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Empowerment: O Que é, sua Importância nas Empresas e Exemplos

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Na era das organizações exponenciais, o empowerment assume um papel estratégico nas empresas.
A tradução literal da palavra empowerment, originária da língua inglesa, já resume um pouco de sua essência como ferramenta de gestão: empoderamento.
Talvez você se questione o que esse termo tem a ver com lucros, vendas e resultados em uma empresa.
Reunimos as respostas neste artigo e, acredite, elas vão surpreender você.
Diante de uma nova realidade do mercado de trabalho, com tecnologias emergentes e uma implementação digital cada vez mais acelerada, o modelo de gestão centralizado – pautado por lideranças no estilo “eu mando e você obedece” -, se torna cada vez mais defasado.
Conforme dados levantados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e publicados pela Agência Brasil, 48% das empresas brasileiras já afirmam ter planos de investir em digitalização no próximo ano.
Isso, naturalmente, vai exigir transformações hierárquicas e adoção de novos processos estratégicos.
Portanto, se você deseja saber como posicionar melhor o seu negócio diante de um contexto corporativo cada vez mais competitivo, siga a leitura.
Nas próximas linhas, você vai conferir os principais insights sobre empowerment e como aplicá-lo na prática.

O que significa empowerment na administração?

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Na administração, empowerment significa adotar um modelo de gestão descentralizado, no qual o poder sobre todas as decisões não recai exclusivamente sobre uma única pessoa.
A essência da estratégia consiste em empoderar e capacitar colaboradores para que eles próprios tenham autonomia na tomada de decisões e gerenciamento de suas próprias tarefas e responsabilidades.
A confiança está na base do modelo administrativo focado no empowerment.
Mas é claro que não se trata de simplesmente delegar todas as funções aos colaboradores, sem instruí-los ou capacitá-los.
O empowerment demanda que as lideranças invistam tempo na instrução de seus funcionários para que estes, dentro do modelo, desenvolvam maturidade profissional e cresçam em sintonia com a empresa.

Como funciona o empowerment? 4 Bases do empowerment   

empowerment como funciona 4 bases
Uma estratégia de empowerment bem implementada pode trazer inúmeras vantagens competitivas para pessoas e organizações.
Em artigo publicado na Harvard Business Review, a coach de produtividade Maura Thomas relembra que descentralizar as decisões corporativas – principalmente as de menor urgência – ajuda líderes a preservarem seu bem mais precioso: o tempo.
Em paralelo, o modelo permite que os colaboradores dentro de seus respectivos times se mantenham engajados, cientes da percepção de sua importância no crescimento da organização.
Mas, para uma implementação eficiente, o modelo de empowerment deve seguir quatro bases sólidas.
Abaixo, falaremos sobre cada uma delas.

1. Poder   

As relações de poder são inerentes ao ambiente de trabalho.
Mas, no caso da estratégia de empowerment, a grande diferença é que o poder não é restrito à figura do líder ou gestor.
Em outras palavras, não há espaço para o modelo de gestão autocrático e dominador, no qual o chefe simplesmente emite ordens e espera que todos a sigam cegamente.
Os colaboradores devem sentir-se parte do processo de tomada de decisões – e cientes de suas responsabilidades para arcar com elas.
Por isso, não precisam adotar uma determinada postura “X” quando o gestor está presente e “Y” quando ele está ausente.
Sua produtividade não depende de uma figura de autoridade presente no ambiente.

2. Desenvolvimento

Não há empowerment sem investimento no desenvolvimento de competências.
Para que os colaboradores sintam-se realmente capacitados a tomarem decisões rápidas e estratégicas, eles precisam estar munidos de informações, técnicas e conhecimentos.
Uma organização que aposta com seriedade no empoderamento, invariavelmente, vai ter que fornecer às equipes treinamentos focados no desenvolvimento de um mindset de liderança.
Em artigo publicado na Revista HSM Management, Andrew Atkins, diretor de inovação da Interaction Associates, em Boston, sinaliza que oferecer oportunidades para desenvolver a maestria em seus colaboradores é essencial.
Para ele, deve haver um estímulo para a aprendizagem contínua, com desafios, metas e superação de limites.
Gestão de talentos, portanto, é uma palavra-chave dentro da estratégia de empowerment.

3. Liderança   

Você sabe por que um verdadeiro líder investe na estratégia de empowerment em sua organização?
É porque ele sabe que uma liderança genuína não é centralizada, pois ela consiste em estimular também outras pessoas a se tornarem empoderadas e capacitadas à ação.
O líder sabe que, sozinho, ele é incapaz de fazer a empresa crescer.
Por isso, no cerne da estratégia de empoderamento está o desenvolvimento de lideranças na empresa.
Ainda no artigo publicado pela HSM, Atkins reforça que os colaboradores ficam irritados quando são microgerenciados.
Nesse sentido, propõe a seguinte reflexão: se líderes dos mais variados níveis hierárquicos sempre buscam a autonomia, por que não devem também investir no empoderamento das pessoas lideradas por eles?

4. Motivação   

A motivação é um fator essencial em qualquer ambiente de trabalho, frente aos complexos desafios que uma rotina impõe.
Se aplicado corretamente, o empowerment funciona como um impulso ao autodesenvolvimento e, consequentemente, ao sentido de propósito e realização dos funcionários.
A estratégia de empoderamento implica na aplicação do feedback, de modo que cada colaborador é reconhecido quando tem um bom desempenho e devidamente recompensado quando atinge suas metas.
Como consequência, o clima organizacional melhora de forma geral, e os níveis de produtividade da corporação se tornam elevados.
Tudo isso sem acúmulo de tensões, estresse e mau-humor no espaço de trabalho.
O crescimento é sadio e sustentável.

Aplicação do empowerment nas organizações

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Como você agora já sabe, o empowerment é uma ferramenta estratégica.
Sua aplicação nas organizações, focada no desenvolvimento humano, se reflete em uma série de benefícios operacionais.
O motivo é claro: com a presença da tecnologia, dos softwares e de novas ferramentas nas rotinas empresariais, as decisões precisam ser tomadas cada vez mais rápido – mas sem que percam a qualidade.
Afinal, uma pequena ação equivocada, diante de um contexto cada vez mais acelerado, pode manchar profundamente a imagem da organização perante o público.
O WhatsApp, ferramenta já utilizada por 70% das micro e pequenas empresas de acordo com estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), ilustra perfeitamente essa realidade.
Mas, então, como implementar o empoderamento com êxito?
Abaixo, listamos algumas medidas essenciais.

1. Compartilhar informação com todos os envolvidos

Conhecimento é poder.
Portanto, em uma estratégia de empowerment, informações cruciais sobre o negócio não devem ser restritas a uma única pessoa.
É claro que a ideia não é compartilhar fatos sigilosos com todos os colaboradores da organização, e sim saber conduzir o fluxo de informações de forma inteligente.
O compartilhamento de dados cruciais deve ser filtrado conforme o setor ou time em que as pessoas atuam na empresa.
Essencialmente, informações que contribuam para a autogestão e capacidade de tomada decisões estratégica na rotina de trabalho devem ser partilhadas com os membros da equipe.

2. Dar apoio e liberdade para as pessoas agirem

Não existe estratégia de empowerment sem liberdade.
Em um modelo de cultura organizacional punitivo, os colaboradores nunca vão ser empoderados, pois o medo de errar sempre vai ser predominante e universal, inibindo a ação e a tomada de decisões.
Por isso, a liderança que preza pelo modelo colaborativo e descentralizado de gestão deve incentivar os funcionários a atuarem de forma proativa, a assumirem riscos.
A ideia é que todos se tornem integralmente responsáveis pela postura que assumem diante de um processo ou de um cliente.
Os colaboradores, cientes do senso de visão, da missão, dos valores e propósitos da organização em que atuam, devem sentir-se livres para fazer suas próprias escolhas.

3. Reduzir os níveis hierárquicos e burocráticos   

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Você tem alguma ideia de quais são os principais ladrões de tempo de um gestor?
Um levantamento feito pela consultoria Luzio Strategy Group com 300 executivos, publicado pela Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios, identificou que cerca da metade do tempo de trabalho deles é gasta com questões de nível burocrático.
A complexa realidade do mercado brasileiro ilustra exatamente isto: gerir pessoas e lidar com tarefas operacionais de sistemas bancários e financeiros, contabilidade e impostos, muitas vezes, impedem o líder de desempenhar seu papel estratégico, primordial à empresa.
Nesse cenário, o modelo de empowerment propõe uma solução interessante.
Ao dissolver a hierarquia e incentivar a autogestão nas equipes, permite que os gestores foquem naquilo que é realmente importante.

Vantagens e desvantagens do empowerment nas empresas   

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Como toda estratégia de administração, o empowerment apresenta determinadas vantagens e desvantagens.
Mas é válido ressaltar que eventuais falhas decorrem, principalmente, de equívocos na implementação do modelo.
Os principais benefícios do modelo você provavelmente já compreendeu:

  • Agilidade na tomada de decisões
  • Identificação de novas oportunidades no negócio
  • Resposta eficiente e rápida às crises
  • Níveis mais elevados de autoestima no ambiente de trabalho
  • Produtividade aumentada devido à motivação.

Quais seriam, então, as desvantagens?
Bem, elas estão relacionadas ao estresse, à tensão e aos erros que ocorrem quando um colaborador recebe autonomia sem estar devidamente capacitado e preparado para tomar decisões estratégicas.
No artigo “6 Myths About Empowering Employees” (“6 mitos sobre o empoderamento de funcionários”, em português), publicado na Harvard Business Review, o especialista em liderança David Marquet alerta que colaboradores “empoderados” sem competência técnica e clareza organizacional suficientes causam o caos.
A aplicação da estratégia, portanto, deve ser cercada de cautela e planejamento.

Importância do empowerment nas organizações

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Agora você já sabe o que significa o conceito de empowerment e compreende a importância de aplicá-lo com seriedade para colher excelentes resultados.
Mas, afinal, o que realmente justifica um investimento nessa estratégia e por que ela é tão necessária?
A resposta pode ser compreendida a partir de números.
Um artigo publicado pela Revista HSM expõe uma triste realidade: em média, 84% dos trabalhadores cumprem suas tarefas no ambiente de trabalho por medo ou coerção.
Apenas 12% realizam suas atividades por motivação e, o mais alarmante, somente 4% o fazem por inspiração.
Uma cultura organizacional movida pelo medo, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, não resulta em maior produtividade.
Especialmente no contexto digital, no qual é preciso haver abertura à mudança, o intercâmbio de ideias e insights pode – e deve – ser incentivado.
O empoderamento pode ser a chave para aumentar a motivação da equipe, reduzir a rotatividade dos colaboradores, agilizar processos e manter a organização em ascensão diante das constantes transformações no mercado.

Exemplos de empowerment em organizações   

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Diante de tantos conceitos teóricos sobre empowerment, para compreender como a estratégia realmente se aplica na prática, é interessante conferir alguns exemplos.
Naturalmente, as situações em que o empowerment se aplica variam de acordo com a área de atuação da empresa.
Além disso, a essência do empoderamento está presente em diferentes situações, desde tópicos administrativos até procedimentos envolvendo colaboradores de forma macro.
Por isso, abaixo, você vai verificar três situações completamente distintas nas quais a estratégia foi implementada.
Veja:

1. Flamingo

Um exemplo de empowerment bem aplicado é o da americana Flamingo, uma consultoria estratégica premiada por sua preocupação com os funcionários.
A filosofia da empresa prega o empoderamento dos colaboradores desde o processo de onboarding, ou seja, de recepção.
Os recém-chegados são apresentados a uma cultura organizacional de livre posicionamento político, flexibilidade de carga horária e modelos de trabalho, abertura total a novas ideias e soluções, espírito colaborativo e autonomia baseada em resultados.
“Uma das nossas principais estratégias é dar aos funcionários uma vida de trabalho rica e recompensadora, e nós acreditamos firmemente que o desenvolvimento pessoal e profissional são o caminho para isso”, afirma a diretora de RH Diane Foster, em entrevista ao portal Managers.

2. Valve

A Valve é uma empresa americana de criação e distribuição de jogos, famosa por games como Dota 2, Team Fortress e Counter-Strike.
A organização tem um sistema de gestão de talentos muito interessante, que envolve um empowerment poderoso dos colaboradores.
Imagine poder sentar em qualquer lugar do escritório, criar seu horário de trabalho, escolher os projetos aos quais você quer se dedicar e tomar decisões em posição de igualdade com todo mundo, sem um chefe direto dando ordens?
Parece um sonho, mas esse é o modelo da Valve, que aposta na criatividade e na autonomia dos seus funcionários para alcançar grandes resultados na indústria de games.
A estratégia parece dar certo: seu sistema de distribuição de jogos, o Steam, registrava, em janeiro de 2018, 150 milhões de usuários cadastrados.

3. Starbucks

O Starbucks traz a essência do empowerment em todo o seu modelo de negócio.
A proposta da empresa é capacitar seus colaboradores, para que estes se tornem verdadeiros embaixadores da marca.
Como?
Investindo em capacitação.
A empresa criou uma espécie de “Laboratório de Liderança”, para incentivar o desenvolvimento das competências de liderança entre todos os funcionários, independentemente de seu nível hierárquico.
Howard Schultz, presidente executivo da Starbucks, enfatizou que esse investimento fornece aos colaboradores razões para acreditarem em seu trabalho.
Ao sentirem que são parte de uma missão maior na empresa, eles pessoalmente se engajam mais para elevar a experiência do cliente.
Isso, claro, eleva os níveis de satisfação dos consumidores.
Não é por acaso que a Starbucks é adorada ao redor do globo.

Como um business coach pode ajudar sua empresa?

empowerment como business coach pode ajudar sua empresa
A implementação de um modelo de gestão descentralizado traz benefícios expressivos, mas é desafiadora na mesma proporção.
Por isso, contar com o auxílio de um business coach é uma excelente estratégia.
O coaching executivo é uma metodologia que ajuda grandes lideranças a desenvolverem seu pleno potencial e, consequentemente, aplicarem o mindset de liderança na essência de suas organizações.
Mas é claro que tudo isso exige muito planejamento e foco no desenvolvimento humano.
Como as características, potencialidades e dificuldades de um negócio são muito particulares, o acompanhamento de um coach executivo – profissional capacitado para treinar equipes e motivar o desenvolvimento de novas competências -, representa um auxílio muito relevante.
Com o coaching, fica muito mais simples levar o conceito de empowerment à prática.

Como se tornar um coach?   

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Coaching e empowerment são estratégias que se correlacionam.
Portanto, se você deseja usufruir das ferramentas de coaching para aprimorar seu formato de liderança e empoderar seus colaboradores, lembre-se de que também é possível obter uma formação na área.
Para se tornar um coach executivo, o primeiro passo é encontrar uma instituição de confiança para realizar o treinamento – em módulos presenciais e no formato e-learning.
A SBCoaching, presente no Brasil desde 1999, oferece treinamentos com uma metodologia exclusiva no país – a única reconhecida por associações internacionais como a Association for Coaching (AC) e o Worth Ethic (WE).
Abaixo, você pode conferir mais detalhes sobre a formação exclusiva da SBC.

Formação em coaching SBCoaching

Com treinadores capacitados e presentes nos quatro cantos do país, a SBCoaching é uma das maiores escolas de coaching do mundo.
Elaborado a partir da missão de formar coaches de alto nível, éticos e competentes, o programa de Executive Coaching possui um conteúdo programático focado em aprimorar estratégias de liderança.
Ao fornecer noções de Assessment, Leadership, Team e Alpha Coaching, o curso faz com que o líder sinta-se plenamente capacitado a solucionar conflitos, motivar, engajar e empoderar seus colaboradores.
A formação em coaching da SBCoaching é o caminho para quem deseja exercer autoridade de maneira estratégica e realmente prosperar nos negócios.
Ficou interessado em investir na formação da SBCoaching?
Para mais informações sobre treinamentos, acompanhe a agenda de cursos ou entre em contato pelo site.

Conclusão   

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Implementar um modelo de administração focado no empowerment é um desafio.
Principalmente em um país que ainda engatinha diante das novas tecnologias e que apresenta complexidades profundas na relação entre empregadores e empregados, fato refletido pelo elevado número de ações trabalhistas que tramitam no judiciário.
Foram 355.178 ações trabalhistas só no primeiro trimestre de 2018, conforme dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
No entanto, as transformações globais exigem que mudanças ocorram.
Mesmo as empresas tradicionais têm que se reinventar – por mais difícil que possa parecer.
A chave para a adoção de um modelo de empoderamento não é cercado de mistérios.
O caminho é claro: investir em desenvolvimento, capacitação e conhecimento.
Essa busca já orienta a gestão de talentos nos cases citados neste artigo e pode ser adotada por gestores como você.
E, nessa jornada, o coaching tem o potencial de ser um dos seus grandes aliados.
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