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Psicologia Cognitiva: O que é, Principais Abordagens e Exemplos

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Quer entender como a psicologia cognitiva pode ajudar no seu desenvolvimento pessoal e profissional?

Então, você chegou ao lugar certo.

Essa área de conhecimento costuma atrair muitos entusiastas da cognição humana, porque o seu campo de estudo está relacionado diretamente ao comportamento.

Já se perguntou por que você tem dificuldades para manter a atenção em uma certa atividade por mais de cinco minutos?

Por que você conta com uma memória seletiva, que se recorda perfeitamente de alguns rostos e situações, mas parece bloquear outros?

Tudo isso é muito importante, mas existe algo fundamental para colocar em prática:
Você precisa de ter hábitos certos, que vão te colocar em ação.


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Continuando...

Por que possui maior dificuldade de tomar decisões em situações de estresse e urgência?

Essas questões são objetos de pesquisa da psicologia cognitiva.

Neste post, você vai entender, em detalhes, quais são as suas áreas de investigação e a contribuição que esse estudo pode trazer para sua performance.

Qual é o Objeto de Estudo da Psicologia Cognitiva?

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Por meio do estudo da psicologia cognitiva, os especialistas procuram entender os motivos pelos quais uma pessoa toma determinadas ações.

De forma simples, podemos tratar da psicologia cognitiva como o estudo dos processos mentais que motivam um determinado comportamento.

No livro Psicologia Cognitiva (Editora LTC, 2004), a escritora Margareth Matlin define a cognição como a “capacidade para armazenar, transformar e aplicar o conhecimento, sendo um amplo leque de processos mentais”.

Isso explica por que esse campo de estudo é tão extenso: examina desde questões sobre atenção e memória até percepção, raciocínio, criatividade, tomada de decisão e resolução de problemas, entre outras áreas.

Por meio do estudo da psicologia cognitiva, os especialistas procuram entender os motivos pelos quais uma pessoa toma determinadas ações, faz certas escolhas e opta por determinados caminhos.

Parece complexo, mas, na prática, não é tão difícil de entender esse mecanismo.

Desde que nasceu, você é inserido em um contexto e constrói, dia após dia, assimilações, que geram recordações e provocam pensamentos.

Tudo que você faz – a maneira como se expressa e se relaciona, os motivos pelos quais toma suas decisões – está relacionado a esses eventos passados, em maior e menor grau.

O grande desafio é entender a relação entre os eventos passados e os atos do presente.

É isso que os estudiosos da psicologia cognitiva buscam entender na prática.

Nos próximos tópicos, traremos mais exemplos e informações para que você possa se situar bem no assunto.

Quem é o Pai da Psicologia Cognitiva?

pai da psicologia cognitiva
Dezenas de filósofos, matemáticos e pesquisadores têm se dedicado a investigar as capacidades mentais ao longo das décadas.

Estudar e tentar entender os processos mentais não é um interesse recente entre os pesquisadores.

Dezenas de filósofos, matemáticos e pesquisadores têm se dedicado a investigar as capacidades mentais ao longo das décadas.

Os filósofos gregos Platão e Aristóteles, por exemplo, foram alguns dos precursores desse estudo.

Mas a psicologia cognitiva como a conhecemos é, de fato, recente dentro do ramo da psicologia.

Ela se desenvolveu como uma área separada apenas no fim dos anos 1950.

Quem cunhou o termo “psicologia cognitiva” pela primeira vez no ambiente acadêmico foi o pesquisador alemão Ulric Neisser, com o lançamento do livro Cognitive Psychology, em 1967.

Para muitos, o estudioso, que fez carreira nos Estados Unidos, é considerado o pai da psicologia cognitiva, por ter dado o pontapé inicial.

Entre outras contribuições para o estudo da mente, Neisser defendeu a tese de que os processos mentais de uma pessoa podem ser medidos e analisados.

Em termos mais técnicos, Neisser definiu psicologia cognitiva como a psicologia que se refere a todos os processos em que um input sensorial é transformado, reduzido, elaborado, armazenado, recuperado e, finalmente, utilizado.

Maiores Áreas de Investigação em Psicologia Cognitiva

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Os filósofos gregos Platão e Aristóteles, por exemplo, foram alguns dos precursores desse estudo.

Agora que você já sabe o que é a psicologia cognitiva e o que ela estuda, chegou a hora de se aprofundar nas maiores áreas de investigação dentro dessa área.

Vamos lá?

Percepção

A percepção tem a ver com a captação de e o processamento dessa informação.

Esses dados podem ser processados por diferentes sentidos.

A todo momento, você está exposto a estímulos de natureza visual, olfativa, tátil, gustativa, auditiva e cinestésica (que se relaciona ao equilíbrio e movimento do corpo).

Não é difícil concluir que o processamento da cognição está diretamente ligado às informações que você recebe por meio sensorial, já que esses estímulos são a base da nossa compreensão do mundo.

A partir dessa relação entre os estímulos e o processo cognitivo, surge a influência sobre o comportamento.

Quando alguém é enganado por uma ilusão de ótica, por exemplo, o processo mental é levado a uma conclusão incorreta devido aos estímulos visuais.

Isso é explicado pelo fato de que o cérebro busca um reconhecimento de padrões.

Os estímulos sensoriais são organizados por vários sistemas perceptivos do cérebro, para montar um padrão.

Nesse caso, o que você entende por percepção dos órgãos sensoriais pode ser simplesmente uma organização do cérebro para dar conta de padrões estabelecidos previamente.

A ilusão de ótica ocorre quando o cérebro monta um padrão específico diante dos estímulos, mas a realidade contradiz o resultado.

Memória

A memória pode ser definida como a capacidade de registrar, armazenar e recordar informações recebidas e processadas pelo seu corpo e cérebro.

Talvez a memória seja a função mental mais estudada pela psicologia cognitiva, ao lado da linguagem e da inteligência.

Isso pode ser explicado pelo fato de que é relativamente simples solicitar a memorização e a recordação de experiências, o que facilita o trabalho de pesquisadores e até dos leigos.

A memória pode ser divida em três processos:

  1. Codificação: capacidade da mente de captar e registrar a informação, mantendo-a ativa até ser armazenada
  2. Armazenamento: capacidade de reter a informação pelo tempo necessário para que possa ser recuperada
  3. Reprodução: capacidade de recordar a memória armazenada.

Dentro do campo de estudo da memória, é possível elencar diversas classificações, como memória autobiográfica, memória episódica e memória sensorial.

Vale destacar, ainda, o nome dado para a perda de memória: a amnésia.

A amnésia ocorre quando alguém perde a capacidade de armazenar ou recuperar as informações.

Em geral, esse problema está associado ao envelhecimento.

Linguagem

A linguagem está relacionada com a capacidade de receber, interpretar e emitir informações.

Ela também é muito estudada dentro da psicologia cognitiva, porque está no campo de interesse de várias ciências, como a antropologia, a sociologia, a filosofia e a comunicação.

A linguagem é tão característica da espécie humana, que é apontada, por muitos autores, como a principal diferença para outras espécies.

Por meio da da linguagem, conseguimos manipular símbolos linguísticos, o que permite a troca de informações entre as pessoas.

De acordo com estudiosos, a habilidade linguística é desenvolvida juntamente aos processos cognitivos: na medida em que as funções mentais se desenvolvem, a linguagem amplia seus recursos e sua complexidade.

Pensamento

Finalmente, o pensamento pode ser descrito como a capacidade de compreender, formar e organizar ideias.

É a habilidade de manipular ideias e conceitos mentalmente, criando relações, conexões e oposições a elementos provenientes de outras funções mentais, como as descritas acima (percepção, memória e linguagem).

Por essa capacidade de estabelecer conexões, o pensamento está geralmente associado à resolução de problemas e tomadas de decisões.

Entre os campos de estudo do pensamento, é possível destacar a lógica, o raciocínio, a formação de conceitos, resolução de problemas, julgamento e tomada de decisão.

4 Estágios de Desenvolvimento Cognitivo Humano

Estágios de Desenvolvimento Cognitivo Humano
Entre as maiores teses e descobertas de Piaget, estão os quatro estágios de desenvolvimento cognitivo humano.

Agora que já nos aprofundamos nas principais áreas de investigação em psicologia cognitiva, vale a pena dedicar alguns minutos para entender as ideias do psicólogo, epistemólogo e biólogo suíço Jean William Fritz Piaget.

Ele é considerado um dos mais importantes pensadores do século 20, devido às contribuições para o estudo do pensamento humano.

Entre as maiores teses e descobertas de Piaget, estão os quatro estágios de desenvolvimento cognitivo humano.

Esses estágios fazem parte da teoria cognitiva e foram elaborados por Piaget diante da intensa e minuciosa observação de seus filhos e de outras crianças.

Sensório Motor (0 a 2 anos)

De acordo com Piaget, na primeira fase da vida, o ser humano recorre a ações motoras para expressar seu conhecimento de mundo e para se relacionar com o ambiente.

Pré-Operatória (3 a 7 anos)

Na segunda fase da vida, até os sete anos, a intuição ganha força.

O ser humano desenvolve a linguagem e adquire noção sobre a própria identidade, o que explica o egocentrismo relacionado a essa etapa.

Operatória Concreto (8 a 11 anos)

É no terceiro estágio que a inteligência se desenvolve no formato de operações lógicas com referências concretas: nesse estágio, o raciocínio é desenvolvido com maior efetividade.

Operatório Formal ou Abstrato (12 a 15 anos)

Finalmente, o quarto e último estágio representa o momento em que a mente começa a realizar pensamentos abstratos.

Como o Processo Cognitivo é Realizado?

Como o Processo Cognitivo é Realizado
São centenas de milhares de impulsos elétricos ocorrendo de forma ininterrupta.

O cérebro humano possui cerca de 86 bilhões de neurônios, de 16 tipos diferentes.

Quando você se dá conta dessa dimensão, fica fácil entender por que o cérebro, o pensamento e o próprio processo cognitivo são tão complexos e difíceis de serem estudados.

São centenas de milhares de impulsos elétricos ocorrendo de forma ininterrupta, inclusive quando você imagina que nada está acontecendo.

Note, por exemplo, a rigidez do chão sob seus pés.

Até um segundo atrás, seu cérebro estava deliberadamente ignorando o chão, porque é isto que o processo cognitivo faz: cria filtros para se dedicar àquilo que mais importa no momento.

Olhando por essa perspectiva, você entende que a mente funciona como um poderoso radar: apesar de estar ligado o tempo todo, só vai mostrar na tela os elementos relevantes para quem está no controle.

Esses processos implicam receber, filtrar, organizar, modelar e reter os dados provenientes do meio em que você está inserido.

3 Etapas do Processo Mental

3 Etapas do Processo Mental
A mente funciona como um poderoso radar

O processo mental pode ser dividido em três etapas principais:

1. Sensação

A sensação é o primeiro estágio do processo mental.

Funciona assim: todas informações obtidas através da interação com o meio (que pode ocorrer de diferentes maneiras) são transformadas em sinais elétricos e processadas pelo cérebro, até produzirem aquilo que entendemos por sensações.

2. Percepção

Durante o estágio de percepção, ocorre a triagem das informações captadas pelos sentidos.

De modo simplificado, a percepção é formada pela seleção, organização e interpretação das informações captadas pelas sensações.

A percepção integra uma série de fatores, como o contexto no qual você está inserido, sua experiência passada e a memória distante e recente.

Por isso, a percepção será o resultado das sensações em conexão com as informações que você já possuía previamente.

3. Cognição

Na última etapa do processo mental, as percepções são trabalhadas e convertidas no que se conhece por pensamento.

Psicologia Cognitiva e o Coaching

Psicologia Cognitiva e o Coaching
O processo de coaching busca reforçar os aspectos positivos do cliente

Se você chegou até aqui, provavelmente já percebeu de que maneira a psicologia cognitiva pode contribuir com o coaching.

De forma bastante resumida, o coaching pode ser definido como uma metodologia de desenvolvimento pessoal e profissional que utiliza procedimentos orientados para que indivíduos ou equipes melhorem seu desempenho.

Com o objetivo de aperfeiçoar a performance e o autoconhecimento, o coaching permite entender como pensamos, sentimos, reagimos, aprendemos e mudamos, para atingir o objetivo final: a evolução.

Em outras palavras, o processo de coaching busca reforçar os aspectos positivos do cliente, ressignificar eventos negativos e estimular o aperfeiçoamento das suas capacidades.

É justamente aí que entra a importância de um profissional com domínio sobre a psicologia cognitiva.

Por meio da conversa, questionamentos e análise do perfil do cliente, o coach pode utilizar conceitos da neurociência para tornar a abordagem mais eficiente.

Quando ele entende a maneira como o pensamento é formado e conhece em detalhes o processo cognitivo, fica mais fácil identificar fatores que influenciam o comportamento do cliente.

Esses fatores podem estar relacionados, como já vimos neste post, a diferentes áreas de investigação da psicologia cognitiva, como percepção, memória, linguagem e pensamento.

Vale lembrar, ainda, que as estratégias do coaching também estão relacionadas ao aprofundamento da autoconsciência do cliente.

Por estar relacionada ao comportamento, a psicologia cognitiva também tem um papel importante nesse exercício de olhar “para dentro”.

Exemplos de Psicologia Cognitiva e Aplicações no Dia a Dia

Exemplos de Psicologia Cognitiva
Vamos abordar rapidamente cinco exemplos de aplicações no dia a dia.

Para facilitar ainda mais o seu entendimento de como a psicologia cognitiva pode contribuir para o cotidiano, vamos abordar rapidamente cinco exemplos de aplicações no dia a dia.

Acompanhe:

1. Concentração

Você coloca uma música nos fones de ouvido, vai para um ambiente reservado, desliga o celular, tira o telefone do gancho e, mesmo assim, não consegue se concentrar.

Há dias em que, não importa o que você faça para lidar com o problema, é impossível manter o foco no você precisa.

Essa dificuldade prejudica o desempenho e limita os resultados, além de provocar um imenso desperdício de tempo.

A psicologia cognitiva ajuda a estudar as razões para a falta de concentração, seja ela eventual ou recorrente.

Isso acontece porque o psicólogo cognitivo busca a raiz do problema, explorando eventos, sensações ou percepções que tenham originado a dificuldade em manter a mente focada.

2. Comunicação

Você fica nervoso e começa a suar frio só de pensar em subir em um palco com um microfone em mãos para discursar?

Muitas pessoas têm extrema dificuldade de falar em público.

Diante de uma sala ou auditório lotado, com toda a atenção sobre você, as mãos ficam trêmulas, a voz falha e a mente não ajuda: surgem os brancos: “Onde eu estava?”

Esse problema de comunicação também pode ser atenuado com a psicologia cognitiva, porque o especialista em cognição saberá encontrar a origem desse trauma e trabalhar essa insegurança.

3. Tomada de decisão

Tomar decisões nem sempre é uma tarefa fácil.

Seguramente você conhece alguém que é indeciso até para escolher o sabor de um pastel.

Algumas pessoas precisam de ajuda para tomar decisões que parecem muito simples para outras.

Acabam perdendo muito tempo com essa indecisão e, em alguns casos, postergam o momento de definir até que seja tarde demais.

A dificuldade em avaliar o que pode ser melhor para determinada pessoa, grupo ou empresa também pode ser trabalhada com a psicologia cognitiva, porque ela vai a fundo na origem dessa indecisão.

Como vimos, quando se conhece melhor o processo cognitivo, fica mais fácil interpretar tudo que acontece entre a percepção e a ação.

4. Resolução de problemas

Em momentos de tensão, o cérebro trava, as ideias somem e a solução do problema parece distante demais.

Certamente você conhece alguém que tem essa dificuldade.

Resolver problemas exige estabelecer uma série de relações de forma rápida, medindo possíveis causas e consequências, para chegar ao melhor conjunto de ações.

Quem sofre com dificuldades de raciocinar sob pressão também pode ser beneficiado com a psicologia cognitiva, porque, em muitos casos, uma pequena mudança no ponto de vista pode escancarar a melhor decisão.

5. Memória

Só quem já cometeu a gafe de esquecer do nome de uma pessoa importante e passar por um constrangimento na vida pessoal ou profissional sabe como o problema de memorização pode ser inconveniente.

A memorização afeta praticamente todas as relações humanas.

Qual era o nome do cliente com quem você conversou no dia anterior?

Quando é o seu aniversário de namoro?

Qual era a resposta para aquela questão na prova?

Todas essas situações são muito simples e fazem parte do dia a dia, mas exigem um esforço de memorização.

Para quem tem dificuldades em manter a memória em seu lugar (e acessá-la quando necessário), o problema pode alcançar proporções desastrosas.

E, em muitos casos, o problema pode ser amenizado com psicologia cognitiva, em especial quando acomete alguém em idade ativa.

Conclusão

Conclusão psicologia cognitiva
Como mencionamos antes, o coaching pode ser seu aliado nessa trilha de novas descobertas.

Esperamos que você tenha aprendido bastante ao longo da leitura deste material.

A psicologia cognitiva é um tema fascinante, e seu estudo leva a descobertas valiosas para o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Reconhecer a importância do pensamento, do raciocínio e da memorização é essencial para quem deseja aperfeiçoar o seu desempenho em qualquer área.

Agora, cabe a você dar prosseguimento a essa jornada de autoconhecimento.

Como mencionamos antes, o coaching pode ser seu aliado nessa trilha de novas descobertas.

Com essa metodologia, você ganha ferramentas que são amparadas pela psicologia cognitiva e que oferecem resultados poderosos para elevar sua capacidade de liderança e atingir os seus objetivos.

A partir daqui, a tomada de decisão é sua.

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