Poucas empresas do Amazonas já descobriram as vantagens de investir no Coaching, uma ferramenta que funciona como uma espécie de ‘raio-x empresarial’ para identificar os erros e acertos da companhia e melhorar o desempenho através de novas práticas.

Porém, o processo de ‘descoberta’ começa a andar em um ritmo mais intenso neste início de ano. E o que apontam especialistas em Coaching ouvidos pela REVISTA PIM AMAZÔNIA.

“Em 2015, vemos uma forte tendência das empresas em investirem nas suas pessoas com vistas a questões de inovação e melhorias, em incrementar processos que possibilitem menor custo”, apontou Elaine Jinkings, que é sócia da Elaine Jinkings & Consultores e ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Amazonas (ABRH-AM).

A consultora de RH destaca a maior demanda pelos serviços neste início de ano. “As empresas estão demandando propostas de treinamento, de Coaching executivo para melhorar a parte de gestão de pessoas e motivá-las a se engajar, se comprometer”, explicou a especialista.

Marinaldo Matos, executivo especialista em Coaching e membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBCoaching), conta que o mês de março é quando se começa a execução daquilo que foi organizado entre o final de dezembro e janeiro, já que em fevereiro houve o carnaval. “Atualmente, estamos abrindo o mercado. Poucas empresas ainda demandam o processo de Coaching no Amazonas”, afirmou. O especialista apontou o desconhecimento dos benefícios do Coaching, mesmo entre as indústrias, o motor da economia do Estado.

“É raro em um setor como o de plásticos, por exemplo, a empresa já conhecer o Coaching. Quando algum diretor ou gerente conhece o processo, ele diz ‘eu preciso disso’. lá as grandes empresas mandam seu pessoal para (fazer o treinamento) fora”, afirmou Matos.

MOMENTO TURBULENTO
O atual momento económico brasileiro, como um todo, é parte da explicação para o maior interesse das empresas pelo Coaching. Aliado a isto, há também a concorrência cada vez maior em alguns setores, nos quais o nível de exigências tem sido elevado.

“Quando se está navegando em águas tranquilas, a tendência é manter a sua velocidade de cruzeiro. Você sabe onde colocar o aporte. Mas, em tempos de crise ou de baixo desempenho, como é a previsão para este ano, você tem mais desafios a concretizar. Não basta mais você ter, tão somente, as tuas expertises. É preciso adquirir mais competências”, declarou Matos.

O executivo conta a experiência de uma empresa para a qual presta o treinamento. Por motivos comerciais, o nome não será revelado, mas a realidade é que só 30% dos funcionários são considerados ‘engajados’ com a companhia. “As pessoas estão com baixa autoestima dentro das suas empresas. Isso precisa ser extirpado e é aqui que o Coaching entra. É possível melhorar”, disse.

Essa melhoria, segundo o especialista, nem sempre passa pelas questões financeiras, normalmente alvo de queixas por parte dos trabalhadores. Sem dados do mercado brasileiro, Matos aponta que o chamado ‘desengajamento’ traz prejuízos de US$ 230 bilhões nos Estados Unidos, por exemplo. No Brasil, os números estão sendo estudados.

O coaching ainda engatinha no Amazonas. Poucas empresas do estado já descobriram as vantagens de investir no Coachiny, uma ferramenta que funciona como uma espécie de 'raio-x empresarial'

O coaching ainda engatinha no Amazonas. Poucas empresas do estado já descobriram as vantagens de investir no Coachiny, uma ferramenta que funciona como uma espécie de ‘raio-x empresarial’

EM EVIDÊNCIA
O Coaching é hoje a ferramenta de gestão “mais inovadora que se tem notícia”, destaca Marinaldo Matos, um entusiasta do processo.

Em setembro do ano passado, o especialista apresentou sua tese ‘Leader-ship Coaching with Indigenous People – Case of Tururukari Uka Native Village/AM’, escolhida para representar o Brasil no 7° Congresso de Coaching em Liderança e Saúde: Teoria, Prática e Resultados, em Boston, nos Estados Unidos.

“No Brasil, temos a segunda metodologia mais usada no mundo e o País tem avanços significativos. Essa metodologia está indo para 58 países”, destaca o executivo, que recebeu da Har-vard Medicai School o 1° lugar em artigos científicos no Coaching Brasil.

Uma pesquisa da Robert Half, empresa mundial de recrutamento especializado, mostra que o Brasil é um dos países que mais se destacam quando o assunto é desenvolvimento profissional. O levantamento aponta que 77% dos profissionais brasileiros acreditam que a realização do Coaching por seu chefe é realmente eficiente e otimiza o ambiente de trabalho.

Nos outros países, a média é de 55%.

 

Fonte: Revista PIM Amazônia, publicada em 01/03/2015