A vida não é um filme, mas por uns minutos pare tudo e faça uma simulação dela como se fosse uma obra cinematográfica.

A vida não é um filme, mas por uns minutos pare tudo e faça uma simulação dela como se fosse uma obra cinematográfica.

(por Mariana Viktor)

A vida não é um filme, mas por uns minutos pare tudo e faça uma simulação dela como se fosse uma obra cinematográfica.

Para quê?

Para descobrir onde está aquele nó, aquele antigo nó que parece ter congelado sua existência num replay sem fim, feito um labirinto onde a paisagem e as pessoas que passam por você até mudam – mas você, estranhamente, parece não sair do lugar, por mais que esteja cansado de buscar a saída.

O freeze (congelamento) está nos relacionamentos, e você termina magoado a cada nova possibilidade de amor? Ou será que é na área profissional, onde você não aguenta mais ver os colegas promovidos, enquanto sua dedicação e talento acabam ficando na poeira? Quem sabe seja na vida social, familiar, ou mesmo no relacionamento você-com-você?

Desligue o celular, peça para não ser interrompido, acomode-se confortavelmente, feche os olhos, respire algumas vezes um pouco mais profundamente e entre num cinema imaginário que é só seu. Escolha a poltrona que oferece visão mais confortável da tela. As luzes se apagam uma a uma e o filme da sua vida começa a rodar, mas numa sequência cuidadosamente editada, incluindo apenas os momentos imediatamente anteriores a cada situação complicada que gerou esse padrão desagradável que tem se repetido na sua história.

O que geralmente se repete em todas essas cenas?

Ao final você terá descoberto algumas chaves importantes que ajudarão a romper o padrão e sair do freeze.

Ao final você terá descoberto algumas chaves importantes que ajudarão a romper o padrão e sair do freeze.

Localize acontecimentos semelhantes que em cada ocasião levaram ao mesmo desfecho. Enquanto segue assistindo ao filme, observe quais atitudes, pensamentos e emoções geraram os resultados que tanto machucaram você. Consegue identificar um padrão? Qual o enredo comum a todas as situações, considerando apenas a sua atuação? A atitude dos outros é uma reação? Se sim, os outros reagem a qual comportamento seu? Se as atitudes dos outros não são uma reação, que impulsos as teriam motivado?

Anote seus insights e conclusões, e ao final você terá descoberto algumas chaves importantes que ajudarão a romper o padrão e sair do freeze, criando um novo enredo e uma nova realidade para o seu filme.