Certa vez o poeta chileno Pablo Neruda (Nobel de Literatura em 1971) respondeu em uma entrevista o que ele considerava o mais importante para classificar a real beleza feminina.

E foi sintético: “uma mulher bonita é feita de muitas mulheres”. E era exatamente uma mulher a sua interlocutora: Clarice Lispector,  célebre escritora brasileira.

Deste encontro de mentes tão raras e brilhantes podemos tirar um insight para analisar uma imagem comum da mulher moderna: cada vez mais feita de muitas atribuições, cobranças e desejos, mulheres que trazem diversas peculiaridades, sonhos e preocupações dentro de si.

Segundo um recente relatório da ONU Mulheres (entidade oficial das Nações Unidas), a liderança feminina em esferas políticas e sociais ainda é bastante modesta.

Na prática: em poucos países do mundo existem vozes femininas representadas (em quantidade equânime) nas decisões econômicas, estruturais e culturais das nações.

Individualmente, há os exemplos de presidência na Alemanha, no Brasil e na Argentina, mas o texto em questão é focado em cargos da esfera cotidiana, e justamente por isso, traduz com mais clareza o cenário de desigualdade, aquele que está mais próximo de nossas vidas.

No final de fevereiro houve uma reunião internacional no Chile, encabeçada pela ONU Mulheres, que discutiu diversas pautas que precisam ser implantadas até a metade do século XXI. Resumidamente compartilho um dos trechos do documento divulgado para as autoridades que participaram do encontro (o texto está disponível na internet em português).

Segue a nota:

“No ritmo de progresso atual, serão necessários 81 anos para conseguir a paridade de gênero nos locais de trabalho, mais de 75 anos para alcançar igual remuneração entre homens e mulheres pelo mesmo trabalho realizado, e mais de 30 anos para conseguir o equilíbrio entre mulheres e homens nos postos de tomada de decisão”.

O debate de inclusão e igualdade de oportunidades demanda tempo de reflexão, e uma dose de urgência em ideias para reinventar uma tendência de futuro que pode ser mais justa.

Para finalizar, vamos relembrar a obra de mulheres que são inspirações para a humanidade. Perfis que habitam, com sua delicadeza e empenho, na essência de cada uma de nós.

Mas, essas mulheres – por serem especiais – se tornaram célebres para o mundo, e não somente para os gêneros que aqui convivem, crescem e evoluem durante a jornada da vida.

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Aprecie os cards da campanha “Mulheres que Inspiram” a Feminilidade e o Conhecimento Humano.


SEMANA DA MULHER: ADA BYRON


SEMANA DA MULHER: MARIE CURIE


SEMANA DA MULHER: ZILDA ARNS


SEMANA DA MULHER: SIMONE DE BEAUVOIR


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