Uma viagem pelas pesquisas em Coaching!

A partir desta minha primeira postagem, passaremos a ter encontro quinzenal neste espaço que a Sociedade Brasileira de Coaching oferece para a publicação de conteúdos que possam  contribuir com a aplicação cada vez mais qualificada do Coaching, no Brasil. E por ser uma excelente oportunidade de trocarmos informações e experiências, desde já fica o convite à participação de todos os leitores, principalmente com sugestão de temas de interesse geral…

A expectativa é a de trazer aquilo que de mais atual se discute, pesquisa e avança no universo do Coaching. Por envolver ferramentas e metodologias afins às práticas adotadas em cada caso particular, e para cada lugar e cultura do cliente, conhecer as novidades nessa área torna-se de fundamental importância para o coach e o coachee serem bem sucedidos em seu desafio conjunto. Esse é o objetivo que pretendo conquistar com vocês.

Para começar, vamos responder uma pergunta típica de muitos acadêmicos: O que garante que o Coaching cumpre o que promete? Qual é a base teórica de sustentação ao Coaching?

Ao analisarem o desenvolvimento das sociedades modernas, estudiosos interpretam que o Conhecimento tem relação direta com estudos filosóficos antigos. Na Grécia, surgiram os sofistas, considerados especialistas na arte de falar bem e preparar uma pessoa para defender seus pontos de vista. Eles eram tidos como sábios, para quem nada era fixo ou imutável. Mas, também sofriam críticas por quem via apenas a ação baseada em opinião (ou o saber ilusório).

Mais de quatro séculos antes da era cristã, Sócrates iniciou um contraponto aos sofistas, pois sua constante busca era a de como o ser humano poderia alcançar o Conhecimento. Para ele, chegar a esse estágio dependia de as pessoas reconhecerem e enfrentarem seus erros e sua ignorância. Ele criou a original forma de aplicar a maiêutica (que, etimologicamente, significa “alcançar a luz”) como resultado de uma sequência de perguntas e respostas rápidas. Ou seja, alcançar Conhecimento nasce da conversa franca de alguém com seu espírito, a razão e a alma. Sócrates levava as pessoas a duvidarem do próprio conhecimento a respeito de um assunto e, depois, instigava-as a conceber uma nova ideia por meio de questões simples.

Platão, discípulo de Sócrates, deu continuidade a essa busca e agregou o princípio de que a libertação de uma pessoa pelo próprio conhecimento está associada, diretamente, ao estado superior de entendimento de tudo que envolve sua vida, tanto no que tem natureza racional como naquilo que é emocional. Para ele, Conhecimento parte do processo de autorreflexão. E depois, outros estudiosos lançaram-se a pesquisar e propor teses sobre o Conhecimento.

Vários deles tiveram vínculos como movimentos científicos ou religiosos, a exemplo de Tomás de Aquino, Galileu Galilei, René Descartes ou, mais recentemente, Emmanuel Kant, Edmund Husserl e Michel Foucault, entre outros. Para todos, há um fundamento essencial e indispensável ao crescimento do ser humano: reflexão sobre o mundo interior e exterior. Hoje, o Coaching é a dinâmica mais efetiva a estimular essa prática, a partir da qual um novo mundo se abre para o coachee e, como na música famosa, “nada será como antes, amanhã”.

Na próxima postagem continuaremos com esse passeio pela História, bem como mostrarei mais dados sobre bases teóricas que suportam todo o trabalho dos profissionais de Coaching.