber disso pode não resolver o seu problema, mas ajuda a ter uma perspectiva correta sobre ele: se todo mundo padece de baixa estima, então eu não sou a pessoa mais coitadinha e desgraçada do planeta. Minha baixa estima é isso: um problema – não uma maldição.

Segunda: tem como resolver o problema.

E o primeiro passo é absolutamente prático: mudar sua autoimagem negativa. Isso é possível, por mais que seu senso crítico interno grite na sua orelha que você é um ninguém, que já tentou de tudo e nada deu resultado, que os outros podem chegar lá, mas você não.

Da mesma forma que a gente aprende a dirigir, a falar ou a escrever, também aprendemos a nos querer mal, a nos ver pequenos, a precisarmos da aprovação dos outros (que, por sinal, também precisam da aprovação dos outros).

Essa é uma das maiores missões do Coaching: ajudar a pessoa a sair do castelo mal-assombrado em que sua criança interior a mantém presa .

Essa é uma das maiores missões do Coaching: ajudar a pessoa a sair do castelo mal-assombrado em que sua criança interior a mantém presa .

Todo comportamento é aprendido. Já parou para pensar nisso?

E, se eu aprendi a me querer mal, posso desaprender tal comportamento e aprender outro, positivo, fortalecedor, de me querer bem, ver-me com bons olhos, ser meu amigo e confiar no meu próprio taco.

Essa é uma das maiores missões do Coaching: ajudar a pessoa a sair do castelo mal-assombrado em que sua criança interior a mantém presa e onde ela se vê num beco sem saída, incapaz de vencer o fantasma ‘do coitadinho’ que a acompanha há tanto tempo.

E quando isso acontece não há no dicionário palavra que possa traduzir essa dupla felicidade – a da pessoa que renasce e a do coach que é seu parceiro neste renascer.