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Relações humanas: o que é, tipos e como desenvolver

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Que as relações humanas são fundamentais para nos desenvolvermos ninguém duvida. 

Mas será que temos a dimensão exata da importância que esse contato assume no dia a dia?

A verdade é que avançamos muito em termos tecnológicos, mas ainda temos dificuldades em compreender o poder concentrado em situações tão simples como uma conversa entre amigos ou mesmo a cooperação entre funcionários de uma mesma empresa. 

Felizmente, estamos avançando. 

Os estudos na área das relações humanas, por exemplo, têm se aprofundado e mostrado novas dimensões e possibilidades a serem exploradas. 

E, diferente do que muitos podem supor, esse contato próximo caminha lado a lado com a criação de soluções científicas cada vez mais surpreendentes.

 Afinal, nada disso aconteceria sem uma rede complexa de pessoas por trás. 

Mas sem mais divagações, vamos ao artigo? 

Ao longo do texto, você vai ter contato com a chamada teoria das relações humanas e vai ser capaz de compreender como esse conceito influencia a realidade que vivemos hoje, sobretudo no universo do trabalho. Isso para citar apenas um dos tópicos. 

Vamos começar?

O que são as relações humanas?

Somos seres sociáveis e, como tais, estamos em constante contato com outras pessoas. 

Aliás, é possível dizer que construímos toda a nossa existência com base nos laços que tecemos ao longo dos anos.

Isso vale para a nossa família, amigos, colegas de trabalho e até mesmo ilustres desconhecidos que encontramos pelo caminho.

Desse modo, podemos classificar as relações humanas como as interações que realizamos com todos esses indivíduos ao longo de nossas vidas – e, é claro, todas as implicações que isso gera.

Definitivamente, trata-se de algo complexo, por mais natural que possa ser. 

Afinal, as relações humanas implicam em trocas constantes, em compreender sentimentos e em aprimorar diariamente a arte da comunicação

Tudo isso, por sua vez, pode gerar conflitos dos mais diversos – e nem sempre estamos exatamente preparados para lidar com eles. 

No entanto, não há melhor forma de aprendermos a superar os problemas com outras pessoas do que a partir do convívio com elas. 

É no contato das relações humanas que nos desenvolvemos e fortalecemos a nossa inteligência emocional

É pelo exemplo do outro que entendemos como é possível fazer melhor. 

Não por acaso, nunca se falou tanto de empatia e da sua importância.

O mundo pode até ser cada vez mais de robôs, mas as novas gerações pedem por mais contato, olho no olho e verdadeiras experiências. 

E como seria possível seguir nesse caminho sem a capacidade de se colocar no lugar do outro e entender as suas dores? 

Bom, já deu para ver que, definitivamente, esse não é um assunto que possa ser definido como simples. 

As relações humanas, afinal de contas, não o são. 

Quais são os tipos de relações humanas?

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Podemos classificar as relações humanas em dois tipos básicos, como veremos a seguir. 

Eles nos ajudam a compreender os diferentes níveis em que estamos envolvidos e como isso influencia o modo como reagimos diante de situações diversas. 

Interpessoais

O relacionamento interpessoal fala sobre o modo como nos comunicamos com o mundo e com as pessoas ao nosso redor. 

Sabe aquelas trocas com diferentes atores das quais falamos? Pois é exatamente isso que se trata.

Basicamente, são os contatos que temos todos os dias e ajudam a compor as vivências que acumulamos e também a personalidade que construímos.

Intrapessoal

O que nem sempre notamos, no entanto, é que o modo como construímos as relações com as pessoas tem tudo a ver com o nosso próprio momento. 

A comunicação intrapessoal, nesse sentido, é fundamental. 

Para alguns, ela é exercida a partir da meditação. 

Outros, no entanto, preferem orar. Há ainda quem goste de conversar sozinho para tentar clarear as ideias. 

Mas a verdade é que o método é o que menos importa. 

A questão central aqui é o autoconhecimento e como ele nos ajuda a compreender nossos próprios limites e virtudes. 

Trata-se de olhar para si mesmo e enxergar lá no fundo. 

Afinal, como seria possível manter relações humanas saudáveis se você sequer compreende a si mesmo?

Ou seja, precisamos partir da construção de uma relação saudável com nós mesmos se o objetivo é sermos mais assertivos na comunicação com o outro.

O que são as relações humanas no trabalho?

Assim como na vida pessoal, no ambiente profissional as relações humanas também ocupam papel central. 

Afinal, passou do tempo em que cada um fazia seu trabalho de cabeça baixa, sem qualquer interação ou troca de ideias.

Não por acaso, cada vez mais as empresas buscam colaboradores que possuam habilidades comunicacionais desenvolvidas e que saibam trabalhar em equipe

Isso porque a boa capacidade de relacionamento é um ponto fundamental para que a produtividade se mantenha lá em cima. 

Não entendeu? Vamos a algumas reflexões que podem ajudar. 

Imagine que a empresa iniciou um novo projeto e contratou colaboradores que somassem diferentes expertises necessárias para levar a iniciativa adiante. 

Todos possuíam alta competência técnica, verdadeiros especialistas no assunto. 

Um deles, no entanto, não gostava de trabalhar em equipe e preferia fazer tudo por conta, sem compartilhar suas ideias com os demais.

Aos poucos, essa atitude começou a irritar os colegas, que simplesmente viraram as costas e decidiram ignorar que ele existia. 

Passados alguns meses, chegou a hora de apresentar os resultados alcançados até ali. O que você imagina que poderia acontecer em um cenário como esse? 

Mesmo que o talento individual possa ter, hipoteticamente, rendido avanços importantes, certamente faltou sintonia para que a equipe rendesse conforme o esperado. 

E não pense que o erro é apenas do profissional que demonstra não saber trabalhar em equipe. 

Mesmo diante da falta de abertura, os demais colegas deveriam ter buscado uma atitude empática para entender o que estava acontecendo e buscar o diálogo. 

Sem essa troca, o ambiente de trabalho se transforma em um espaço hostil e de uma competição injustificada, que abre espaço para fofocas e desentendimentos.

Mas é claro que essa postura de reforço à importância de relações saudáveis também deve ser adotada e incentivada pela própria empresa. 

Ou seja, é preciso dar o exemplo e oferecer condições dignas e mostrar real interesse pelo momento vivido pelos colaboradores.

Tudo isso se transforma em combustível para que a equipe se veja incentivada a ir além e alcançar os objetivos definidos no planejamento. 

O que é a teoria das relações humanas?

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Tudo o que já falamos até aqui nos traz um tópico fundamental para discutir esse assunto: a teoria das relações humanas.

Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre ela, especificamente, mas com certeza já sentiu seus reflexos nos locais em que trabalhou – e, em muitos momentos, já deve até ter desejado que ela tivesse sido formulada antes.

Para entender do que estamos falando, é preciso fazer um resgate histórico e entender a realidade vivida nos Estados Unidos da década de 1930, após a Grande Depressão.

Até então, os funcionários das empresas eram vistos como verdadeiros robôs, que precisam trabalhar por longas jornadas e que deviam apenas seguir a programação estabelecida. 

Pouco importava se as condições sanitárias eram boas, se havia segurança para atuar ou mesmo se todo aquele contexto esgotava a saúde mental. 

Produzir e gerar lucro era a regra número um. 

Foi então que 1929 chegou com a força de um tsunami e destruiu o modelo econômico praticado até então. 

Na esteira dessa mudança, outras tantas começaram a ganhar vez. 

Aos poucos, os protestos dos trabalhadores se intensificaram: eles queriam, afinal ser reconhecidos como pessoas. 

Todo esse contexto deu força para os estudos que foram realizados pouco antes, em 1927, na fábrica Western Electric, localizada no bairro de Hawthorne, em Chicago. 

Eles avaliaram como mudanças sutis no ambiente de trabalho eram capazes de afetar a produtividade dos trabalhadores. 

As pesquisas foram conduzidas por uma equipe de Harvard, dirigida por Elton Mayo, médico especialista em psicopatologia, e Fritz Roethlisberger, engenheiro. 

A dupla dividiu o processo em quatro fases, como demonstrado a seguir. 

Primeira fase

A primeira experiência buscou testar o efeito que a iluminação poderia ter sobre o rendimento apresentado pelos operários. 

Foram selecionados dois grupos que desempenhavam as mesmas atividades. 

Um deles trabalhou com luz que variava em intensidade e o outro com luz constante. 

Ambos apresentaram incremento de produtividade.

A grande surpresa, no entanto, veio com o teste em que um grupo de operários com uma iluminação reduzida. 

Assim como aconteceu com os outros, eles também foram mais produtivos. 

Experimento descartado? Nada disso. 

A conclusão tirada desse resultado foi de que, na verdade, a produtividade não tinha a ver apenas com questões fisiológicas, mas também psicológicas: a atenção dada para aqueles funcionários era a real diferença. 

Segunda fase

O outro experimento avaliou um departamento onde mulheres montavam relés de telefone. 

Elas foram separadas em dois grupos: o de controle, que funcionava nos moldes tradicionais, e o experimental, submetido a novas condições de trabalho.

No caso do grupo experimental, diversos testes foram feitos, como troca do ambiente de trabalho, alteração na forma de pagamento, oferta de pequenos intervalos ao longo da jornada e presença de um supervisor que orientava o grupo de maneira tranquila. 

O resultado encontrado foi o aumento da produção entre esse grupo. 

Algumas das explicações foram que as mudanças permitiram a criação de um ambiente amistoso, menos pressão e mais liberdade. 

Além disso, ocorreu um desenvolvimento em nível social do grupo, o que permitiu que atuassem de maneira mais unida. 

Terceira fase

Com os resultados encontrados até aqui, os pesquisadores já haviam entendido o quanto o modo como as relações eram construídas influenciavam no trabalho apresentado. 

Por isso, decidiram iniciar entrevistas com as mulheres que, no estudo anterior, participaram do grupo de controle. 

O objetivo era compreender melhor como se sentiam e conseguir sugestões de como melhorar o tratamento que recebiam.

Um dos principais aspectos observados foi o quanto elas se sentiam humilhadas pela vigilância constante de seus supervisores, como se não pudessem sair do script por um único segundo.

A evolução dessa etapa foi adotar a técnica da entrevista não diretiva, em que o trabalhador fala livremente, sem qualquer interrupção por parte do entrevistador e mesmo sem a sugestão de um roteiro de perguntas a ser seguido. 

Foi dessa forma que o estudo descobriu a existência de uma organização formada pelos operários para que pudessem se proteger de ameaças vindas de supervisores e da administração – o que reforça o quanto os laços de lealdade que se criam no ambiente de trabalho são importantes. 

Quarta fase

Para finalizar, a última fase ocorreu a partir da formação de um grupo experimental, que era observado por um pesquisador e entrevistado eventualmente por outro.

 O pagamento recebido era sempre baseado na produção que o grupo conseguia atingir. 

Por conta disso, os operários trabalhavam até atingir um nível que julgavam como ideal e depois diminuiam o ritmo adotado.

A produção era informada de forma a permitir que o excesso atingido em um dia pudesse servir para compensação em outro de menor produção. 

Assim, os pesquisadores puderam notar que se criou um esquema de solidariedade entre o grupo, analisando as relações existentes entre aquela organização formal da empresa e as redes informais criadas pelos próprios trabalhadores. 

Qual o principal foco da teoria das relações humanas?

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Depois de tantos experimentos, a análise possível foi uma só: as relações sociais criadas no ambiente de trabalho também influenciam, e muito, nas variações de produtividade

Hoje, essa pode até soar como uma obviedade. 

No entanto, essa simples constatação promoveu verdadeiras mudanças no campo profissional e ajudou a estruturar o que conhecemos atualmente como o campo de recursos humanos

De maneira resumida, podemos dizer que foram três as grandes conclusões tiradas dos estudos: 

  1. Os aspectos naturais das relações humanas possuem um poder maior do que as estruturas organizacionais conseguem definir – e, justamente por isso, não podem ser ignorados
  2. A necessidade de comunicação entre profissionais e chefes é latente e precisa se configurar como uma via de mão dupla
  3. A presença de uma liderança qualificada, capaz de motivar e garantir a tomada de decisões corretas, faz toda a diferença.

Importância das relações humanas para as empresas

Bom, depois de todas essas informações, nem é preciso falar muito sobre o quão importante é o papel das relações humanas dentro de uma empresa, não é mesmo? 

Falar sobre esse assunto é se referir não apenas à boa convivência entre colegas, mas também à motivação, à produtividade e à satisfação alcançadas diariamente pelos colaboradores. 

Ignorar isso é ficar preso a um passado que já não tem mais espaço – ou que, pelo menos, está em extinção – no ambiente de trabalho. 

Como o coaching pode te ajudar a desenvolver as relações humanas?

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Aprimorar a comunicação com os nossos pares, como já deu para ver, é condição essencial para quem deseja se desenvolver na vida pessoal e mesmo profissional.

E quer forma mais eficiente de trilhar esse caminho do que contando com o suporte da principal metodologia de desenvolvimento humano do mundo? 

O coaching é a alternativa ideal para quem busca conhecer a si mesmo, definir objetivos claros e crescer enquanto atinge cada um deles. 

Tudo isso a partir da potencialização de competências comportamentais que vão fazer a diferença no modo como você encara e age no dia a dia. 

Na SBCoaching são inúmeras opções de cursos pensados para atender as mais diversas demandas. 

Se a meta é aprimorar a sua capacidade de se relacionar com pessoas, uma das opções é o Personal & Professional Coaching

Ao longo da formação, você vai aprender a superar as convicções limitantes, a trabalhar habilidades interpessoais para gerar relacionamentos mais positivos, despertar a capacidade de administrar conflitos e ainda controlar estados emocionais.

Agora, se o seu objetivo é se tornar um líder de sucesso e, é claro, garantir uma comunicação eficiente com a sua equipe, o Leader Coach é a alternativa perfeita. 

Você vai aprender a montar equipes de alta performance, desenvolver competências comunicacionais e aumentar o seu poder de tomada de decisão

Independente da escolha, uma coisa é certa: a metodologia de coaching é uma poderosa aliada para quem deseja trabalhar o modo como se relaciona com o mundo. 

Que tal dar o próximo passo? 

Acesse o nosso site e conheça ainda outras opções de cursos disponíveis. 

Ah, ficou com alguma dúvida? Não deixe de entrar em contato com o nosso time de especialistas. 

Conclusão

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E aí, o que você achou do nosso artigo sobre relações humanas? 

Entender a importância desse aspecto é também melhorar o modo como você se comunica com as pessoas ao seu redor, seja em casa ou mesmo no trabalho.

A teoria das relações humanas, inclusive, nos ajuda a perceber como podemos melhorar a nossa produtividade quando o ambiente profissional é saudável e oferece meios para que a equipe atue de maneira engajada e coletiva. 

No entanto, também não se esqueça: faça bom uso do autoconhecimento e aprenda, antes de qualquer coisa, a compreender a si mesmo. 

Sem isso, sobra pouco espaço para realmente ser empático com o outro e criar relações positivas. 

Mas agora aproveite e nos conte, qual tópico do texto você achou mais interessante? Aproveite o espaço dos comentários para compartilhar a sua opinião. 

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