90% dos brasileiros tem uma dieta inadequada e estão sujeitos a este transtorno, segundo pesquisa do IBGE. 

Compulsão alimentar pode ser mais comum do que se imagina

A compulsão alimentar é um transtorno mais comum do que se imagina. E o que muitos não sabem, é que qualquer pessoa pode ser atingida. O problema ocorre quando uma pessoa consome regularmente uma grande quantidade de comida de uma vez só até se sentir desconfortável, mesmo quando não sente fome alguma.

Um estudo do IBGE, entre 2008 e 2009, mostrou que cerca de 90% dos brasileiros praticava (e seguramente continuam praticando) uma dieta inadequada: e isso se reflete na pouca ingestão de frutas, legumes e verduras. Esse é um dos fatores que podem levar à compulsão alimentar.

Outro fator de risco para o transtorno alimentar é uma prática que está dominando a vida moderna: a manunteção e o incentivo, sem prescrição de especialistas, das dietas muito restritivas. Basicamente, isso acontece porque uma dieta que diminua alguns nutrientes, principalmente o carboidrato, tira o equilibro do organismo. Isso faz com que o corpo utilize mecanismos compensatórios quando perceber alguma oportunidade de extravasar, desencadeando a compulsão.

É fundamental estipular horários para as refeições, evitando que o organismo fique muito tempo em jejum.

Importante: o organismo em jejum perde as reservas energéticas, e aciona a bioquímica do corpo para recuperar rapidamente a sua reserva. Logo, o corpo entende esta rapidez como uma compulsão.

Por isso, é muito importante que a alimentação esteja regulada pelo hábito (que deve se tornar uma disciplina) de estipular horários para a cada refeição. Desse modo, o ato de comer se torna uma regra (equilibrada) e não um ato de gula. É de sabedoria popular que uma rotina alimentar com intervalos de 3 em 3 horas mantém o metabolismo acelerado, e realmente contribui para a perda de peso.

Procure os especialistas: também é necessário ressaltar que o transtorno alimentar exige o acompanhamento de um médico especialista que indique a dieta ideal para o paciente, além do apoio de um psicólogo para conduzir o processo de tratamento, que pode trazer desafios emocionais e comportamentais.

Se você tem dúvidas sobre como identificar o problema, eu separei uma lista com alguns sintomas que podem ser percebidos no dia a dia.

Sinais do Transtorno Alimentar

– Comer sem estar com fome e continuar comendo mesmo quando sente o estômago cheio.

– Comer escondido ou esconder comida para comer depois.

– Comer rápido demais.

– Demonstração de apego às embalagens de alimentos, mesmo que já estão vazias.

– Estresse, ansiedade, tristeza, culpa e preocupação que levam a pessoa a pensar em comer o dia todo.

– Insatisfação com seu peso e aparência.


Dicas para evitar a compulsão alimentar

– Comer salada antes das principais refeições: esse costume agrega volume ao corpo do estômago, estimulando os neuropeptídios da saciedade.

– Comer alimentos que são fonte em triptofano: iogurte, aveia, grãos, banana, ovos e queijos são fontes de triptofano.

OBS: O triptofano faz parte do neurotransmissor serotonina, a substância que gera a sensação de tranquilidade, controle de ansiedade e saciedade.

– Beber bastante água: um corpo desidratado gera fraqueza e fadiga, sensações que induzem compulsão.

Até a próxima coluna! Aqui é o espaço para falar de Coaching, Bem-Estar e Nutrição para uma vida mais feliz e saudável.