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Neurociência: O que é, Diferentes Tipos e o Coaching

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A neurociência é o campo que procura responder uma das perguntas mais inquietantes de todas: afinal, como o nosso cérebro funciona?
Os segredos da mente humana são um tema que gera não apenas fascínio, como uma curiosidade que move investigações há muito tempo.
Claro, já evoluímos muito, especialmente ao longo dos últimos anos.
Mas ainda há muitas dúvidas sobre esse complexo emaranhado que ocupa nossas cabeças.
No fim das contas, cabe ao sistema nervoso basicamente tudo que acontece em nosso corpo.
Nosso modo de agir, nossos pensamentos e nossas emoções passam por ele.
Até mesmo as atividades involuntárias, como suar e espirrar, são obra do todo poderoso órgão que comanda nossas ações.
Mas, como falamos, não foi de uma hora para outra que se começou a pesquisar sobre o porquê das coisas.
Ao longo da história, a neurociência passou por grandes avanços, descobrindo detalhes de ordem fisiológica, anatômica, psicológica, comportamental e cognitiva.
Quer saber um pouco mais sobre todo esse processo nada simples e, justamente por isso, tão instigante?
A curiosidade também é involuntária e comandada pelo cérebro.
Então, sacie essa fome de conhecimento e fique com a gente ao longo do artigo.

O que é neurociência?

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A neurociência estuda o sistema nervoso de forma mais ampla e completa.
Sua atuação comporta desde a formação e a estrutura, passando pelo funcionamento e desenvolvimento das atividades mentais, e culmina com as conexões do cérebro com o nosso comportamento.
Apesar de ser uma área de conhecimento há muitos anos estudada, ela nem sempre foi chamada assim.
Aliás, a neurociência foi batizada dessa forma há bem pouco tempo – no final dos anos de 1970.
Seus “pais” são os cientistas Michael S. Gazzaniga e George A. Miller.
Segundo reelatos da história, os dois precisavam dar um nome para seus estudos sobre como o cérebro dá origem à mente.
Então, a caminho de um jantar oferecido por duas universidades interessadas em suas pesquisas, bateram o martelo e resolveram chamar a “filha” de neurociência.
O nome pode levar as pessoas a pensar que a disciplina serve apenas para fins médicos, biológicos e psicológicos.
No entanto, os benefícios podem ir muito além da área saúde, abarcando saberes nos âmbitos educacionais, tecnológicos e administrativos.
Afinal, todos saem ganhando ao conhecer como se dão nossas emoções e os pensamentos, assim como a forma como eles impactam o comportamento e as memórias.
Então, para resumir, a neurociência nada mais é que um campo que procura compreender como as vivências que tivemos e os aprendizados que conquistamos interferem no nosso desenvolvimento mental.
Como tudo isso impacta na nossa vida e no nosso jeito de ser?
Eis a grande questão, que ainda permanece com lacunas importantes.

Evolução da Neurociência

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Como dissemos, o termo neurociência é recente e não possui nem meio século de vida ainda.
Mas isso não quer dizer que os temas relacionados à área não sejam investigados há mais tempo.
Ela começou a ganhar destaque a partir da realização das primeiras cirurgias cerebrais.
Pensa que isso é coisa recente? É hora de voltar para o passado e mergulhar nas aulas de História.
No Egito Antigo, tiveram início as chamadas trepanações, que eram técnicas usadas até o século passado.
O método consiste em fazer um furo de cerca de dois centímetros e meio no crânio e, então, realizar procedimentos como drenagens ou inserções.
Ainda na Antiguidade, só que na Grécia, o filósofo Alcmeon de Crotona, por volta de 500 a.C, pode ser considerado um dos precursores da neurociência ao descobrir as funções sensitivas do cérebro.
Motivado por essas descobertas e ao estudar a prática da trepanação, Hipócrates, considerado o pai da Medicina moderna, construiu a primeira teoria mais profunda a respeito do funcionamento do nosso cérebro e da função de cada uma das partes que o compõem.
Se os pensadores gregos criaram suas teorias baseadas em simples observações, os romanos deram início aos estudos a partir da dissecação de animais.
Os anos passaram, o conhecimento foi se aperfeiçoando e diferentes ligações foram criadas.
No século 18, por exemplo, com o advento do Iluminismo, surgiram estudos mais completos a respeito do sistema nervoso.
Vale citar, inclusive, a teoria da evolução das espécies, proposta de Charles Darwin, que teve uma contribuição significativa quanto à compreensão da estrutura e do funcionamento do cérebro.
Ainda no mesmo período, Franz Joseph Gall, médico anatomista alemão, foi o primeiro a afirmar que a personalidade ou o caráter de uma pessoa podiam ser constatados por meio de toques no cérebro.
Considerada absurda para a época, a hipótese de Gall se confirmou anos mais tarde, com o desenvolvimento da chamada frenologia moderna.
No final do século 19, o neurocirurgião canadense Wilder Penfield foi um dos primeiros médicos a fazer um mapa minucioso da função cerebral humana.
Ao tratar pacientes que sofriam de epilepsia, Penfield realizou testes nos quais era possível perceber quais eram as partes exatas do cérebro responsáveis pelos movimentos e pelas sensações.
Mas talvez o principal avanço para a neurociência tenha vindo acompanhado da tecnologia.
Com o surgimento do raio X, da ressonância magnética e da tomografia computadorizada, as pesquisas puderem ser otimizadas através de uma maneira bem menos invasiva aos pacientes.
Se, durante muito tempo, os estudos sobre neurociência estiveram condicionados à dissecação de animais e estudos de patologias cerebrais em seres humanos, os últimos anos representaram um salto evolutivo na história.
Hoje em dia, podemos dizer que este campo é um dos mais proeminentes da ciência moderna.
Com a tecnologia, também foi possível criar a neurociência cibernética, permitindo desenvolver equipamentos que simulam o funcionamento do nosso sistema nervoso.

5 campos da neurociência

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A neurociência é uma área complexa, como já vimos.
Em razão disso, seus estudos se dividem em campos específicos, cada um deles explorando o sistema nervoso de maneira diferente.
Vamos falar sobre eles agora.

1. Neurofisiologia

Investiga as diferentes atividades que o sistema nervoso reproduz.
Mais especificamente, ela atua na relação entre os dois sistemas, o central e o periférico, e estuda os males que ali surgem, como Parkinson, esclerose múltipla, epilepsia e outros distúrbios neurológicos e doenças degenerativas.
A neurofisiologia também estuda um dos fenômenos mais interessantes do corpo humano: a geração dos impulsos nervosos.
É através desses estímulos elétricos, que acontecem em nossos neurônios, que os pensamentos são desenvolvidos.
O mesmo acontece com a plasticidade neural, que é a capacidade do nosso cérebro de se adaptar e alterar uma resposta conforme uma situação do ambiente em que nos encontramos exige.
Sem ela, nós simplesmente não aprendemos e não nos adequamos ao meio.
Por fim, mas não menos importante, este ramo da neurociência foi responsável pelo estudo aprofundado do líquor, substância produzida pelo nosso cérebro que nos protege de sofrer um choque mecânico.
Durante séculos, a origem, o transporte e a armazenagem deste fluido corporal despertou a curiosidade de médicos e cientistas.

2. Neuroanatomia

Tem como principal objetivo compreender como funciona cada uma das estruturas que compõe o nosso sistema nervoso central.
Ao dividi-lo em cérebro, coluna vertebral e nervos periféricos externos, fica mais fácil delimitar a atuação e a importância de cada parte do todo.
Com o passar dos anos, essa disciplina foi se desenvolvendo, sobretudo com o advento da tecnologia.
Exames como a ressonância magnética, por exemplo, ajudaram e muito ao ramo da neurociência.
Entre outras coisas, ele permitiu mostrar como traumas em diferentes partes do cérebro nos afetam.
Foi a partir da neuroanatomia também que se iniciaram as descobertas sobre qual segmento do sistema nervoso era responsável por qual função os resposta.
O lóbulo frontal é encarregado pelos mais simples movimentos físicos e também pelas funções do aprendizado, do pensamento, da memória e da fala.
Já o parietal, localizado por trás do frontal, e que se estende até a parte posterior da cabeça, é responsável pela percepção espacial e pelas informações sensoriais de dor, calor e frio.

3. Neuropsicologia

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Trabalha, principalmente, na interação entre os impulsos nervosos e as funções psíquicas.
Podemos dizer que ela é o meio campo entre medicina e psicologia.
Ou seja, o ramo procura investigar como problemas neurológicos interferem no comportamento humano.
O método também pode ser usado ao contrário: por meio da avaliação neuropsicológica, é possível relacionar determinada maneira do paciente agir com alguma lesão cerebral.
Os casos mais comuns são o diagnóstico de doenças, como o Mal de Alzheimer, e alterações comportamentais, como a epilepsia.
Ela é uma disciplina que pode atuar tanto no diagnóstico do problema quanto no acompanhamento do quadro – e também no posterior tratamento e pesquisa das emoções sob a ótica do funcionamento do cérebro.
O ramo vem contribuindo muito, através de pesquisas de comprovada eficácia, na elaboração de tratamentos alternativos em casos de lesões cerebrais, quando se verificam problemas de cognição e alteração de alguns aspectos do comportamento.

4. Neurociência comportamental

Bastante ligada à psicologia comportamental, tem as suas atenções voltadas para as relações das pessoas, dotadas de seus sentimentos e formas de pensar, com o ambiente em que vivem.
De maneira mais ampla, a neurociência comportamental procura explicar como os nossos processos mentais acabam por desencadear nas nossas ações os padrões que repetimos de maneira automática em resposta a diferentes situações.
E por ações nos referimos ao aspecto mais amplo da palavra, que vai desde a formação da nossa capacidade motora, passando pelo aprendizado, cognição, memória, personalidade e até os cinco sentidos.
Ou seja, busca compreender como os processos mentais (sentimentos, emoções e pensamentos) interferem em todos os nossos comportamentos, sejam eles voluntários ou não.

5. Neurociência cognitiva

Podemos dizer que a neurociência cognitiva é uma subárea da neurociência comportamental.
Se o ramo anterior buscava a explicação para todas as nossas ações, aqui, o foco se volta aos comportamentos mais complexos, como aprendizado e memória, por exemplo.
Muitos desses estudos se baseiam nas percepções e nas sensações dos indivíduos.
Uma música ouvida no passado, um aroma que remete à infância, o tempero da comida da vovó, um rosto com traços familiares.
Tudo são lembranças armazenadas em nosso cérebro e que são trazidas à tona quando necessário.
De todas, podemos dizer que a neurociência cognitiva é aquela que não fica restrita apenas ao sistema nervoso, como vimos até agora.
Isso porque tem ligação com as experiências vivenciadas e que, quando processadas, viram conhecimento.

O coaching e a neurociência – como usar a seu favor

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Algumas áreas da neurociência têm semelhanças com o coaching, especialmente a comportamental e a cognitiva.
A metodologia, a propósito, faz uso de muitos dos ensinamentos dessa área do conhecimento.
De um lado, busca entender de que forma nossos pensamentos e emoções interferem em nosso comportamento. De outro, a procura é por selecionar quais dessas condutas podem ser úteis ou não para a conquista de nossos objetivos.
Ná prática, tanto a neurociência quanto o coaching trabalham com o comportamento humano e, em conjunto, podem ser muito mais assertivas.
O que você acha de apostar em mais essa parceria?
Com os saberes da ferramenta de desenvolvimento humano que mais cresce no mundo e os ensinamentos da neurociência, muitos resultados podem ser alcançados.
Comportamentos limitantes não vão ter mais vez em sua vida e as dificuldades passarão a ser vistas como oportunidades de crescimento.
Vale a pena investir nessa aliança multidisciplinar.

Como se tornar um coach?

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Poucas experiências são tão realizadoras e oportunizam uma relação pessoal de proximidade tão grande.
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Não hesite em dedicar algum tempo para conhecer o histórico da instituição.
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Conclusão

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Neste artigo, falamos sobre neurociência, como ela funciona, seus estudos e aplicações.
De alguma forma, você conseguiu a resposta para a pergunta que não quer calar: como funciona o cérebro humano?
Talvez nem mesmo os mais experientes cientistas saibam dizer com precisão, mas algumas noções já tivemos.
O que podemos afirmar com toda a certeza é que os conhecimentos obtidos a partir dessa área já fazem parte do dia a dia e ajudam a construir a metodologia coaching.
Que venham novas descobertas para avançarmos ainda mais, não é mesmo?
E se você gostou do artigo, aproveite para compartilhar nas suas redes sociais.