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Labilidade Emocional: entenda tudo sobre o assunto

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Você já ouviu falar sobre labilidade emocional? Ainda que pouco conhecido da maioria das pessoas, o termo merece atenção e faz referência a mudanças de humor repentinas.
A grande questão é: a partir de quando há motivos para se preocupar?
Existem situações do nosso cotidiano que podem irritar qualquer um e provocar uma reversão de ânimo inesperada.
Uma reunião no trabalho que não ocorre como deveria, um desentendimento com um amigo que não estava nos planos ou uma briga com o filho por um motivo tolo.
Ninguém está imune a uma alteração em seu estado de espírito de uma hora para outra.
No entanto, a labilidade emocional possui outras características e sintomas que merecem ser observados. E é exatamente esse o tema que vamos abordar ao longo do artigo.
Ficou interessado? Então, siga com a gente e tire as suas dúvidas.

O que é labilidade emocional?

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A labilidade emocional é caracterizada pela alteração de humor repentina, sem nenhum motivo aparente.
Em questão de minutos (ou segundos), uma pessoa que estava sorrindo pode simplesmente fechar a cara e ser dominada por um sentimento de tristeza profunda.
Por si só, a labilidade emocional não é um equivalente de transtornos como bipolaridade, depressão e distúrbio de personalidade borderline, por exemplo.
Ainda assim, ela pode ser um forte indicativo para problemas como esses e ter um vínculo direto com o estresse e algumas mudanças hormonais que acontecem no organismo, como a andropausa, a menopausa e o hipotireoidismo.
Com um sobe e desce constante em suas emoções, quem possui labilidade emocional costuma se sentir desgastado por conta da intensidade e da falta de controle sobre os picos de alteração dos sentimentos.

Quais as características e sintomas da labilidade emocional?

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Além das características já citadas, uma pessoa com labilidade emocional costuma ser vista como dramática, aquela que leva tudo ao limite.
Mas o que mais pode definir o comportamento? Confira um resumo dos principais sintomas desse problema:

  • Inversões repentinas de ânimo e sem motivo aparente
  • Falta de controle em relação às suas emoções
  • Comportamentos impulsivos mais presentes
  • Vazio existencial
  • Atitudes autodestrutivas
  • Crenças limitantes fortalecidas
  • Sentimentos e emoções à flor da pele.

Como lidar com o problema?

Lidar com a labilidade emocional ou qualquer outro problema relacionado às nossas emoções nunca é uma tarefa fácil, convenhamos.
Não é como se existisse uma receita pronta e instantânea.
É preciso haver muita investigação para entender o quadro e as razões pelas quais ele se manifesta dessa maneira.
Ninguém muda de humor de uma hora para outra por que quer – e esse é o primeiro ponto que aqueles que rodeiam quem sofre de labilidade emocional precisam compreender.
Sem esse apoio e solidariedade, tudo fica mais difícil.
Mas é claro que o processo de superação também depende muito de quem vive o problema.
Primeiro, é preciso reconhecer que ele existe para, então, buscar soluções.
Para isso, o autoconhecimento é um aliado e tanto.
É ele quem vai permitir que o indivíduo entenda a origem do desequilíbrio e como trabalhar para que ele possa ser deixado para trás.
Muitas vezes, o comportamento é resultado da falta de confiança em si mesmo e na própria capacidade de conquistar seus objetivos.
Nesse caso, é importante trabalhar a autoconfiança e competências comportamentais que deem apoio para o desenvolvimento pessoal.

Labilidade emocional e as perturbações psicológicas

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Como já mencionado, a labilidade emocional não chega a ser considerada um transtorno psicológico, ainda que alguns de seus sintomas possam ser confundidos com os da bipolaridade.
Mas existem diferenças importantes, sobre as quais vamos explicar agora.

Diferenças entre labilidade emocional e transtorno bipolar

O transtorno bipolar, assim como a labilidade emocional, também é caracterizado pela mudança do estado anímico.
Uma pessoa vive a euforia máxima com episódios de mania e tristeza profunda com a fase depressiva.
As principais diferenças entre esses dois problemas estão na duração e na intensidade das ocorrências.
Se, na labilidade emocional, as mudanças de humor são passageiras e não apresentam um risco tão iminente, na bipolaridade, é diferente.
O paciente pode passar semanas e até meses lidando com eventos de extrema felicidade até chegar em um período de intensa melancolia.
Isso sem falar na gravidade desses incidentes.
Existe até uma gradação para o transtorno bipolar, conforme a força desses sentimentos: I, II e ciclotimia.
Dependendo da intensidade do caso, os episódios de depressão podem incluir pensamentos suicidas.
Os eventos de mania podem ser igualmente perigosos, pois o paciente se sente invencível, como se fosse capaz de superar qualquer obstáculo, colocando sua vida em diversas situações de risco.

Labilidade emocional na gravidez

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Os episódios de labilidade emocional costumam ser mais conhecidos por sua ocorrência em mulheres grávidas.
Isso porque, durante o período de gestação, ocorrem alterações hormonais importantes no corpo da mulher, as quais podem levar às oscilações constantes de humor.
Nesses casos, é importante adotar algumas dicas, como mostramos a seguir.

Dicas para evitar o estado emocional abalado na gravidez

Para evitar qualquer sobressalto em um momento tão importante quanto o da gravidez, separamos algumas dicas que podem ajudar a controlar essa verdadeira gangorra de emoções que uma mãe costuma passar durante a gestação.

1. Supere os medos de ser uma mãe de primeira viagem

É natural sentir medo durante a gravidez, sobretudo para aquelas mulheres que estão vivendo essa experiência pela primeira vez.
Afinal, carregar uma vida no ventre é um desafio e tanto e, por mais preparada que uma mãe esteja, somente a prática vai revelar todos os desafios de uma gestação e também como superá-los.
No entanto, é preciso tentar controlar esses anseios e encarar o processo da forma mais natural possível.
Com um acompanhamento obstétrico próximo, um pré-natal bem feito e o suporte da família e dos amigos, toda essa insegurança pode ser diminuída.
O compartilhamento de experiências com mulheres que já foram mães também pode ajudar a alcançar uma tranquilidade maior.
Ou seja, tudo que oferecer auxílio no controle da ansiedade e do medo diante do novo pode ser extremamente útil.

2. Estabeleça uma relação com seu bebê ainda na gestação

A relação entre mãe e filho é tão forte porque ela já inicia dentro da barriga.
Os primeiros chutes do bebê, as manifestações mais rudimentares e sutis são sentidas ainda durante a gestação.
Por isso, não é preciso ter medo de criar uma relação positiva com seu filho ainda nos primeiros meses.
Converse com ele, demonstre carinho e dê atenção ao seu pequeno.
Essa sensação de estar mais próximo dele e a coragem e confiança compartilhada entre vocês dois vai oferecer toda a segurança necessária para que a sua gravidez corra da melhor forma possível.

3. Cuidado com a ansiedade exacerbada

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Os últimos meses da gravidez são aqueles em que os sentimentos ficam mais intensos e a ansiedade costuma tomar conta.
Inúmeros são os fatores que levam a isso.
As noites cada vez mais mal dormidas, o desconforto com uma barriga que não para de crescer e a vontade de ver logo o seu bebê nascer são algum desses motivos.
Mas justamente por faltar tão pouco, é preciso se acalmar.
Pense que mais da metade do período de gestação já passou.
Procure focar toda a sua atenção para os preparativos da chegada do seu filho.
Mantenha sua cabeça ocupada com o enxoval da criança, com o quartinho dela, com os brinquedos, com o nome e com a decisão sobre quem vão ser os padrinhos.
Outra técnica que pode ajudar é fazer uma retrospectiva da sua vida e de todos os momentos difíceis que já superou.
Se você foi capaz de tanto para chegar ao presente, não é agora que não vai dar conta.

Instabilidade emocional pode ser provocada por desordem da personalidade

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Continuando a falar sobre os casos de labilidade emocional, vale ressaltar que ela pode ser sintoma de um problema muito comum, mas de difícil diagnóstico.
É o Transtorno de Personalidade Borderline.

Desordem da personalidade

O Borderline é considerado o transtorno de personalidade mais comum no meio médico.
Mas quais sintomas ajudam a facilitar o diagnóstico?
Para os especialistas, esse transtorno consiste em travar verdadeiras batalhas consigo mesmo, em estabelecer vínculos com outras pessoas e, principalmente, em manter um humor pouco equilibrado.
Sua origem está ligada a uma relação de fatores, tais como histórico familiar, questões biológicas e influência do meio e da criação recebida.
Crianças que não recebem limites, não são preparadas para receber críticas e passaram por eventuais frustrações têm mais propensão a desenvolver o transtorno.
O mesmo acontece com jovens que sofrem de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), sobre o qual trataremos mais adiante.
A maioria dos casos costuma se manifestar ainda na adolescência e os sintomas se mantêm mais presentes até a idade adulta, por volta dos 40 anos.
Pessoas que sofrem de Borderline prejudicam não só a si mesmos, como todos à sua volta.
Sua postura muitas vezes agressiva pode influenciar quem está próximo e criar um ambiente de difícil e desgastante convívio.
Outras características marcantes de um portador do transtorno são os problemas para se relacionar, manter uma rotina e, consequentemente, um emprego.
Isso acaba por levar o indivíduo ao isolamento, o que só aprofunda ainda mais os sintomas, a dificuldade em pedir ajuda e buscar um tratamento.

Como identificar um “Borderline”?

Um Borderline é muito impulsivo e não mede as consequências das suas ações.
Com sérios problemas de identidade, o paciente também tem dificuldade em definir sua orientação sexual.
Ao mesmo tempo, estabelecer metas é algo praticamente impossível para ele.
Por não ter tido uma criação que impusesse limites e o preparasse para uma vida em sociedade, sujeita a opiniões diferentes das suas, costuma agir com raiva e violência quando recebe críticas ou quando não tem seus desejos atendidos.
A violência, por vezes, é tamanha que precisa ser descontada de qualquer maneira.
É comum que machuquem a si mesmos como forma de liberar todo esse sentimento de fúria.
Autolesões de todos os tipos podem ser encontradas, nem sempre representadas por machucados visíveis.
Regimes alimentares severos e dietas exageradas também são modos de punição.
Outra característica é de que os laços criados pelos Borderlines normalmente são tóxicos e baseados em interesses.
Para manter esses laços, não é raro que aconteçam chantagens e ameaças de suicídio caso sejam deixados.

A labilidade emocional no TDAH

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Citamos rapidamente que jovens com TDAH têm uma propensão maior para desenvolver o Transtorno de Personalidade Borderline, que possui a labilidade emocional como um dos seus principais sintomas.
No artigo Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade e Labilidade Emocional: Uma Revisão da Literatura, Tânia Carla Leonel Schuchter confirmou com estudos de caso que a mudança brusca de ânimo pode ser vista, sim, como um traço clínico marcante em pacientes que sofrem de déficit de atenção e hiperatividade.
Mais do que isso, a pesquisa mostrou que os sintomas estão presentes em todas as fases da vida do portador e que eles se manifestam de forma bastante expressiva, podendo prejudicar e muito o desenvolvimento dos jovens.
Por isso, vale atenção na hora de buscar o diagnóstico e tratamento.

Instabilidade emocional no pós AVC

Mas não é só em pacientes que sofrem de TDAH que a instabilidade emocional pode aparecer.
Pessoas que passaram por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e ficaram com alguma sequela também costumam apresentar alterações mais frequentes de humor.
Conforme apontou um levantamento feito pela Associação AVC, de Portugal, não é incomum que, após terem sofrido um AVC, alguns indivíduos relatem estar com as emoções mais à flor da pele.
Entre as manifestações mais comuns, está a maior irritabilidade e o choro mais fácil.
Embora não haja razões que expliquem com clareza a ocorrência desses fenômenos, o entendimento mais aceito é de que os danos causados no córtex cerebral estejam relacionados à mudança.

Buscando a solução de problemas

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Ainda que a labilidade emocional possa ser um indício de que existe algum problema mais grave, ela também pode ser apenas um desequilíbrio causado por situações vivenciadas no dia a dia, que afetam o nosso comportamento e modo de agir.
Para situações como essa, o coaching pode servir como um poderoso aliado.
Focada no desenvolvimento humano, a metodologia busca potencializar competências e habilidades comportamentais que dão suporte para que você possa superar seus próprios limites e alcançar seus objetivos.
Quer seguir nesse caminho?
Além de buscar uma instituição séria e reconhecida no mercado, é importante que você esteja disposto a adotar uma postura mais positiva, que favoreça o equilíbrio.
Confira dicas que podem ajudar:

Esfriar a mente

Ao longo do texto, vimos que uma das características que movem aqueles com alguma instabilidade emocional é a impulsividade.
Assim, acabam tomando decisões de cabeça quente, sem medir as consequências dos seus atos.
Para quem não domina a habilidade do autoconhecimento, não é uma tarefa fácil ter a calma necessária para esfriar a mente e, só então, definir o que fazer realmente.
Aqui, o trabalho feito pelo coach é o de incentivar que o seu coachee exercite o equilíbrio comportamental e seja capaz de desenvolver o senso analítico.
Como consequência, você vai pensar duas vezes antes de apenas agir sem um propósito claro.

Treinar a assertividade

Uma das principais bases do coaching é a definição de objetivos claros e tangíveis.
É a partir deles que todo o processo de desenvolvimento do coachee acontece.
Isso não significa dizer que você simplesmente vai alcançar o sucesso de uma hora para a outra ou que nunca mais vai errar.
As tentativas são parte do caminho e ajudam a entender qual é o próximo passo a ser dado.
A questão aqui é realmente saber aonde deseja chegar e traçar um planejamento para que os sonhos se transformem em resultados.
E a assertividade é justamente sobre tudo isso.
Ela é uma competência de quem possui autoconfiança e consegue definir suas posições de maneira clara e objetiva, com a segurança de quem está tomando a melhor decisão.
Quando você sabe ao certo o que quer e o que precisa para chegar até lá, não é qualquer dúvida ou obstáculo no meio do caminho que vai abalar o seu emocional e provocar dúvidas.

Conclusão

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Neste artigo, falamos sobre labilidade emocional.
Você conheceu um pouco mais sobre esse problema e percebeu que vai muito além do que uma simples mudança brusca de humor.
Mesmo que não seja considerada um distúrbio mental pelos especialistas, essa condição merece toda a sua atenção.
Nunca se esqueça que, com a mente sã e o corpo são, não tem para ninguém.
Com isso, queremos dizer que você deve sempre prestar atenção aos sinais que o seu corpo dá e estar pronto para agir em resposta.
Não deixe que um simples problema do dia a dia se transforme em algo muito maior do que realmente é e passe a definir suas ações.
É importante que você mantenha sempre o controle sobre o seu futuro e esteja pronto para buscar o melhor.
Como vimos, possibilidades para trabalhar a labilidade emocional não faltam.
O próprio coaching é uma oportunidade e tanto para permitir que você se conheça melhor e possa desenvolver habilidades que permitam superar a falta de confiança em si mesmo e o medo de que algo saia diferente do planejado.
Agora nos conte, esse artigo fez você lembrar de alguém?
Aproveite para compartilhar o texto nas suas redes sociais e levar essa reflexão ao seu círculo de amizades.