O Dia Internacional da Felicidade é comemorado no dia 20 de Março e foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas, desde 2012, e celebrado pela primeira vez em 2013, com o objetivo de promover a paz, a justiça, os direitos humanos, o progresso social e a melhoria dos padrões de vida.

Feliz: O que você faz para ser feliz?

O que você faz para ser feliz?

Martin Seligman, diretor do Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia, converteu essa profunda aspiração das Nações Unidas em ações concretas no nosso dia-a-dia através do modelo PERMA, que destaca as bases do desenvolvimento humano positivo. PERMA é um acrônimo formado pelas iniciais de 5 aspectos que as pessoas buscam intrinsecamente para alcançar a felicidade, são eles:

P – Positive Emotions ou emoções positivas
E – Engagement ou engajamento
R – Relationships/social connections ou relacionamentos positivos e conexões sociais
M – Meaning and purpose ou significado e propósito
A – Accomplishment ou realização

Sem dúvida a felicidade ocupa um lugar de destaque na vida das pessoas que sonham em alcançá-la. Contudo, Sonja Lyubomirsky, doutora em Psicologia pela Universidade de Harvard e autora do livro A Ciência da Felicidade (2008), afirma que a felicidade depende muito pouco, por exemplo, do consumo material e, raramente, da nossa conta bancária. Segundo Lyubomirsky, esses fatores não vão mudar muito a nossa habilidade de ser felizes ou ficar mais felizes, porque os seres humanos são propensos, a se adequarem às mudanças sensoriais ou fisiológicas facilmente. Essa adaptação é considerada pelos psicólogos com uma força poderosa chamada “adaptação hedonista”.

Além disso, a autora afirma que a felicidade humana, assim como a altitude, a temperatura ou o QI, está em um continuum – uma escala numérica (Escala da Felicidade Subjetiva), que oscila em níveis muito baixos até os muito altos. Todos nós nos encontramos em algum nível dessa escala e, por isso, é muito importante descobrirmos exatamente em que ponto estamos, antes de começarmos o processo de nos tornarmos mais felizes. Ou seja, precisamos definir o ponto atual, que nos proporcionará a nossa primeira avaliação do nosso “ponto decisivo” da felicidade.

Por exemplo, em uma escala de 1 a 7 – O quanto você é feliz? E por quê? – em que medida essa caracterização lhe descreve? Para saber exatamente qual é o nosso ponto decisivo é preciso uma avaliação contínua desse processo. É necessário registrar, por exemplo, a data em que preencheu a Escala da Felicidade Subjetiva pela primeira vez. O resultado nessa escala é considerado apenas uma estimativa preliminar do ponto decisivo. O fato de ser preliminar deve-se às circunstâncias externas que influenciam, por exemplo, o seu nível de estresse no dia. Caso tenha sido impactado por alguma situação ao seu redor, precisará preenchê-la novamente, com um intervalo de pelo menos duas semanas da primeira vez. Quanto mais freqüente usar a Escala da Felicidade Subjetiva, e mais distante no tempo a fizer, mais digna de confiança é a estimativa do ponto.

Faça mais o que te faz feliz!

Faça mais o que te faz feliz!

Como nós, coaches, podemos auxiliar o desenvolvimento desses cinco aspectos do PERMA? Gostaria de sugerir, para finalizar, algumas ações que você pode começar hoje mesmo para ajudá-lo a trabalhar os aspectos do PERMA criado por Seligman:

  • Faça algo memorável e de valor;
  • Trabalhe com o corpo, mente e alma;
  • Seja grato;
  • Pratique a meditação e o relaxamento;
  • Dedique-se a um hobby;
  • Desligue o Whatsapp e o celular durante a noite e aproveite a companhia de alguém;
  • Cultive momentos de afeto com seus entes queridos;
  • Faça doação, pois é dando que se recebe;
  • Não desperdice água, use este recurso com sabedoria;
  • Avalie o seu trabalho, pois a pessoa que ama a sua ocupação busca equilibrá-lo com outros aspectos da vida para ser mais feliz na vida.

Seja feliz e até a próxima!