mudanças e olhar no espelho

Se “olhar no espelho” é necessário em alguns momentos na vida

(Por Claudia Hölter)

Há um tempo em que precisamos ver a nossa face refletida em um espelho para retocar a maquiagem, fazer aquele penteado da moda e trocar aquela velha calça jeans, já tão moldada ao nosso corpo, por outra, mais estilosa.

Há um tempo em que precisamos esquecer aquele velho caminho que leva sempre aos mesmos lugares, as mesmas velhas lembranças com suas lutas e alegrias e entrar em uma nova rota em direção ao que sempre desejamos.

Este tempo chegou para você! Você tem algum objetivo de melhoria ou mudança pessoal ou profissional que tem se mostrado resistente ao longo dos anos, apesar de seus esforços e sincera intenção de mudança?


Há mais de 30 anos, especialistas em desenvolvimento dos quadros mentais e complexidade do processo de pensamento em adultos da Universidade de Harvard, vêm pesquisando sobre as reais motivações ou crenças que existem por trás da resistência à mudança. Segundo os pesquisadores, o desafio de mudar ou melhorar um determinado padrão comportamental é, frequentemente, confundido com a ideia de aprender a “lidar com” ou “adequar-se” a um novo contexto. Sem dúvida, este aprendizado exige certas habilidades ou novos recursos, que possibilitem uma melhor adaptação do indivíduo a uma situação desconhecida. Porém, só isso não é suficiente para enfrentar os desafios de um processo de mudança, visto que a maioria das pessoas precisa de uma estrutura que as ajudem a fazer a ligação entre a sua intenção e o seu comportamento, além de gerenciar efetivamente seu sistema de ansiedade (Sistema Nervoso Simpático-SNS), que nada mais é que o seu sistema de autoproteção.

hora de mudar

Toda hora pode ser hora de mudança

Segundo os estudiosos de Harvard, são as reações oriundas desse sistema de autoproteção que impedem sistematicamente algumas pessoas de alcançar o que mais desejam. Para Flores-Mendoza, em “Introdução à Psicologia das Diferenças” (2008), quando o SNS recebe sinais de ameaça subjetiva (por exemplo, ameaça à autoestima ou fracasso) ou de castigo e frustração (aos sinais de que uma recompensa não vai chegar), ele excita-se automaticamente, prepara o organismo para uma emergência, luta ou fuga e aumenta suas atividades produzindo reações que são classificadas como ansiedade, medo, angústia, raiva, frustração etc. Portanto, na verdade o que está por trás da resistência à mudança são essas reações ou motivações que trazem o sentimento de estarmos sem defesa, por exemplo, na presença de algo novo, que inconscientemente parece ser um perigo para a pessoa. Mas a grande descoberta dos cientistas é que esse sistema de autoproteção pode ser controlado com técnicas e ferramentas comprovadas da psicologia positiva e neurociências aplicadas ao coaching.

Deixo-lhe então a sugestão de buscar um processo de coaching para lhe ajudar a transformar sua intenção em realidade. Lembre-se que a mudança vai muito além do querer. Além dele, você precisa saber aonde quer chegar, ter uma visão de futuro clara e o que exatamente deseja ver mudado em você. Como já dizia Dalai Lama: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Permita-se mudar para melhor, sempre!