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Empresa Júnior: o que é, como funciona e vantagens

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Você ainda vê a empresa júnior como uma aventura universitária?

Pois saiba que essas empresas formadas por estudantes estão movimentando milhões de reais e desenvolvendo projetos com grandes marcas pelo Brasil.

Muito mais do que negócios experimentais, as chamadas EJs concentram tendências e levam o melhor da tecnologia e inovação para seus clientes.

Afinal, é na universidade que se encontra o estado-da-arte em conhecimento, e as empresas precisam aproveitar essa chance de acessar o saber acadêmico.

Hoje, há centenas de empresas juniores no Brasil em um movimento organizado que pretende ampliar seu impacto social e econômico, ganhando cada vez mais relevância para organizações e sociedade.

Em seu modo de operação, essas empresas se parecem com qualquer outra, embora não tenham fins lucrativos.

Vamos conhecer de perto as operações e vantagens das EJs:

  • O que define uma empresa júnior
  • Como funciona uma EJ
  • Razões para escolher empresas juniores
  • Benefícios da contratação das entidades
  • Passos para montar uma empresa júnior
  • Movimento Empresa Júnior (MEJ) no Brasil
  • Liderança brasileira em empresas juniores
  • Verdades e mentiras sobre essas empresas
  • O papel do coaching na vivência empreendedora.

Depois de ler este artigo, você terá uma nova visão sobre as empresas juniores e possíveis caminhos para o empreendedorismo.

O que é uma Empresa Júnior?

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Empresa Júnior ou EJ é uma organização sem fins lucrativos de cunho educacional, gerida exclusivamente por alunos de graduação, que presta serviços para empresas sob orientação de professores.

De acordo com a Confederação Europeia de Empresas Juniores (JADE), o objetivo central das EJs é consolidar e reforçar o aprendizado, ao mesmo tempo em que contribuem com organizações públicas e privadas.

Em sua estrutura, as empresas juniores são idênticas às empresas reais, com princípios de governança corporativa e regulamentação própria.

Geralmente, os serviços são prestados a pequenas e médias empresas, mas também podem atender às necessidades de grandes empresas, ONGs e órgãos públicos.

Quais as características?

As empresas juniores são vinculadas a uma instituição de ensino superior e oferecem aos alunos uma oportunidade de adquirir experiência profissional, especialmente na criação de projetos de consultoria.

Por terem finalidade educacional, essas organizações apresentam estruturas de baixo custo fixo e preço significativamente abaixo do mercado, o que as torna muito atrativas em termos econômicos.

Além disso, as EJs são conhecidas pela qualidade dos serviços e capacidade de oxigenar o mundo dos negócios com os conhecimentos inovadores das universidades.

História

O conceito de empresa júnior surgiu na França, em 1967, na instituição de ensino ESSEC Business School.

O objetivo inicial era realizar pesquisas de mercado encomendadas por empresas, aliando a possibilidade de colocar em prática o aprendizado com a oferta de um serviço ágil e econômico.

Dois anos depois, foi criada a Confederação Nacional das Empresas Juniores (CNJE), e logo o modelo francês começou a se espalhar pelo mundo.

No Brasil, as ideias das EJs chegaram em 1987, mas a primeira empresa júnior do país (EJFGV) foi fundada um ano depois, pelos alunos da Fundação Getúlio Vargas.

Como funciona uma empresa júnior?

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As empresas juniores são registradas com CNPJ como qualquer outra organização, e os custos iniciais de abertura costumam ser cobertos pela própria universidade.

Quando a criação da EJ exige mais recursos, os alunos realizam campanhas de crowdfunding para arrecadar dinheiro ou investem do próprio bolso.

No que tange à estrutura organizacional, a maioria das empresas juniores segue o modelo clássico funcional, com departamentos de marketing, recursos humanos, projetos, financeiro, entre outras áreas.

Embora existam níveis hierárquicos nas EJs, a proximidade dos membros resulta em equipes mais integradas e participação coletiva nas decisões.

Outro detalhe importante é que os alunos não são remunerados, pois se trata de um trabalho voluntário.

Contempla as necessidades de três clientes principais

Basicamente, as EJs atendem às necessidades de três públicos interessados: os próprios alunos, as empresas e as universidades.

Vamos entender como esse modelo de empresa contribui em cada grupo.

Os alunos

As empresas juniores são excelentes laboratórios para experimentação e prática das competências adquiridas em sala de aula.

Por isso, despertam tanto interesse dos estudantes.

Os alunos que participam de EJs têm a chance de trocar conhecimento e experiências com seus colegas, aprendendo a lidar com os desafios do empreendedorismo ainda na fase de formação.

O resultado é o desenvolvimento pessoal, acadêmico e profissional, com a vantagem de explorar ideias criativas em um ambiente descontraído.

As empresas

São muitas as empresas que se beneficiam dos projetos desenvolvidos por EJs, graças à qualidade excepcional das soluções.

Os serviços são orientados por professores e possuem preços acessíveis, uma vez que não há fins lucrativos.

Logo, é uma oportunidade única de ter acesso a projetos de alto nível com um custo muito baixo.

As universidades

Para as universidades, as empresas juniores garantem uma reputação sólida e são motivo de orgulho.

Além disso, tornam a instituição mais atrativa para novos alunos, parcerias e clientes.

Por que optar por uma Empresa Júnior?

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Optar por uma empresa júnior é uma forma de apoiar o desenvolvimento profissional dos estudantes e fazer a ponte entre o meio acadêmico e empresarial.

Muito além de serviços baratos, as EJs oferecem soluções de qualidade à altura do mercado profissional, seja para projetos de consultoria, protótipos de novos produtos ou estratégias de gestão.

Não à toa, grandes corporações como a AmBev, Bradesco e Votorantim estão sempre de portas abertas para empresários juniores.

Quais os benefícios de se contratar uma Empresa Júnior?

Ao contratar empresas juniores, as organizações têm a oportunidade de acessar conhecimentos que antes eram restritos somente ao ambiente acadêmico.

Como existem EJs em todas as áreas, é possível encontrar parcerias para projetos de tecnologia, comunicação, marketing, agronegócio, engenharia e vários outros segmentos.

O preço baixo torna as contratações acessíveis e permite que as empresas criem relacionamentos com diversas EJs, obtendo soluções diferenciadas com qualidade garantida pelos professores e instituições.

Além disso, o processo é muito simples e com o mínimo de burocracia, para que empresas de todos os portes possam recorrer ao serviço.

Como montar uma empresa Júnior?

Para montar uma empresa júnior, os primeiros passos são os mesmos de qualquer empresa máster.

Os universitários devem reunir uma equipe forte e comprometida e conduzir o processo de fundação, definindo o modelo de negócio, o benchmarking e a proposta de valor da empresa.

Com toda a estrutura pronta, o próximo passo é buscar apoio da instituição de ensino superior (IES), que inclui o auxílio para formalização e disponibilização de um espaço físico.

Em termos de regularização, as empresas juniores precisam emitir documentos como estatuto social, ata de fundação, eleição e posse, certidão de aprovação, entre outros.

Ao final do processo, a EJ terá seu próprio CNPJ, inscrição municipal e Conceito Nacional de Empresa Júnior (CNEJ).

Como ingressar em uma empresa júnior?

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Para ingressar em uma empresa júnior, é preciso passar por um processo seletivo tradicional, com avaliações, entrevistas e dinâmicas de grupo.

Cada EJ define suas regras para selecionar novos membros, buscando sempre os estudantes mais qualificados para ocupar seus cargos.

Há ainda empresas juniores que realizam programas de trainee, nos quais os alunos selecionados têm experiências em todas as áreas da empresa antes de escolher sua posição.

Consultoria Júnior vale a pena?

A consultoria júnior não deve ser encarada como um serviço de baixo custo, mas como um canal direto que liga empresas aos polos de tecnologia e inovação do ambiente acadêmico.

Os serviços prestados pelos universitários seguem as principais tendências globais e contam com recursos tecnológicos, bibliográficos e de infraestrutura das universidades.

Além disso, a atuação focada das EJs permite que os projetos sejam totalmente personalizados, com atenção plena às necessidades dos clientes.

Durante todo o processo, os professores também supervisionam cada etapa da consultoria, o que torna o serviço ainda mais confiável.

Qual o impacto das empresas juniores no mercado?

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De acordo com o relatório do Censo & Identidade 2016, do Movimento Brasil Júnior (MEJ), mais de 15 mil universitários de 280 instituições participaram de empresas juniores por todo o país.

Foram realizados quase 5 mil projetos em aproximadamente 600 EJs, com um “PIB júnior” de R$ 10 milhões.

Os números demonstram o potencial das empresas juniores no mercado, capazes de fomentar a cultura do empreendedorismo e gerar negócios que ultrapassam os muros da universidade.

O que é o MEJ (Movimento Empresa Júnior)?

O MEJ, ou Movimento Empresa Júnior, representa as empresas juniores do Brasil desde 1988.

A missão do movimento é formar empreendedores comprometidos e capazes de transformar o país, priorizando a sinergia, transparência e foco nos resultados.

Hoje, o MEJ alcança 27 federações e 600 empresas juniores, sendo 330 de alto crescimento e potencial.

Os principais objetivos do movimento são:

  • Intensificar o aprendizado por projetos, gestão e cultura
  • Fundamentar a capacitação
  • Alavancar a capacidade de realização
  • Formar equipes de alta performance e lideranças transformadoras
  • Fortalecer a educação empreendedora
  • Aumentar a participação no mercado-alvo
  • Criar uma comunidade de pós-juniores em nível nacional.

O Brasil é o país com mais empresas juniores no mundo

Com cerca de 1,2 mil empresas juniores, o Brasil é líder mundial no segmento.

Os lucros das entidades somaram R$ 10 milhões em 2016 e os números não param de crescer, graças aos esforços do MEJ, instituições e empresas para alavancar o empreendedorismo universitário.

Segundo Iago Maciel, presidente da Brasil Júnior, as EJs passam por um momento de transição no país.

Em entrevista à PEGN, ele afirma que um dos maiores desafios é a falta de uniformidade das empresas, por isso será necessário ampliar o acesso à vivência empresarial em território nacional.

A maior conquista das EJs em 2018 foi se aproximar de grandes corporações como Ambev e Votorantim, que fecharam diversos projetos com o MEJ.

Ainda assim, o movimento tem muito a crescer e amadurecer para reforçar seu valor à sociedade.

Alguns mitos sobre o trabalho em empresas juniores

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Existem vários mitos que cercam o trabalho das empresas juniores e atrapalham o crescimento do setor.

A seguir, vamos derrubar um por um para que não restem dúvidas.

É trabalho voluntário, então não vale a pena

Participar de uma empresa júnior significa investir no próprio futuro, e não trabalhar voluntariamente sem receber nada em troca.

As EJs são repletas de oportunidades de crescimento profissional, networking e aprimoramento de competências, pois oferecem o ambiente ideal para os universitários colocarem seu aprendizado em prática.

O retorno vem na forma de recursos para manter o empreendimento e experiências que não têm preço, que certamente contribuem com o diferencial competitivo dos alunos.

Empreendedorismo é sinônimo de ganhar dinheiro

Empreender significa identificar oportunidades e transformá-las em negócios criativos, com grande potencial lucrativo.

Ganhar dinheiro é uma consequência em longo prazo, e é preciso começar de algum lugar.

No caso das empresas juniores, ainda não é o momento de acumular capital, mas sim de adquirir toda a experiência necessária para ter uma carreira brilhante ou abrir um negócio de sucesso.

Ter conhecimento técnico é essencial

Como se trata de uma empresa com propósitos educacionais, a EJ não exige conhecimento técnico de seus participantes.

Na verdade, o objetivo é justamente aprender na prática, com uma vivência empresarial que a universidade não pode oferecer.

É por isso que muitos universitários descobrem suas áreas de interesse em empresas juniores, quando têm a oportunidade de concretizar a teoria e ver como as coisas realmente funcionam.

EJ só faz projeto simples e fácil

Essa é uma das afirmações mais injustas sobre as EJs, pois há inúmeros projetos complexos e de altíssimo nível realizados pelos estudantes.

A Sea Jr., da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, por exemplo, ganhou o Desafio AMA da Ambev ao desenvolver uma tecnologia que permite o reuso da água da criação de peixes na agricultura.

Em matéria da Exame, publicada em 2017, a presidente da EJ, Eduarda Tayná de Almeida, afirma que o processo pode gerar economia de mais de 50% de água no semiárido brasileiro.

Como prêmio, a empresa júnior recebeu R$ 30 mil para investir no projeto, que de simples não tem nada.

Não sobra tempo para viver e se divertir

Conciliar os estudos com uma empresa júnior pode ser desafiador, mas o universitário tem que ir além da sala de aula de qualquer forma, se quiser se destacar.

Há os que optam por programas de estágio, iniciação científica e outros projetos de extensão, enquanto a EJ é apenas mais uma oportunidade de desenvolvimento profissional.

De todo modo, é preciso priorizar o futuro e abrir mão de alguns momentos de lazer para construir uma base sólida.

Isso não significa, nem de longe, deixar de aproveitar a vida – é uma questão de gestão do tempo.

Trabalhar em uma EJ é só um passatempo, não vai fazer nenhuma diferença na carreira

Todo o tempo investido na EJ tem retorno garantido para o estudante, pois é um verdadeiro estágio de empreendedorismo com aplicações reais.

Na carreira, o diferencial está na vivência prévia em ambiente empresarial, desenvoltura para lidar com processos seletivos e experiência única acumulada na função.

Somente nas EJs os estudantes têm acesso ao mundo dos negócios com intensidade, elaborando propostas, contratos e projetos completos para clientes reais.

Além disso, nada impede que as empresas juniores evoluam para empresas oficiais, após o período de formação.

O papel do Coaching no desenvolvimento do empreendedorismo

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O caminho do empreendedorismo é mais fácil com o apoio do coaching, uma metodologia voltada ao desenvolvimento pessoal e profissional.

Esse processo é capitaneado pelo coach, um especialista em desenvolver competências comportamentais, capaz de potencializar as virtudes e corrigir vulnerabilidades do indivíduo.

Para jovens que desejam elevar sua performance e produtividade em busca de resultados, é uma escolha tão certeira quanto a empresa júnior.

Para se tornar um(a) empreendedor(a) de sucesso, é preciso aprimorar as competências de liderança, adquirir visão estratégica e ter o mindset correto para vencer obstáculos.

Todos esses benefícios podem ser alcançados com o processo de coaching, que transforma vidas por meio do crescimento pessoal e profissional.

Empreender exige coragem, foco e resiliência, e essas características são a especialidade dos coaches executivos.

Com o suporte desse profissional, você se mantém firme em seus objetivos e se compromete com o plano de ação, conquistando seus objetivos muito antes do que imaginava.

Conclusão

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Ficou claro que as empresas juniores são organizações sérias e competentes, que prometem impactar positivamente a economia brasileira nos próximos anos.

Mais do que negócios sustentáveis, essas empresas têm a inovação em seu DNA, pois surgem em meio ao fluxo de conhecimento global das universidades.

São as EJs que formam as bases para a cultura do empreendedorismo, impulsionando jovens a se aventurarem no mundo dos negócios para acelerar o crescimento do país.

Essas entidades devem ser apoiadas e fomentadas por instituições de ensino superior, empresas e governos, pois garantem a qualificação das novas gerações e geração de tecnologias inéditas.

Assim como o coaching guia pessoas à realização plena de seus objetivos, a experiência do empreendedorismo pode ser decisiva para abrir caminho às melhores oportunidades.

Quanto antes as pessoas começarem sua vivência nos negócios, mais chances terão de chegar mais longe em suas carreiras ou empreendimentos próprios.

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