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Baby boomers: características e diferenças entre as gerações

Baby boomers, gerações X, Y e Z.
O que esses grupos de pessoas nascidas em épocas distintas têm a nos ensinar sobre convivência em sociedade e aceitação das diferenças?
No mundo dos negócios, por exemplo, é um desafio e tanto para os profissionais de recursos humanos lidarem com perfis tão variados, que tem ideias e perspectivas de carreira diversas.
Tudo isso, é claro, tem muito a ver com a época em que essas pessoas nasceram e foram criadas.
Afinal, o meio interfere na formação da nossa personalidade, nos costumes e hábitos – tanto os bons quanto os ruins.
Não é por acaso que, segundo pesquisa da Amcham Brasil, os conflitos geracionais estão presentes em 75% das empresas no território nacional.
Mas como fazer para resolver essa questão inevitável e, mais do que isso, usar a diversidade a favor dos seus objetivos?
Antes de tudo, é preciso entender o que são cada uma dessas gerações, suas principais características e as diferenças entre si.
Vamos voltar algumas décadas no tempo e iniciar pelos chamados baby boomers. Pronto para começar?

O que significa baby boomers?

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Baby boomers dá nome à geração de pessoas nascidas entre os anos de 1946 e 1964.
A expressão pode ser livremente traduzida como “explosão dos bebês”.
O termo “explosão” é usado aqui com o sentido de “crescimento desenfreado”, o qual causou um “boom” demográfico no planeta, especialmente nos Estados Unidos.
Esse fenômeno se explica pela volta dos combatentes da Segunda Guerra Mundial, que, como uma espécie de ação compensatória pelas vidas ceifadas em batalhas e também pela preservação da espécie, aumentaram a taxa de natalidade.
Trata-se de um episódio bastante comum após eventos traumáticos.

A geração da TV (1950/1960)

Em razão do período que marca os baby boomers, eles também são conhecidos como a geração da TV.
Trata-se de uma coincidência temporal de seus nascimentos com o período de invenção do televisor.
A maioria deles hoje são pais e até mesmo avós, mas eram jovens durante as décadas de 60 e 70.
Por isso, acompanharam de perto grandes mudanças políticas, econômicas e culturais pelas quais o mundo passava na época.
A televisão, evidentemente, teve um papel importante em toda essa transformação.
Ela servia como um meio de propagação de ideias e tendências. Sua mensagem mobilizava a juventude a lutar por seus direitos.
Foi nesse período que acontecerem eventos marcantes no mundo inteiro. O surgimento do movimento hippie, protestos contra a Guerra do Vietnã, a segunda onda do feminismo, a luta pelos direitos dos negros e o combate a regimes totalitários eram algumas das temáticas da época.
No Brasil, os grandes Festivais da Canção, transmitidos pelas TV Excelsior, TV Globo e TV Record, eram a resistência encontrada pela música para protestar contra o governo e injustiças sociais.

Quais são as características dos baby boomers?

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Mais politizados e antenados ao mundo que os rodeia, os baby boomers também tem características bem particulares.
Crescidos em um contexto de maior estabilidade econômica, sobretudo nos países desenvolvidos, os filhos da Segunda Guerra Mundial tendem a ser um pouco mais otimistas quanto aos seus hábitos de consumo.
Com boas oportunidades financeiras no início de suas carreiras, eles conseguiram se estabilizar no mercado, o que possibilitou uma vida sem muitos luxos, mas também sem grandes dificuldades.
O objetivo de boa parte dessa geração é ter um estilo de vida conservador.
Significa casar, ter filhos, comprar uma casa própria, um carro, ter um emprego estável e bons momentos de lazer.

Características de consumo

Os valores compartilhados pelos baby boomers na hora de consumir são basicamente dois: confiança e experiência pessoal.
Para eles, marcas já renomadas no mercado e com as quais possuam algum histórico de compra saem muito na frente de novidades e tendências de momento.
Nem que para isso tenham que pagar mais caro.
Por terem uma condição financeira mais consolidada, os nascidos entre 1950 e 1960 também preferem a qualidade à quantidade.
Isso não significa dizer que eles defendam uma marca em específico, mas que acabam optando pelas mais tradicionais, muito em razão de vivências passadas.
Outro ponto que pesa bastante é em relação à opinião alheia.
Essa geração dificilmente se deixa influenciar por terceiros.
Mesmo que seja alguém de sua confiança, a tendência é seguir de maneira fiel os seus pontos de vista.

Tudo isso é muito importante, mas existe algo fundamental para colocar em prática:
Você precisa de ter hábitos certos, que vão te colocar em ação.


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Continuando...

Qual o perfil profissional dos baby boomers?

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É comum observarmos a trajetória profissional de nossos pais e avós e verificarmos que eles passaram toda ou quase toda a carreira em uma só empresa.
Essa é uma característica que tem tudo a ver com o perfil profissional dos baby boomers.
Aos mais novos, isso pode até parecer comodismo, mas a verdade é que, há alguns anos, a experiência e o tempo dedicado à função eram mais importantes que criatividade, inovação e capacidade de empreender.
O objetivo também era outro: conquistar uma carreira consolidada dentro de uma empresa de renome era o sonho de qualquer trabalhador baby boomer.
Outras características marcantes do perfil profissional dessa geração são a lealdade e o comprometimento com a organização na qual estão trabalhando.
Até por isso eles valorizam muito o plano de carreira e a ascensão hierárquica em uma companhia.
Muitos boomers iniciaram suas trajetórias como office boy e, de degrau em degrau, chegaram a cargos de gestão.
Isso, para eles, era a representação perfeita de realização profissional.
Podemos dizer ainda que a grande diferença entre os nascidos em 1950 e 1960 e os que vieram depois é que os primeiros não se importavam em ficar 10, 20 ou até 30 anos desempenhando a mesma função, desde que o emprego oferecesse toda a estabilidade que procuravam.
Se eles se sentiam seguros no emprego, então, suas prioridades estavam atendidas.
Já outras gerações, como veremos mais a frente, não costumam pensar duas vezes em buscar novas experiências se elas representarem oportunidades interessantes de crescimento.

Origens e conflitos das diferentes gerações no contexto profissional

Com o passar dos anos, muitas mudanças de cenário aconteceram.
As ideias, os objetivos, e a realidade se modificaram, em conjunto com o contexto histórico.
Tudo isso deu origem a gerações com perspectivas completamente diferentes.
Invariavelmente, isso dá origem a conflitos no contexto profissional.
Afinal, a maneira como uma pessoa de 20 anos via o mundo em 1970 é bastante diferente do modo como um jovem com a mesma idade encara a realidade em 2019.

O início das classificações

A proposta de classificar as gerações iniciou justamente com os baby boomers.
Porém, a partir deles, as mudanças acabaram acontecendo em maior velocidade.
Foram classificados como baby boomers indivíduos nascidos em um período que compreendeu 25 anos.
Depois dos baby boomers, veio a chamada geração X, com os nascidos nas décadas de 1960 e 1970.
Os Millennials, também chamados de geração Y, representam aqueles que nasceram do início da década de 80 até meados dos anos 90.
Na sequência, veio a geração Z, ou nativos digitais, que são aqueles que nasceram no final de 1990 e início dos anos 2000.

Quais as diferenças entre as gerações?

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Toda essa diferença geracional impacta na convivência em sociedade, nos relacionamentos interpessoais e também na vida profissional, como não poderia de deixar de ser.
Nas empresas, quando representantes de diferentes períodos da história estão presentes, são indivíduos que também variam em idades, costumes e aspirações, mas convivendo em um mesmo ambiente.
Vamos apresentar agora como se dão essas distinções e como podem acontecer os conflitos entre baby boomers e as gerações X, Y e Z.

Baby Boomers e Geração X

A geração X representa os filhos dos baby boomers.
Logo, podemos dizer que eles se inspiram em seus pais e constroem carreiras à imagem e semelhança de seus responsáveis, correto?
Até poderia ser, mas não é.
Na verdade, o seu foco acaba levando em conta muito mais na lamentações dos seus antecessores do que qualquer outra coisa.
Ao verem seus pais dedicando a vida inteira a uma única empresa, muitas vezes abrindo mão de ofertas melhores por conta de uma fidelidade nem sempre reconhecida, os novatos não herdaram o otimismo em relação às novas oportunidades sociais e políticas.
Eles são mais afeitos às novidades, apesar de serem um tanto inseguros e temerem a perda do emprego para as futuras gerações.
Até por isso, boa parcela deles é composta por idealistas, que sonham em empreender ou mudar de profissão para alcançar a plena realização.
Sua capacidade de aprender e lidar com a tecnologia é superior à dos baby boomers, mas ainda está longe dos millennials e, principalmente, dos nativos digitais.

Baby Boomers e a Geração Y

Os millennials são os netos dos baby boomers e foram os primeiros a chegar à idade adulta após o início dos anos 2000 – o que explica a forma como são chamados.
Em comparação com as gerações anteriores, podemos dizer que eles são mais preocupados com questões de classe e também mais atentos aos problemas ambientais e sociais.
Não é raro ver os representantes dessa geração fazendo trabalhos voluntários, participando de ONGs e engajados em causas que acreditam.
Membros atuantes da sociedade da informação, procuram estar sempre conectados e antenados sobre tudo o que acontece no mundo, o que costuma gerar impaciência e estimular a busca por soluções cada vez mais imediatistas para seus problemas.
Ela veem as relações de trabalho de um forma muito mais horizontal, sem regimes hierárquicos, o que pode causar dificuldade em empresas mais tradicionais.
Por terem contato com a tecnologia desde sempre, os millennials também tem vantagens em relação aos seus antecessores neste quesito – mesmo que não sejam nativos digitais.
Talvez o principal benefício seja a capacidade multitarefa, que possibilita realizar mais de uma atividade ao mesmo.
Com uma rotina cada vez mais dinâmica, essa qualidade é muito bem-vinda e pode ser vista com facilidade na rotina que esses jovens costumam levar.
Dinâmica também é a palavra que define o objetivo da trajetória profissional dos Y.
Nada de ficar muito tempo em lugar que não possibilite crescimento em um período relativamente curto.
Se as gerações anteriores primavam por uma tranquilidade maior, especialmente os mais velhos, o desejo dos nascidos a partir de 1980 é ter novas experiências e adquirir conhecimento.

Baby Boomers e a Geração Z

A geração Z é bastante diferente de todas as outras que a antecederam.
Apesar de muitos ainda nem terem entrado no mercado de trabalho, há características dos nativos virtuais bastante marcantes e que devem provocar mudanças no universo profissional.
Embora seja mais imediatistas e exigentes que os millennials, também são muito mais proativos.
Até por isso, eles mesmos procuram criar as suas soluções quando não encontram nada que os satisfaça no mercado.
Ou seja, o perfil empreendedor é um dos traços que define o grupo mais jovem da pirâmide geracional.
Sua preocupação não está nem tanto em adquirir novas experiências e muito menos em ter um carreira estável.
O principal objetivo se volta a encontrar um emprego que atenda a todos os seus valores.
Mais do que nunca, sustentabilidade e responsabilidade social são pautas fortes e inegociáveis.

O comportamento das gerações e os reflexos na gestão de pessoas nas empresas

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Agora, imagine todos esses perfis trabalhando em conjunto. É um desafio e tanto para a gestão de pessoas, não é mesmo?
Imagine o conflito de interesses profissionais que um baby boomer pode ter com alguém da geração X, Y ou Z, diante de visões de mundo tão distintas.
De um lado, a impressão de que os mais novos não têm paciência para conquistar resultados.
De outro, a percepção de que falta ímpeto para transformar a realidade.
Cabe ao RH fazer a leitura correta e tentar fazer da diversidade de perfis um trunfo para a atuação da empresa – e não o contrário.
Por exemplo, um boomer tem experiência e maturidade para atuar como gestor de uma área específica, na qual tenha plena domínio.
Já um X tem boa vivência de mercado e pode ter sua visão estratégica aproveitada em momentos de crise e de transição na organização.
Um millennial, por sua vez, pode ter a sua habilidade multitarefa utilizada para coordenar um novo projeto ligado à tecnologia.
Um nativo digital, que hoje talvez ocupe a posição de estagiário ou aprendiz, é uma nova força de trabalho que pode ter suas ideias aproveitadas em setores como Tecnologia da Informação (TI), onde há mudanças constantes, que exigem disposição para pensar em soluções inovadoras.
A gestão de pessoas tem inúmeros desafios para lidar.
Aproveitar o que cada uma das gerações tem de melhor é uma delas, mas também é importante pensar em outras variáveis.
Manter seus capital humano motivado exige investir em políticas de benefícios, bonificações e até mesmo em um plano de carreira.
Essas são estratégias interessantes para retenção de talentos.

Como o coaching pode ajudar no desenvolvimento profissional dos baby boomers

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Não é por que você já passou dos 60 que não pode mais buscar o desenvolvimento profissional.
Quem sabe depois de tanto tempo trabalhando para uma mesma empresa, essa seja a hora de retomar aquele sonho e montar o seu próprio negócio.
Se essa for a sua meta, basta se dedicar ao planejamento e, é claro, contar com o suporte oferecido pelo coaching.
Com o apoio de uma metodologia que possui embasamento científico e variadas técnicas de desenvolvimento humano, chegar ao seu objetivo vai ficar muito mais fácil.
Até as crenças e valores construídos ao longo de toda a sua trajetória podem ser revisados.
Afinal, nunca é tarde para aprender algo novo e moldar os conceitos pré-concebidos que temos, em um processo de autoconhecimento que só traz benefícios.
Isso não quer dizer que todo a sua experiência profissional e o anos de serviços prestados não servem para nada, muito pelo contrário.
Toda a sua bagagem pode ser trabalhada e aproveitada de maneira eficaz, com máxima assertividade.
Isso significa identificar os erros cometidos ao longo do caminho para evitá-los, ao mesmo tempo em que reforça os acertos, agora na sua nova carreira como empreendedor.
Dar apoio para que você identifique suas próprias qualidades e possa permitir que elas sejam maximizadas e que você se supere a cada dia: esse é o objetivo do coaching.
Além disso, também é possível desenvolver novas competências comportamentais a partir de um trabalho focado com a metodologia.
É mais uma forma de você se desafiar a ir além.
Quer contar com todos esses benefícios e transformar o seu futuro?
Conheça a rede de soluções oferecidas pela SBCoaching. São cursos completos, com abordagens variadas e com certificação internacional, disponíveis para pessoas de qualquer idade.

Conclusão

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O mercado de trabalho pode estar mais competitivo, mas ainda há espaço para todo bom profissional, independentemente da sua geração.
No fim das contas, essa é a máxima que prevalece.
Você pode ser um baby boomer, X, Y ou Z – e não importa: se for competente no que faz, pode conseguir se colocar na sua área e encontrar boas oportunidades.
Para isso, é claro, você vai precisar aprender a lidar com as diferenças e quem sabe até dividir a sua mesa de trabalho com alguém que possui um perfil bastante distinto.
O desafio é não deixar que as disparidades limitem as possibilidades.
Que tal unir o melhor de dois mundos criar soluções completas? Não são alguns anos a mais ou a menos que vão impedir.
E não é só no ambiente de trabalho que precisamos lidar com diferenças, pois isso também vale para a vida pessoal.
Basta encarar com a mesma naturalidade.
Então, aproveite e nos conte: de qual geração é você? Já passou por algum conflito profissional com um colega que nasceu em outra época?
Deixe o seu comentário no espaço abaixo e compartilhe sua experiência conosco.