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Engajamento e satisfação com o trabalho: qual a relação entre eles?

De acordo com Edwin Locke, o professor de psicologia pioneiro no desenvolvimento da teoria de estabelecimento de objetivos, satisfação com o trabalho é um estado emocional prazeroso ou positivo que resulta da avaliação que você faz de seu trabalho ou de suas experiências com o trabalho. Já o engajamento diz respeito ao quanto você está disposto a investir, voluntariamente, em seu trabalho e em sua organização.

Portanto, engajamento e satisfação não são a mesma coisa, embora formem uma relação orbicular: o engajamento aumenta a satisfação com o trabalho, e a satisfação com o trabalho, por sua vez, pode ser considerado um, entre vários fatores, capazes de estimular o engajamento. Estimular, contudo, não é o mesmo que garantir. Um dado revelado pelo Kelly Global Workforce Index, do qual participaram 120 mil pessoas em 31 países, deixa isso bem claro: 55% dos trabalhadores estão ativamente procurando um emprego melhor, mesmo que estejam felizes em seus empregos atuais.

Mais uma vez, estamos falando de coisas diferentes, ainda que relacionadas. Uma boa definição de bem-estar no trabalho vem do Chartered Institute of Personnel and Development (CIPD), instituição com sede em Londres que desenvolve um sólido corpo de pesquisas direcionadas ao mundo do trabalho. Segundo o CIPD, o bem-estar profissional diz respeito a “um ambiente que promova um estado de contentamento que permita ao funcionário florescer e atingir seu pleno potencial, para seu benefício e da organização”. Sim, sem dúvida, trata-se de mais um estímulo ao engajamento, mas não de uma garantia.

Com base na análise de pesquisas do Gallup sobre bem-estar e engajamento, Susan Sorenson escreveu para o Business Journal que ser indulgente com os funcionários não substitui o esforço de engajá-los. Mantê-los felizes, diz ela, é um objetivo que vale a pena, pois contribui para a construção de um ambiente de trabalho mais positivo. Porém, empregados felizes não estão necessariamente engajados – e os engajados são aqueles que dão mais duro, ficam por mais tempo e apresentam uma performance melhor.

Também é importante observar que, em alguns casos, é possível encontrar profissionais engajados, mas com um baixo nível de bem-estar. Em situações como essas, porém, o engajamento e a alta performance não são sustentáveis, e há uma boa possibilidade de que existam sinais de burnout no horizonte. Por outro lado, a combinação do engajamento com o bem-estar produz resultados impressionantes.

Esse artigo foi extraído do livro Engajamento Total, escrito em parceria com Villela da Matta e Brian Tracy, que pode ser adquirido na Sociedade Brasileira de Coaching – Performance Shopping:  https://loja.sbcoaching.com.br/engajamento-total-1024 . Boa leitura!

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