Desde que entrou em vigor na última semana, a resolução determinando que o transporte de crianças com até sete anos e meio em carros de passeio deve ser feito em cadeirinhas apropriadas ao seu peso e à idade, trouxe consigo muitas dúvidas sobre suas normas e dificuldade de adequação por parte dos pais. Segundo Villela da Matta, presidente daSociedade Brasileira de Coaching®, uma nova consciência familiar pode auxiliar a família a se adaptar melhor a essa nova realidade, apesar de não resolver problemas técnicos, como o fato da cadeirinha ou bebê conforto não prender em carros com cinto de segurança traseiro curto demais.

O que é necessário para as famílias brasileiras se adaptarem a nova lei

O especialista alerta para o fato de que só a existência da lei e da punição não é suficiente para que a população mude seus hábitos. Para ele é necessário, antes de tudo, haver consciência familiar quanto à importância de se criar um ambiente seguro e saudável para seus filhos. “Daí a relevância do processo de coaching familiar, pois ele auxilia, sobretudo na ampliação da consciência da família em relação à segurança da criança, trabalhando o conceito em grupo, o que é a base para qualquer mudança de comportamento”, revela da Matta.

“O coaching familiar também ajuda a eliminar limitações, consolidar hábitos positivos, criar estratégias, estabelecer trajetos para atingir objetivos, além de promover a orientação contínua em diversos setores, inclusive o financeiro, aspectos fundamentais que devem ser trabalhado para se introduzir novos costumes em nosso dia a dia”, afirma o presidente da SBCoaching®.

O que determina a lei para o transporte de bebês e crianças

A regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito – Contran começou a vigorar no dia 1º de setembro e obriga que o transporte de crianças com até um ano seja realizado somente no bebê conforto; entre um a quatro anos em cadeirinhas; e as que possuem entre quatro e sete anos e meio no booster. Não obedecer a lei equivale a sete pontos na carteira e multa de R$ 191,54.