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Psicologia Humanista: O que é, Princípios Básicos – Guia Completo

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Você sabe o que é a Psicologia Humanista e como essa abordagem pode ser aplicada na sua vida?

Esse movimento propõe uma visão mais holística do ser humano.

Em vez manter o foco nos problemas, a Psicologia Humanista busca compreender a integralidade do indivíduo.

Nessa jornada de autoconhecimento, diversos fatores entram em cena: a saúde física, a personalidade, os anseios diários, a criatividade e muito mais.

Assim, o objetivo é a transformação pessoal em todas as esferas da vida.

Ficou curioso para mergulhar no assunto?

Então, siga a leitura para compreender tudo sobre a Psicologia Humanista e o que prega essa abordagem capaz de levar sua vida a um novo patamar.

O que é a Psicologia Humanista?

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A Psicologia Humanista é uma abordagem terapêutica que abrange uma visão integral – holística, se você preferir – do ser humano.

O movimento humanista, como também é chamado, compreende que a intervenção psicoterápica deve ser feita com foco na percepção dos desejos de autorrealização das pessoas.

Trata-se de um sentido contrário ao de outras abordagens, que acabam tendo enfoque direto em eliminar determinados padrões tidos como negativos para o indivíduo.

Um pouco confuso? Calma, você já vai entender melhor.

Muito provavelmente, você já ouviu falar em nomes como Freud, Jung e Lacan, correto?

Quando o assunto em pauta é a psique humana, rapidamente essas personalidades são apontadas como referências.

Tais psicanalistas trouxeram luz à complexidade do ser humano e de seu mundo inconsciente.

Mas as teorias apresentadas por eles não são verdades absolutas.

Os grandes especialistas na mente humana que você vai conhecer neste artigo não acreditavam que o comportamento de uma pessoa é primordialmente baseado em uma dualidade entre consciente e inconsciente.

Na Psicologia Humanista, a transformação pessoal envolve a análise do ser humano em sua totalidade, incluindo seus lampejos criativos, sua saúde física e todos os aspectos que compõem sua personalidade.

A seguir, vamos investigar a origem desse estudo e como aplicá-lo em sua vida.

Onde e Como Surgiu a Psicologia Humanista?

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Imagine o mundo ao fim da década de 1950.

A Europa era o grande berço da Psicanálise.

Eis que um grupo de psicólogos americanos passa a se questionar: será que, realmente, o processo de autodesenvolvimento humano deve partir de um princípio focado especialmente em “corrigir” patologias?

Não seria essa uma forma muito mecânica e negativa de analisar o ser humano, considerando primordialmente suas neuroses?

Não haveria uma forma de conduzir o processo terapêutico analisando as pessoas a partir de uma perspectiva mais positiva?

Tais indagações impulsionaram o surgimento da corrente humanista, que permeou a Europa e os Estados Unidos no início do século 20.

Até hoje, a Psicologia Humanista é utilizada em processos terapêuticos e ensinada àquelas pessoas que compartilham de sua visão.

Mas quem foram, afinal, as mentes que ousaram desafiar a psicanálise e o behaviorismo?

Nas próximas linhas, você vai conhecer as duas principais personalidades por trás da Teoria e da Abordagem Humanista

Quem são os precursores da Teoria e Perspectiva Humanista?

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Carl Rogers e Abraham Maslow são considerados os grandes precursores do movimento humanista.

A seguir, vamos entender melhor como eles moldaram essa perspectiva e quais foram suas maiores contribuições para esse estudo.

Carl Rogers

Nascido em Oak Park, uma aldeia no Estado de Illinois (EUA) e formado pela Universidade de Wisconsin-Madison, Rogers foi um dos principais responsáveis por construir os embasamentos teóricos da filosofia humanista a partir de uma abordagem criada por ele mesmo.

Trata-se da Abordagem Centrada na Pessoa.

As investigações científicas coordenadas pelo psicólogo o levaram a crer que o núcleo básico da personalidade humana não é moldado exclusivamente por suas neuroses e traumas.

Pelo contrário: o especialista identificou que existe no ser humano um impulso ao crescimento, ao autodesenvolvimento, um desejo de tornar-se melhor que engloba todas as áreas de sua vida, envolvendo também sua saúde física e a busca pelo bem-estar.

Faz sentido, não é?

Afinal, o desejo de evoluir é inerente, até mesmo, à essência biológica do ser humano.

Ao contrário do que pregavam seus precursores na psicanálise, Rogers entendia que o papel do terapeuta não era diagnosticar o trauma que impede alguém de ser feliz.

Era, sim, conduzir o paciente em seu processo de descobertas para que ele, enfim, encontrasse sozinho a sua própria cura.

Você já deve ter ouvido falar que, nas intervenções terapêuticas comuns, não pode haver uma relação entre psicanalista e paciente, correto?

Para Rogers, isso não fazia sentido.

Em sua Abordagem Centrada na Pessoa, ele ressaltou que é preciso haver uma relação de confiança entre o paciente e o terapeuta, para que, então, possa ser trilhado um caminho de cura para problemas de qualquer esfera, no trabalho ou na vida pessoal.

O psicólogo sinalizava que demonstrar apoio ao paciente não iria atrapalhar seu processo de autodescoberta e aprimoração.

Em sua mais célebre obra, “A Terapia Centrada no Cliente” (Editora Summus, 1992), Rogers descreve suas experiências contradizendo a necessidade de um afastamento entre terapeuta e paciente.

Para ele, um relacionamento próximo facilita o encontro do paciente com seu verdadeiro “eu”.

Talvez o maior legado de Rogers tenha sido a visão de que qualquer ser humano possui, em si mesmo, todos os recursos para lidar com suas dificuldades emocionais.

Por suas contribuições, ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, em 18 de janeiro de 1987.

Abraham Maslow

Outro grande precursor da Psicologia Humanista foi Abraham Maslow – lembrado principalmente pela criação da chamada Pirâmide de Maslow – sobre a qual falaremos um pouco mais adiante.

Nascido em Nova York e formado pela Universidade de Wisconsin-Madison, Maslow compartilhava dos mesmos ideais de Rogers.

Ele acreditava que o ser humano não poderia ser simplesmente tratado a partir da observação de comportamentos e da avaliação de padrões predeterminados.

O psicólogo também defendia uma terapia mais individualizada, na qual o próprio paciente pudesse optar sobre quais temas falar e tivesse liberdade para trilhar seu próprio caminho ao lidar com suas questões, a partir de uma análise global sobre seu comportamento.

Um processo terapêutico pautado pela empatia.

Maslow entendia, assim como Rogers, que o ser humano almeja se atualizar e ir em busca da sua melhor versão de modo a ter todas as suas necessidades atendidas.

Você vai compreender mais assertivamente esse ponto ao ver a pirâmide de Maslow mais adiante.

Mas, considerando a perspectiva histórica, é importante compreender que foram as teorias de Rogers e Maslow que realmente disseminaram a filosofia humanista pelo ocidente.

A fusão entre a corrente de pensamento dessas suas mentes brilhantes culminou, em 1961, na fundação da Associação Americana de Psicologia Humanista .

Um ano depois, o lançamento da célebre obra de Maslow Introdução à Psicologia do Ser (Editora Eldorado, 1962) foi tido com o marco de entrada da abordagem humanista como uma “terceira força” no ramo da Psicologia (a psicanálise é considerada a primeira e o behaviorismo, a segunda).

Com o crescente movimento da Teoria Humanista, em 1971, a psicologia humanista passou a ser uma das divisões de abordagem reconhecidas pela American Psychological Association.

Sem dúvidas, um grande marco e uma revolução em uma das principais áreas da ciência responsáveis pelo desenvolvimento humano.

Conceitos Básicos e Fundamentais da Psicologia Humanista

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A corrente humanista pode ser resumida em cinco princípios:

Tratamento a partir de uma visão holística

o paciente é tratado integralmente, considerando que cada aspecto de sua vida, incluindo desde seu bem-estar físico até sua espiritualidade, possui relação com seu caminho de autodescoberta e evolução.

Relevância do contexto interpessoal

A corrente humanista não crê que as dificuldades humanas estão exclusivamente ligadas a traumas de infância.

Nela, o tratamento parte de uma análise do contexto, do tempo e da realidade em que o paciente vive.

Crença na capacidade de autodesenvolvimento da pessoa

Os humanistas entendem que todos os seres humanos possuem, em si mesmos, a capacidade de determinarem suas próprias escolhas e encontrarem os mecanismos necessários para atingirem seu pleno potencial.

Compreensão do psicólogo como ferramenta

A Teoria Humanista propõe que o psicólogo deve participar ativamente do processo de evolução do paciente, oferecendo empatia e ajudando a guiá-lo em seu próprio caminho de descobertas, de modo que possa descobrir sua força para contornar adversidades.

Ciência da necessidade de autorrealização

Para os pais da Psicologia Humanista, Rogers e Maslow, todas as pessoas têm uma tendência inata de autorrealização e, por isso, devem confiar que em seu interior estão todas as respostas para atingir esse estado de completude.

Psicologia Humanista e a Pirâmide de Maslow

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Agora que você provavelmente já possui um entendimento mais claro sobre o que é a Psicologia Humanista, vale a pena contemplar um elemento visual que resume muito bem a sua essência: a Pirâmide de Maslow.

Você está lembrado de que, de acordo com o psicólogo, o ser humano possui um impulso autorrealizador, certo?

O especialista identificou que um indivíduo atinge o estado mais pleno de sua existência conforme aumenta o seu grau de autorrealização e automotivação.

Mas, para Maslow, a autorrealização plena depende de uma escala de necessidades que se sobrepõem.

Ou seja: conforme o psicólogo, ela ocorre em maior ou menor grau dependendo de cada nível superado de suas necessidades satisfeitas.

Para ilustrar sua teoria na prática, ele desenhou uma pirâmide composta por cinco níveis de autorrealização:

1. Fisiologia

Conforme Maslow, ter suas necessidades fisiológicas atendidas é o primeiro nível essencial para a autorrealização do ser humano.

Por isso, a base da pirâmide contempla fatores como a capacidade de respiração, acesso à alimentação, água e sono de qualidade.

2. Segurança

Após a fisiologia, a capacidade de autorrealização do ser humano também está relacionada à segurança – o que permeia as mais diversas áreas da vida.

Segurança do corpo, da família, da moralidade e de recursos financeiros, por exemplo.

3. Amor e Relacionamento

O próximo segmento da Pirâmide de Maslow diz respeito ao amor e aos relacionamentos.

Ele está relacionado, portanto, ao papel da família, das amizades e da intimidade sexual no processo de autorrealização humano.

4. Estima

Você muito provavelmente já ouviu falar na importância da autoestima, correto?

Para Maslow, o desenvolvimento da confiança em você mesmo e nas pessoas que o cercam já é um dos estágios mais elevados de autorrealização.

A capacidade de respeitar a você mesmo e aos outros é um dos frutos mais nobres de satisfação pessoal.

5. Realização Pessoal

Por fim, no topo da pirâmide, está a realização pessoal.

Ela compreende o estado mais elevado de autorrealização, no qual o indivíduo desenvolve plenamente seu senso de moralidade, criatividade, espontaneidade.

Nesse estágio, a vida se torna mais leve, pois a pessoa é capaz de aceitar os fatos, eliminar preconceitos e crenças limitantes.

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Benefícios da Aplicação da Psicologia Humanista

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O conceito de Psicologia Humanista provavelmente já está claro para você agora.

Mas o grande ponto é: quais são as vantagens práticas de uma intervenção humanista?

Você vai descobrir todas elas em detalhes.

Antes, porém, é válido fazer uma reflexão.

Você está ciente de que, segundo estimativas publicadas em 2017 pela da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão já atinge 4,4% da população mundial e 5,8% dos brasileiros?

Outro dado alarmante trazido pela organização é que o Brasil é o país com maior número de pessoas afetadas pelo transtorno de ansiedade no mundo.

O levantamento indica que 9,3% dos brasileiros são acometidos por algum tipo de transtorno de ansiedade.

Se a matemática não mente, talvez até mesmo você faça parte das estatísticas.

Você percebe que seus níveis de ansiedade estão elevados?

Às vezes, não consegue dormir?

Considera que os desafios da vida pessoal e do trabalho prejudicam seu estado mental?

Se a resposta for sim para essas perguntas, os dados mostram que você não está sozinho.

Mas é possível modificar esse cenário.

É aí que entra a Psicologia Humanista.

Rogers, em sua abordagem, entendia que as pessoas que se encontram infelizes estão em um estado mental adormecido.

De acordo com o psicólogo, a abordagem humanista ajuda a despertar o ser humano para a sua própria sabedoria interior.

Ao trilhar com o terapeuta um caminho de identificação de seus próprios medos e desejos, a pessoa pode encontrar e eliminar a raiz de suas ansiedades e lidar melhor com as frustrações que se apresentam em seu caminho.

De forma resumida, a Psicologia Humanista tem, como benefícios principais, o estímulo à autoconsciência, a redução de angústias e ansiedades e, por fim, a autorrealização – o topo da Pirâmide de Maslow.

Em relação a outras terapias, a Psicologia Humanista se diferencia por maximizar a liberdade de escolha e validar todo o potencial humano.

O Coaching e a Psicologia Humanista

Se identificou com a linha humanista?

Então, talvez você também se interesse pelo processo de coaching, que possui os princípios dessa abordagem em suas raízes.

Os preceitos da Psicologia Humanista são empregados com frequência no processo de autodescoberta que o coach percorre com o coachee.

Em sintonia com o humanismo, o coaching compartilha da visão otimista sobre o ser humano, compreendendo que há em qualquer pessoa um desejo inerente de se desenvolver.

O coach entende que a pessoa quer se realizar, pois esse impulso faz parte da natureza humana.

Mas, para que isso seja possível, ela precisa passar por um processo de consciência e eliminação de suas crenças limitantes.

O processo terapêutico e o coaching proporcionam as ferramentas necessárias para que essa mudança interna resulte em transformações na vida prática.

Para que, diante de uma situação desafiadora no trabalho e em seus relacionamentos interpessoais, você possa reagir com consciência da sua força interior.

Superando, assim, qualquer obstáculo.

Benefícios do Coaching

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Como vimos, o coaching e a Terapia Humanista têm, como propósito, ajudar você a administrar seus medos, ansiedades, conflitos internos.

Toda questão que essencialmente incomode e atrapalhe sua vida pode ser abordada no processo.

Entre os principais benefícios do coaching, é possível destacar:

1. Superação de bloqueios pessoais e profissionais

Talvez você ainda nem saiba quais são as raízes das angústias que não lhe permitem evoluir e ter mais sucesso em sua vida pessoal e profissional.

O coaching dispõe das ferramentas para ajudar a identificar e superar esses gatilhos.

2. Melhora dos relacionamentos e preocupações

O trabalho com o coach tem, como resultado, uma melhora nos seus relacionamentos interpessoais, a partir do momento em que você identifica os comportamentos que acionam suas angústias e descobre as melhores estratégias para lidar com eles.

3. Contorno de medos e convicções limitantes

Em sintonia com o tópico anterior, o processo de coaching proporciona maior segurança para você tomar as decisões certas, capazes de colocar você no melhor caminho rumo aos seus objetivos.

4. Recuperação da harmonia interior

O conceito de autorrealização, presente na Psicologia Humanista, também se aplica ao coaching.

Como resultado do processo, você vai recuperar sua harmonia interior à medida que avança em cada etapa da jornada do autoconhecimento.

Quando Contratar um Coach?

Não existe um momento “certo” ou “errado” para contratar um coach.

Em qualquer período da sua vida em que você sinta necessidade de enfrentar algum tipo de ansiedade, ou simplesmente sinta um impulso de se autodesenvolver, o coaching pode ser um excelente caminho.

Portanto, a decisão de aderir a um processo de coach parte de você – e é válida em qualquer idade ou situação.

Muitas vezes, as pessoas buscam essa solução em momentos de transição, tanto na vida pessoal quanto profissional.

Exemplo: uma troca de emprego, carreira ou função na empresa.

Nesse caso, o coach pode oferecer ferramentas para que você olhe para si mesmo, extraia o melhor de cada uma de suas potencialidades e identifique pontos fracos para se desenvolver ainda mais.

Como Se Tornar um Coach?

Se você gostou dos insights deste artigo e se sentiu inspirado a transformar sua vida – ou até mesmo impulsionar uma melhora na realidade das pessoas que o cercam – já pensou que talvez a formação de Coach possa ser um caminho interessante para a sua carreira?

Os treinamentos da SBC coaching já ajudaram a transformar a vida de mais de 25 mil pessoas.

A formação em Personal & Professional Coaching capacita profissionais a desenvolverem seu pleno potencial, por meio de um conteúdo pragmático que permite a expansão de suas competências emocionais, de comunicação e liderança.

A SBC também oferece treinamentos direcionados ao Career coaching, Executive Coaching, Positive Coaching – entre outras formações específicas.

Quem sabe não possa ser um bom caminho para a sua autorrealização?

Conclusão

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Viu como a Psicologia Humanista tem tudo a ver com coaching?

Esses dois estudos se complementam muito bem e podem ser uma mola propulsora para o seu crescimento.

Eles permitem que você olhe para si mesmo não a partir dos seus problemas, mas a partir do seu potencial.

Dessa forma, você tem condições de corrigir a rota mais rapidamente e de perceber a evolução de sua jornada com metas estabelecidas e uma visão construtiva e positiva desse crescimento.

Parece uma boa ideia, não?

O primeiro passo você já deu.

Agora basta seguir em frente em busca do autoconhecimento e da autoconfiança para criar hoje a realidade que você deseja encontrar amanhã.

Tirou suas dúvidas sobre a Psicologia Humanista? Não esqueça de compartilhar com os amigos nas suas redes sociais.

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