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Gestão Horizontal e Vertical: Conceito, Diferenças e Exemplos

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Gestão horizontal e vertical são conceitos essenciais para quem quer adotar as melhores práticas da administração de empresas.
Mas você sabe quais são as diferenças entre eles?
E, principalmente, qual traz mais resultados para a organização?
A primeira questão tem a ver com a hierarquia da tomada de decisões e será explicada em detalhes nos próximos tópicos.
Mas a segunda pergunta exige um aprofundamento maior.
Quando se trata da administração dos negócios, há diferentes métodos e correntes de estudo.
Então, se você quer ficar por dentro desse debate, está na hora de entender o conceito dos modelos de gestão e seus pontos positivos e negativos.
Acredite: esse conhecimento pode fazer a diferença no futuro da empresa (ou nas suas escolhas de carreira).
Neste artigo, vamos esclarecer os seguintes pontos:

  • Importância do conhecimento de gestão
  • Como o coaching pode ajudar
  • Características da gestão horizontal e vertical
  • Vantagens e desvantagens de cada uma
  • Exemplos de empresas que usam cada tipo de gestão.

Ficou interessado? Então, siga a leitura.

Qual a importância da gestão empresarial?

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A gestão empresarial é tão importante, que inspirou uma vasta literatura em Administração e inúmeros pensadores que se dedicam ao assunto.
Atualmente, o grande tema em voga é a gestão estratégica de empresas, que reúne técnicas e ferramentas para a tomada de decisão de alto nível.
Gerir um negócio significa administrar pessoas e recursos na direção de objetivos específicos, que abrangem o sucesso financeiro e corporativo.
Assim, a gestão estratégica parte de um diagnóstico da situação da empresa para estabelecer uma visão de futuro e missão organizacional, definindo os desafios e estratégias para os rumos do negócio.
Para entender a importância da gestão empresarial, basta imaginar que a empresa é um organismo vivo.
Nesse caso, cabe ao gestor manter esse organismo saudável, integrando todos os órgãos e sistemas para um perfeito funcionamento.
Da mesma forma, qualquer problema pontual pode se tornar sistêmico e prejudicar o desenvolvimento da empresa: daí a importância de uma gestão atenta e bem planejada.
No Brasil, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) se dedica a promover a competitividade das PMEs por meio de cursos e formações sobre gestão empresarial.
Esse apoio é essencial em um país onde a maioria das empresas fecha as portas após cinco anos, segundo dados do IBGE de 2017, publicados no Valor Econômico.
Para sobreviver em um mercado altamente competitivo, as empresas precisam de uma gestão estratégica cada vez mais sofisticada, capaz de se adaptar às rápidas mudanças do cenário econômico.
Se antes bastava dirigir o negócio do alto da presidência, hoje as organizações são muito mais complexas e exigem líderes visionários.
Como gestor, você é responsável por direcionar a empresa, aperfeiçoar processos e inovar continuamente ­­– e quem não acompanha o ritmo, fica para trás.

Gestão de empresas e o coaching

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A gestão de empresas só tem a ganhar com o coaching, pois a metodologia é ideal para desenvolver executivos e líderes de alta performance.
A pesquisa Global Coaching Study, de 2016, conduzida pela Federação Internacional de Coaching, mostrou que quase 70% dos clientes de coaching são executivos, gerentes, CEOs e empreendedores.
Esses gestores procuram no coaching o desenvolvimento de seu potencial, aumento do desempenho e excelência em resultados.
Assim, o coaching executivo se destaca como um processo de aprendizagem vivencial que expande a capacidade do líder em alcançar metas organizacionais.
Para isso, o gestor trabalha em parceria com o coach, criando uma relação sólida baseada na confiança e respeito mútuo.
Para melhorar a gestão de empresas, o coach utiliza as seguintes abordagens:

  • Auxiliar o gestor a desenvolver uma visão estratégica e ampla do negócio
  • Identificar e organizar informações organizacionais para tomada de decisões
  • Estruturar sessões de coaching orientadas à maximização dos resultados
  • Ajudar o gestor a definir metas realistas em curto, médio e longo prazo
  • Elaborar planos de ação junto à diretoria e acompanhar cada etapa
  • Conduzir a gestão de competências do executivo e equipes
  • Encorajar, motivar e incentivar o autoconhecimento e autoconfiança.

É por isso que grandes líderes como Steve Jobs e Bill Gates contaram com o apoio de coaches para construir seus impérios, conforme artigo da Revista Inc.
Afinal, um bom coach é capaz de enxergar além e trazer soluções criativas para os problemas de gestão, além de capacitar líderes para encontrarem suas próprias respostas.
Se ainda tem dúvidas, saiba que 40% das empresas listadas na Global Fortune 500 – o ranking das 500 maiores empresas do mundo – já usam coaches na gestão empresarial.

O que significa gestão horizontal e vertical?

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Os termos gestão horizontal e gestão vertical se referem ao tipo de estrutura organizacional que a empresa adota.
Enquanto a gestão vertical corresponde ao modelo tradicional da administração, a gestão horizontal é típica da era da informação.
De acordo com o clássico Estrutura das Organizações (Thomson Learning, 1997), de Eduardo Vasconcellos e James Hemsley, o tipo de gestão é determinado pelos seguintes fatores:

  • Forma de distribuição da autoridade entre áreas e responsáveis
  • Especificação das atividades dos funcionários
  • Definição do sistema de comunicação
  • Grau de formalização
  • Grau de especialização
  • Formas de departamentalização.

Ou seja, o que vai definir se a gestão é vertical ou horizontal é a maneira com que a empresa funciona e como é coordenada.

Conceito de gestão vertical

O conceito de gestão vertical representa a estrutura clássica da empresa: uma organização hierárquica, verticalizada, com uma alta cadeia de comando e organograma fixo.
Em termos simples, a gestão vertical distribui a autoridade de cima para baixo, com a presidência no topo da pirâmide e uma sequência de áreas subordinadas até a base.
Nesse modelo, os cargos, funções, metas e salários são bem definidos e os gestores controlam toda a informação e estratégia, enquanto os colaboradores cumprem ordens superiores.

Principais características, vantagens e desvantagens da gestão vertical

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As principais características da gestão vertical podem ser resumidas na lista a seguir:

  • Autoridade concentrada na presidência, diretoria e supervisão administrativa
  • Classificações de cargos distintos e especialização de tarefas
  • Subordinação dos interesses individuais aos objetivos da organização
  • Organização em departamentos funcionais com regras estritas de ordem
  • Circulação de informações verticalizada
  • Maior distância entre os gestores da empresa e objetivos do negócio.

A vantagem que levou à consolidação do modelo vertical é a facilidade em delegar tarefas e controle estrito sobre cada área da empresa.
Tradicionalmente, as empresas que seguem essa estrutura dividem os departamentos em vendas, marketing, contabilidade, recursos humanos, departamento pessoal e outras áreas convencionais.
No entanto, essa rigidez estrutural que parece facilitar a gestão também traz algumas desvantagens para a empresa.
Com o agrupamento de funções, as pessoas acabam por desenvolver visões simplistas sobre suas áreas e têm dificuldade em integrar-se com outras equipes.
O resultado é que os colaboradores não conseguem alinhar suas tarefas aos objetivos mais amplos da empresa e têm sua criatividade tolhida pela inflexibilidade.
Além disso, a comunicação entre áreas é prejudicada, pois a mensagem da chefia costuma chegar com ruídos na base da empresa, dificultando a criação de uma cultura organizacional.
Hoje, é essencial que os dados circulem com rapidez entre as áreas e os profissionais consigam interseccionar suas atividades em prol da empresa.
Assim, a tendência é que a gestão vertical seja gradualmente substituída por novos modelos de organização – ou ao menos se tornem mais flexíveis.
Afinal, os conceitos de administração da Revolução Industrial não servem mais ao nosso mundo globalizado e hiperconectado.

Conceito de gestão horizontal

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Já o conceito de gestão horizontal é totalmente inovador, pois propõe um formato organizacional menos hierárquico e centrado nos processos de negócios.
Por essa razão, a gestão horizontal também é conhecida como “gestão por processos”, em oposição ao modelo tradicional que é chamado de “gestão funcional”.
Os principais fatores que contribuíram para essa nova abordagem foram a evolução dos mercados de consumo e desenvolvimento da tecnologia, que exigiram a adaptação das empresas ao novo cenário.
Nas palavras do autor brasileiro Idalberto Chiavenato, especialista em administração e autor de vários livros na área:
“Na era da informação, as organizações requerem agilidade, mobilidade, inovação e mudanças necessárias para enfrentar as novas ameaças e oportunidades em um ambiente de intensa mudança e turbulência”.
Assim, a gestão horizontal veio para quebrar os paradigmas da hierarquia e autoridade vertical, em nome do progresso das empresas.

Principais características, vantagens e desvantagens da gestão horizontal

A gestão horizontal é conhecida por revolucionar a estrutura das empresas ao reduzir a importância da autoridade.
Assim, as relações de poder perdem o protagonismo e dão lugar à autonomia das áreas, divisão de responsabilidades e liderança ao invés de “chefia”.
Em síntese, as principais características desse tipo de gestão são:

  • Inclusão de diversos profissionais na tomada de decisões
  • Organização do trabalho em vários grupos interdisciplinares e autônomos
  • Comunicação totalmente horizontal entre os departamentos
  • Gerentes hierárquicos substituídos por “donos” de processos (process owners)
  • Operação flexível e focada nos propósitos da organização
  • Maior proximidade do consumidor final e suas necessidades.

As vantagens de adotar uma gestão horizontal são inúmeras, a começar pela redução de níveis hierárquicos e eliminação de trabalhos que não agregam valor.
Assim, as responsabilidades gerenciais são transmitidas aos reais operadores dos processos, que ganham autonomia e fôlego para encontrar as melhores soluções.
Mas isso significa que a gestão horizontal acaba com a hierarquia?
Na verdade, não, porque a alta gerência continua tendo sua importância no direcionamento da empresa como um todo.
O que ocorre é a promoção da agilidade no trabalho, pois os grupos trabalham em interação permanente e com livre circulação de informações.
No limite, isso significa que a comunicação percorre o caminho mais curto para que o trabalho seja feito, sem a obrigação de passar pela “cadeia de comando”.
Já a desvantagem da organização horizontal é o desafio de implementá-la, principalmente na transição de empresas verticalizadas para o novo modelo.
No processo, os gerentes podem ter dificuldades em lidar com a perda de autoridade, enquanto alguns colaboradores podem se sentir perdidos sem um comando direto.
É por isso que a gestão horizontal exige a mudança da própria cultura da organização e capacitação de colaboradores para tomarem a iniciativa.

Principais diferenças entre gestão horizontal e vertical

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Você já deve ter percebido que há diferenças substanciais entre a gestão horizontal e vertical.
Vamos comparar alguns pontos centrais para deixar mais claro:

Distribuição de poderes e responsabilidades

A gestão vertical parte de um organograma fechado que define níveis hierárquicos para todas as áreas da empresa, sempre em modelo piramidal.
Enquanto esse formato favorece a autoridade dos gerentes, a gestão horizontal opera no sentido contrário: busca aumentar a autonomia das equipes e dividir responsabilidades.
Para isso, são nomeados os “proprietários” dos processos, que deixam de agir como “chefes” e se tornam líderes na regulação de uma determinada área.
Assim, todos os colaboradores ficam livres para tomar decisões nas atividades que conduzem, trabalhando em sinergia com outras áreas em prol dos objetivos organizacionais.

Fluxo de comunicação

Um dos pontos de maior disparidade entre os modelos vertical e horizontal é a comunicação interna.
No modelo vertical, toda a informação se concentra nos limitados cargos gerenciais, reduzidas a um pequeno grupo de pessoas na empresa.
Já no formato horizontal, os gestores compartilham toda a informação e as ideias circulam livremente pela empresa, abrindo espaço para a inovação.

Delegação de funções

Em uma típica empresa vertical, os funcionários são encorajados à especialização e desempenham funções estáticas.
Na empresa horizontal, há ênfase na competência múltipla, promovendo o desenvolvimento de pessoas, descoberta de talentos e multidisciplinaridade.
Assim, os colaboradores de um sistema horizontal têm mais liberdade para transitar entre áreas e atuar em processos complexos, pois adquirem uma visão ampla da empresa.
Por outro lado, as funções específicas sempre existirão, e ambos os modelos de organização devem treinar seus funcionários para essas tarefas.

Exemplos de empresas que usam a gestão horizontal

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São vários os exemplos de empresas que já usam a gestão horizontal, especialmente na área da tecnologia.
No Brasil, a empresa Vagas.com representa a vanguarda da gestão horizontal, com um modelo baseado no compartilhamento de responsabilidades.
De acordo com matéria de 2018 da Revista Valor Econômico, a empresa de softwares de recrutamento e seleção usa um formato inovador em que todos os 150 colaboradores tomam decisões consensuais.
Para isso, a empresa desenvolveu um sistema de intranet no qual são compartilhadas ideias, projetos e propostas individuais ou de pequenos grupos, que podem ser contestadas por qualquer funcionário.
O gigante da internet Google também é um dos responsáveis por popularizar a gestão horizontal, consolidando a tendência para o futuro das empresas.

Exemplos de empresas que usam a gestão vertical

É mais fácil citar exemplos de empresas que não usam a gestão vertical do que o contrário, pois a maioria esmagadora ainda opera no modelo tradicional.
De acordo com a pesquisadora Betania Tanure, uma psicóloga que se dedicou a estudar o perfil do executivo brasileiro, nós ainda somos muito autoritários no estilo de gestão.
Em entrevista ao portal da Catho, a especialista afirma que a concentração de poder é um traço marcante dos gestores brasileiros, e que o país tem muito a evoluir na abertura da gestão.
Um exemplo clássico de gestão vertical é a estatal Petrobras, que disponibiliza seu organograma no site, mostrando os diversos níveis hierárquicos.
Outra empresa que se destaca na gestão vertical é o Grupo Pão de Açúcar, considerada a maior rede varejista do país.

Qual método de gestão é melhor para sua empresa?

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Agora que você já sabe tudo sobre gestão vertical e horizontal, vem a pergunta: qual método é melhor para sua empresa?
O consultor Fábio Betti estudou as principais empresas horizontais do mundo, e sua resposta foi “a melhor gestão é a que funciona para você”.
Em artigo publicado na revista Exame, Fábio conta a experiência de várias empresas verticais e horizontais, revelando os desafios de cada estilo organizacional.
O estudo mostra que não é preciso se limitar aos extremos do horizontal e vertical, pois as empresas podem encontrar um meio termo entre os modelos e adotar parcialmente a horizontalidade.
No geral, as empresas que se adaptam melhor ao modelo horizontal possuem uma cultura inovadora e pessoas muito proativas, capazes de se autogerenciar e assumir riscos.
Do mesmo modo, há empresas que funcionam melhor no modelo tradicional, mantendo a segurança do terreno bem conhecido.
Não é à toa que as startups e empresas do Vale do Silício estão na vanguarda da gestão horizontal, apostando seu crescimento no capital humano.
Os pioneiros têm apresentado bons resultados, mas é preciso analisar o perfil de cada empresa antes de implementar uma nova gestão.
Talvez sua empresa tenha o espírito inovador da horizontalidade, talvez se saia melhor com a relação convencional chefe-subordinado.

Como se tornar um coach?

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Em qualquer modelo de gestão, tornar-se um coach pode ser um passo decisivo para liderar negócios com mais eficiência.
As formações em coaching oferecem ampla bagagem de liderança, alta performance e gestão de competências, que são úteis para empreendedores, gerentes, executivos e profissionais de diversas áreas.
Seja para ingressar no mercado de coaching ou alavancar os resultados da sua empresa, o título de coach é um grande diferencial competitivo.

Formação em coaching SBCoaching

Em um mercado que já cresceu 300% em quatro anos (dados da ICF na Profissional & Negócios), a formação em coaching SBCoaching é a melhor opção para uma carreira promissora.
A SBCoaching é referência nacional e internacional em treinamentos e soluções de alta performance, comprometida com a evolução e maximização do potencial humano.
Seus cursos abrangem formações em coaching executivo, coaching de vida, MBA em coaching e treinamentos específicos para vendedores, líderes e empresários.
Se você quer um título de coach respeitado e reconhecido no mercado, a Sociedade Brasileira de Coaching garante a credibilidade.

Conclusão

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Se você chegou até aqui, já pode escolher com propriedade entre o modelo de gestão horizontal e vertical (ou algo entre ambos).
O importante é compreender que as empresas estão mudando junto com os avanços da tecnologia e transformações no comportamento do consumidor.
Para vencer a disputa acirrada no mercado, um gestor deve ser capaz de se adaptar rapidamente aos novos cenários e alterar o que for preciso na estrutura organizacional.
Agora pense: sua empresa poderia se beneficiar da redução de hierarquias?
Há processos que poderiam se tornar mais rápidos e produtivos com a horizontalidade?
Você teria resultados superiores gerindo uma equipe mais autônoma?
Sejam quais forem suas respostas, não hesite em procurar a ajuda de um coach para aumentar o desempenho e implementar novos métodos.
E não deixe de pensar no assunto, pois o sucesso do negócio depende de uma gestão empresarial dinâmica e aberta à inovação.
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