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Síndrome de Peter Pan: o que é, sintomas e como lidar

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Você já ouviu falar da Síndrome de Peter Pan? 

Caso já tenha assistido ao desenho animado da Disney, que dá nome ao problema, está um passo à frente dos demais e, possivelmente, possui uma boa ideia do que se trata.

Isso porque a condição não tem essa alusão à toa, quem possui essa síndrome repete comportamentos parecidos aos do protagonista das telas. 

Caso você não tenha visto a animação, Peter Pan é um pequeno rapaz que vive na Terra do Nunca e se recusa a crescer. 

Ninguém sabe ao certo a idade dele, mas ele age como se fosse uma criança, sempre se metendo em aventuras mágicas.

E aí, pegou a referência agora? 

Conhece alguém que também conta com algumas dificuldades para lidar com as responsabilidades da vida adulta?

Bom, chegou a hora de conhecer um pouco mais sobre a Síndrome de Peter Pan: o que, de fato ela é, seus sintomas e os impactos que ela pode causar na vida pessoal e profissional. 

O que é a Síndrome de Peter Pan?

Síndrome de Peter Pan é uma condição que ataca, sobretudo, os homens e tem como principal sintoma a falta de amadurecimento.

Então, quer dizer que todo tiozão que vive fazendo piadinha sofre desse problema? Não necessariamente. 

Até porque, todos nós temos um lado brincalhão, aquela criança que vive dentro de nós e que nunca devemos deixar partir.

O problema é quando uma pessoa faz dessa parte infantil a sua verdadeira e única personalidade

Quem sofre da síndrome não fica apenas fazendo comentários engraçados mesmo em momentos inapropriados, mas, principalmente, também não supera aquela fase narcisista, egocêntrica e imatura comum aos pequenos.

Além disso, os Peter Pans têm pesadelos só de pensar nas responsabilidades e nos compromissos que eventualmente precisam assumir.

Para fugir de suas obrigações, costumam lançar mão da sua noção equivocada de liberdade, dizendo que todos temos o livre arbítrio para decidir o que vamos ou não fazer.

Quais os indícios da Síndrome de Peter Pan?

A Síndrome de Peter Pan é uma condição relativamente nova ou, ao menos, investigada mais recentemente. 

As primeiras menções à ela são do final do século passado, mais precisamente na década de 1980.

Foi em 1983 que o psicólogo norte-americano Dan Kiley lançou o livro “Peter Pan Syndrome: men who have never grown up”, ou “Síndrome de Peter Pan: os homens que nunca crescem”, em uma tradução livre.

Na obra, o autor elenca sete sintomas que caracterizam pessoas afetadas pela síndrome. São eles:

  • Dificuldades em expressar aquilo que sente
  • Procrastinação de tarefas e obrigações
  • Problemas ao construir vínculos duradouro e verdadeiros
  • Negação recorrente de suas responsabilidade, nada nunca é sua culpa
  • Relacionamento complicado com a mãe, um misto de culpa e raiva
  • Adoração pela figura paterna
  • Quase nenhum interesse pela sexualidade.

A Síndrome de Peter Pan tem se mostrado cada vez mais em voga atualmente. 

Em um cenário de crise econômica, em que os jovens sofrem para conseguir emprego, a dependência financeira dos pais é uma realidade.

Muitos adolescentes e jovens adultos, inclusive, estão demorando mais a deixar a casa de seus responsáveis para aproveitar ao máximo as mordomias que possuem à disposição.

Peter Pan contemporâneo

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Para não ficarmos somente no exemplo do personagem da Disney que dá nome à síndrome, vamos utilizar um outro caso mais contemporâneo.

Todo mundo já assistiu algum episódio ou, pelo menos, ouvir falar da série norte-americana The Big Bang Theory, não é mesmo?

Pois bem, no seriado, um dos protagonistas, o Howard, é um caso típico de um adulto com Síndrome de Peter Pan. 

Com dificuldades para assumir seus próprios erros e incapaz de arcar com os compromissos financeiros e as tarefas domésticas, o jovem nerd tem hábitos e hobbies de criança.

Apesar de ser um tanto quanto caricato, o personagem representa bem um homem com essa condição. 

Howard viveu a vida toda na casa da mãe e, mesmo após a morte dela, continua a morar lá com a sua esposa Bernadette que, por sinal, ocupa o lugar deixado pela figura materna.

Como é realizado o diagnóstico da Síndrome de Peter Pan?

É complicado falar em diagnóstico em uma síndrome que não está listada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) e que, portanto, não é considerada uma doença.

Até porque, via de regra, a Síndrome de Peter Pan não causa diretamente nenhum mal para a saúde de seus portadores. 

O que acontece é que os problemas decorrentes de um comportamento imaturo e das dificuldades em se relacionar podem impactar a qualidade de vida da pessoa. 

Ainda assim, existem alguns fatores de risco que podem facilitar um diagnóstico. 

Não é raro que os Peter Pans assumam essa condição em virtude de algum abalo emocional na primeira infância, como problemas de relacionamento com os pais, por exemplo.

E usam essa personalidade infantil para chamar atenção e receber maiores cuidados.

Existem casos também em que o comportamento imaturo funciona como uma tentativa de voltar a uma época que foi pouco aproveitada. 

Muitas crianças assumem certas responsabilidades muito cedo, passando de crianças a adultos sem qualquer tipo de preparação. 

Os jogadores de futebol, sobretudo no Brasil, são ótimos exemplos. 

Desde pequenos, eles são a grande esperança financeira da família, carregando muitas responsabilidades em seus ombros e, por sua vez, queimando muitas etapas do amadurecimento natural de um jovem.

A grande verdade é que o diagnóstico da Síndrome de Peter Pan é complicado, pois suas causas são multifatoriais. 

Tudo depende da cultura, da educação e do contexto em que a pessoa está inserida.

Para usar um desses fatores citados acima como exemplo, uma educação permissiva, sem limites, aumenta as chances da criança virar um adulto com pouca noção de responsabilidade.

Podemos dizer, portanto, que a criação é um dos maiores balizadores para um diagnóstico preciso da síndrome, uma vez que uma das suas principais características é justamente essa interrupção da maturidade emocional na criança.

É importante ficar atento, principalmente, a homens que apresentam comportamentos imaturos em excesso, perfil narcisista, apego financeiro e sentimental aos pais, baixa autoestima, certo grau de rebeldia, irresponsabilidade elevada e dificuldades em criar vínculos com outras pessoas, principalmente, de natureza amorosa.

Vale destacar, no entanto, que nem todos os Peter Pans, necessariamente, possuem as mesmas características. 

Como saber se eu tenho a Síndrome de Peter Pan?

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O diagnóstico da Síndrome de Peter Pan é complicado, mas nós conseguimos reunir quatro sinais que podem ajudar você a descobrir se é portador ou não da condição. 

Confira:

Medo de se envolver em um relacionamento

Parece um tanto contraditório, não é mesmo? 

Como uma pessoa que clama por atenção e tem um apego emocional muito forte tem receio de se envolver com alguém?

Na verdade, não é bem isso. 

Os Peter Pans não se importam e até gostam de ficar namorar, o problema é quando o relacionamento começa a ficar muito sério.

Juntar as escovas de dente, dividir as contas e as tarefas domésticas, adotar um cachorro. 

São assuntos que tiram o sono de qualquer portador da síndrome. 

Casamentos e filhos então é motivo de pesadelos. 

Isso porque acaba com aquela sensação de liberdade, que já falamos à respeito.

São mestres na arte de inventar desculpas

Para fugir das suas responsabilidades, sejam elas pessoais ou profissionais, os Peter Pans criam desculpas como ninguém. 

É realmente impressionante a sua capacidade de tirar o corpo fora. 

Quando chega algum feedback negativo na empresa, ele logo dá um jeito de empurrar a bronca para a equipe toda.

Ou quando ele se compromete em fazer algum reparo em casa durante o seu tempo livre e, no final, não faz nada e ainda diz: “surgiu uma demanda do trabalho, tive que resolver”. 

Mas, na verdade, ele passou o dia todo jogando videogame.

Postergador nato

Uma outra maneira de descobrir se você tem ou não a Síndrome de Peter Pan é analisar a sua relação com os prazos.

Se você gosta de empurrar as obrigações com a barriga por achar que elas não são tão importantes assim, é bom verificar mais a fundo essa posição.

Porque os Peter Pans são postergadores natos. 

Por não terem um senso de responsabilidade apurado, eles sempre acreditam que podem cumprir os seus compromissos mais tarde.

Mimados e sem limites

Essa é uma característica muito comum aos Peter Pans. 

Em função da sua criação permissiva, eles acreditam que podem tudo e, ainda, ficam bravos quando alguém não cede aos seu caprichos.

Em uma reunião entre amigos, todos podem querer comida italiana, mas se o paciente quiser comida mexicana ou japonesa, ele vai bater o pé até que todos cedam e concordem.

Isso também é muito comum com os bens físicos. 

Em um dia, o sonho de consumo é comprar um carro. 

Depois de adquirir um automóvel zero quilômetro e rodar algumas semanas com ele, o veículo é deixado de lado para dar lugar a outro desejo. 

Quais os impactos da Síndrome de Peter Pan na vida pessoal?

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De todos os impactos possíveis que a Síndrome de Peter Pan pode causar na vida pessoal de alguém o que mais forte é, sem dúvidas, a dificuldade em construir relacionamentos saudáveis.

Não só porque os próprios Peter Pans não conseguem se entregar inteiramente nas relações, mas, principalmente, porque as parceiras não querem um homem ao seu lado e não um filho.

As exceções costumam ser as pessoas que sofrem do Complexo de Wendy, que são aquelas que assumem a figura materna em qualquer tipo de relação, inclusive amorosa.

Ou seja, esse tipo de relacionamento dá certo porque de um lado tem aquele que representa o papel do filho e do outro o da mãe.

Para quem não sabe, Wendy é a personagem da história do Peter Pan que estabelece um vínculo emocional com o protagonista.

Mas quando falamos de relacionamentos, não estamos falando somente dos amorosos. Mesmo amizades são difíceis de se conseguir quando um dos lados não está disposto a ceder um pouco e deixar seus caprichos de lado.

Diante desse cenário, é comum vermos Peter Pans sozinhos, sem grandes vínculos com quer que seja. 

Quais os impactos da Síndrome de Peter Pan no mundo corporativo?

No âmbito profissional, esses impactos ainda são mais sentidos. 

O mundo corporativo é repleto de responsabilidades e cobranças. 

Duas palavras com que os Peter Pans não sabem lidar muito bem.

Além disso, falta maturidade a eles para lidar com certas questões do dia a dia. 

Ao receber um feedback negativo, o colaborador não pode fechar a cara e se emburrar. 

Não, é preciso refletir sobre as críticas e procurar ver de que maneira é possível evoluir. 

Mas um portador da síndrome, dificilmente, vai ter essa postura, pois levou uma vida sem qualquer imposição de limites. 

Seus pais, provavelmente, apoiavam tudo o que ele fazia. 

Esses são comportamentos intoleráveis no ambiente de trabalho. 

Nenhum líder tem que ficar aguentando colaborador resmungando pelos cantos como se tivesse levado um esporro do pai.

Para os Peter Pans, falta entender que eles vivem no mundo real, não na Terra do Nunca. 

Aqui, ninguém é expulso por se tornar adulto. 

Muito pelo contrário, faz parte da vida crescer e amadurecer.

O grande problema é que ao viverem no mundo da fantasia, eles não conseguem ser bons profissionais, nem bons parceiros, pais ou amigos.

Como lidar com a Síndrome de Peter Pan?

Síndrome de Peter Pan não é uma doença e muitas pessoas podem conviver muito bem com essa condição, sem que ela atrapalhe suas vidas.

No entanto, ainda assim, é preciso aprender a lidar com o problema. 

O melhor caminho sempre é a prevenção, o que nesse caso significa criar os filhos de modo que eles tenham um desenvolvimento emocional pleno.

Nada de ser permissivo demais, super protetor ou negligente. Imposição de limites é importante e não faz de nenhum pai ou uma mãe carrascos. 

Procurar ser responsáveis presentes também é fundamental. 

Presentes não apenas fisicamente, mas emocionalmente para dar o suporte necessário aos pequenos.

Agora, quando a criança já sofre da síndrome, o mais recomendado é procurar um profissional capacitado que ajuda a desenvolver, entre outras competências, o autoconhecimento.

Esse suporte vai ser fundamental para que a transição entre a fase infantil e adulta aconteça de forma natural e saudável. 

Como o coaching ajuda no seu desenvolvimento

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Quando falamos em autoconhecimento, automaticamente, vem a nossa cabeça o quê? 

A metodologia de coaching, sem dúvidas.

E essa associação não se dá por acaso. 

Afinal, estamos nos referindo a principal ferramenta de desenvolvimento humano do mundo.

Com o apoio do coach, você vai trabalhar a sua verdadeira identidade e, consequentemente, encontrar os caminhos para ter uma vida adulta de sucesso.

Durante as sessões, quem sofre de Síndrome de Peter Pan, por exemplo, vai entender a origem desses comportamentos adquiridos desde quando ele era bem pequeno, e que são habilidades fundamentais para a sua evolução.

A partir dessa imersão de autoconhecimento, outra competência importante entra em ação: a inteligência emocional

O paciente, então, vai começar a administrar mais os seus sentimentos, muitos deles repetições de padrões experienciados no ambiente familiar que limitam o seu amadurecimento.

O coachee vai atingir um ponto em que todos esses bloqueios vão ser eliminados e o seu principal objetivo atingido.

Mas, ainda não acabou. 

Como vimos, a Síndrome de Peter Pan pode afetar e muito a vida pessoal e profissional de alguém.

Por isso, nada melhor que investir em um curso que vai, justamente, preparar você para ser um profissional e um ser humano muito mais realizado.

Estamos falando da formação em Personal & Professional Coaching, uma das diversas modalidades disponíveis em nosso site.

Acesse agora mesmo a página da SBCoaching e vá em busca do seu potencial infinito.

Conclusão

Cada um de nós tem o seu próprio ritmo de amadurecimento. 

Alguns podem ser mais cedo, outros mais tarde, mas, mais cedo, ou mais tarde, isso vai acontecer.

O que não é uma opção é viver para sempre na Terra do Nunca.

Por isso, a Síndrome de Peter Pan é assunto muito sério, ainda que não seja considerado um transtorno mental.

Como vimos, a condição pode trazer inúmeras dificuldades para a vida pessoal e profissional de alguém. 

Os problemas vão desde a falta de responsabilidade com suas obrigações até complicações em relacionamentos.

Por isso, se você notar qualquer um dos sintomas apresentados no artigo, procure ajuda. 

Não há nada de errado nisso.

Apesar da Síndrome de Peter Pan ser algo que mereça toda a sua atenção, ela é uma condição que pode ser revertida ou, ao menos, atenuada com o suporte adequado.

Nesse sentido, lembre-se que você sempre pode contar com o apoio do processo de coaching. Não apenas para esse problema, mas para qualquer demanda que envolva o seu desenvolvimento pessoal.

Mas e aí, você já tinha ouvido falar da Síndrome de Peter Pan? 

Conhece alguém com essa condição com base no que acabou de ler? 

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